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Itapira, 05 de Agosto de 2020
Artigo
28/09/2014 | José Carlos Barbieni: Redução da jornada de trabalho, qual a sua opinião?
Olá pessoal, de volta, novamente, outra vez e... Haja paciência para ler!
Começando... Não é de hoje que sindicalistas e alguns políticos levantam a bandeira da redução da jornada de trabalho, sem redução dos salários, o que numa primeira análise parece bastante prejudicial às empresas, já que aparentemente verão sua produção cair, mas os custos continuarão os mesmos, ou ainda maiores, se precisarem de mais mão de obra para suprir a produção.
É certo que a maioria das pessoas que defende essa ideia, o faz pensando em somente aumentar o nível de emprego, defendendo a lógica da necessidade de mais gente para garantir a produção, o que, se de um lado pode realmente gerar mais emprego, de outro lado pode resultar em investimentos na tecnologia de produção como resposta, e, nesse caso, o objetivo de geração de mais empregos iria por água abaixo.
A redução da jornada de trabalho por si só, além de possivelmente não gerar os empregos esperados, penalizaria muito mais os setores onde a mão de obra representa a maior fatia do custo, geralmente operacional, como o comércio e serviços, pois estes não teriam saída para continuarem funcionando nas mesmas condições sem novas contratações, sob esse ponto de vista, os objetivos seriam atingidos, mas com chapéu alheio.
Também há que se considerar o setor público, que poderá ter um impacto ainda maior nas contas públicas, sem mencionar, e já mencionando, que na saúde se pleiteia 30 horas semanais, o que com certeza é justo pelo estresse da profissão, mas e a conta, quem paga?
Por definição, poderíamos dizer que nenhuma empresa tem obrigação de agir ou de arcar com o rótulo da Responsabilidade Social, pois, sua sobrevivência dentro de um mercado cada vez mais competitivo deve estar à frente de qualquer coisa, ou seja, se ela não sobrevive às intempéries do mercado, nada poderá fazer de bom para a comunidade, muito menos gerar empregos.
Reconheço que o parágrafo anterior sugere certa frieza na administração de um negócio, mas é importante frisar que uma empresa quebrada não gera emprego nem renda alguma, porém, também reconheço que nem essa filosofia justificaria uma empresa colocar o lucro acima da satisfação de clientes, fornecedores, funcionários e da comunidade em que esta inserida.
Mas voltando ao tema inicial... Seria a redução da jornada de trabalho algo que só tenha aspectos negativos para as empresas?
Estudos mostram que a sobrecarga e estresse no local de trabalho, horas perdidas no transporte e cobranças por produção cansam o trabalhador, que acaba justamente produzindo menos, e ai chegamos ao tema que deveria ser ponto central da discussão, que é a PRODUÇÃO, e não os pontos comumente abordados como a geração de empregos e horas trabalhadas... É ingenuidade achar que a redução da jornada de trabalho, automaticamente vai gerar mais empregos, ou que horas a menos no trabalho seria a sentença de uma produção menor com custos maiores, ou seja, na prática a teoria pode ser bem diferente.
Tentando entender... Partindo do princípio de que uma empresa possa quantificar sua produção, e, portanto, estabelecer metas diárias, semanais ou mensais, nada impede que se estabeleçam objetivos de produção, (As chamadas tarefas) para então partir para a flexibilização da jornada de trabalho, oferecendo aos funcionários mais descanso, porém sem perder o nível de produção e como resultado, a empresa não perde nada e os funcionários poderiam ganhar mais tempo com a família, muitas empresas já fazem isso garantindo ganhos de produção e reconhecimento no mercado.
É preciso buscar um modo de fechar essa conta tendo em mente alguns pontos: Há setores onde a produção não pode ser quantificada, dificultando a escolha de opções de flexibilização; As empresas precisam ter condições de sobrevivência sim, mas colocando seus funcionários em condição de parceria no negócio; Empresa parada, mas, com a produção garantida, não é prejuízo, é ganho em satisfação e comprometimento dos funcionários em melhorar a empresa, sem falar no ganho com a imagem.
Pra finalizar, se você é empregado, já pensou sobre esse assunto como se fosse o seu patrão? E se você é patrão, já pensou como se fosse um de seus funcionários?
 Até mais!
Gostou? Não gostou? Envie um comentário.
 
A todos muita paz e saúde e proteção.
José Carlos Barbieni – Serralheiro - Técnico em Informática e Administração
Formado na ETEC “João Maria Stevanatto” Itapira-SP

jkarlosbarbieni@gmail.com 

Fonte: José Carlos Barbieni

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