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Itapira, 03 de Agosto de 2020
Artigo
26/12/2014 | José Carlos Barbieni: Das crianças esquecidas à escravidão.
Olá a todos, Demorei... Só relembrando que ainda não tenho internet (Idade das cavernas em casa!).
Bem... Volto para falar sobre o assunto que vem pipocando, que não é recente, já que outros casos ocorreram e infelizmente outros tantos devem acontecer ainda, que são esses “esquecimentos” de crianças dentro dos carros, ao quais na maioria das vezes, resulta na morte dessas crianças.
Os comentários giram em torno da dificuldade em entender com alguém consegue “esquecer” um filho dentro de um carro, assim sem mais nem menos, como se fosse algo sem importância, sem valor, diferentemente de uma bolsa, um tablet, que sempre se dá uma olhadinha para conferir se ainda está lá, e sempre se lembra de pegar ao sair do carro.
Com perspicácia, muitos lembraram que pessoas que tem crianças pequenas, não deveriam ter insufilme em seus carros, pois, dificulta enxergar alguma criança presa dentro do veículo, bem como aventaram algumas explicações como os problemas no trabalho e a rotina, quase que automática do dia a dia, sem esquecer-se do fato de que muitas crianças ficam em silêncio, talvez dormindo no banco de trás, o que coloca a mente no “automático” (Parece o filme Click), como se a tarefa de deixar a criança na escola, já tivesse sido cumprida.
É claro que uma criança está muito mais propensa a morrer numa situação dessas, mas mesmo um adulto, vitima de um sequestro, por exemplo, que seja amarrado e deixado dentro de um veículo no sol escaldante, pode vir a óbito. (fato assim já aconteceu em nossa região vitimando uma professora)
Não estaria na hora da indústria automobilística participar dessa solução, oferendo veículos preparados para esse tipo de problema?
Mas o que me chamou atenção foi justamente a colocação da rotina como justificativa, ou seja, o modo de vida “automático”, cheio de rotinas e repetições em que vivemos hoje em dia, de onde veio a minha indagação: “Estamos voltando, ou assumindo a condição de sermos escravos?”.  
A maioria de nós já não é mais dono de sua própria vida, tudo o que fazemos está condicionado aos horários e compromissos do dia a dia, que nos diz se podemos ou não participar de uma festinha, de um passeio, ou até mesmo de um jantar em família, note que quase sempre estamos atrasados e reclamando que “faltam horas em nosso dia”.
Se formos escravos de alguma coisa ou rotina, qual seria o meu ou o seu “Senhorio”?
Certamente há escravos do trabalho, que faltam a eventos familiares para poderem cumprir prazos e compromissos de trabalho, outros são escravos da tecnologia, das redes sociais, já não conseguem mais visualizar suas vidas sem esses aparatos, sem mencionar os escravos dos vícios e das drogas e até mesmo os escravos do mundo do crime, pois, uma vez dentro desse mundo já não conseguem mais sair.
Clamamos tanto por liberdade, lutamos por ela, tanto que a preferimos mais que o próprio paraíso (Segundo a Bíblia), no entanto, chegamos aos dias de hoje escravos de alguma coisa, de algum estilo de vida... E achamos tudo isso normal!
A todos muita Paz, Saúde e Prosperidade em 2015!
José Carlos Barbieni – Serralheiro- Técnico em informática
Técnico em administração na Etec “João Maria Stevanatto”- Itapira-SP

E-mail: Jkarlosbarbieni@gmail.com 

Fonte: José Carlos Barbieni

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