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Itapira, 20 de Setembro de 2020
Artigo
06/07/2014 | José Carlos Barbieni: Se faltar água, o que fazer?
Olá pessoal, de volta, escrevendo sobre a água nossa de cada dia, que a cada dia fica mais escassa.
Muitos dos leitores, em especial os da “velha guarda”, não tão velha assim diga se de passagem, devem se lembrar dos tempos de infância, das viagens à Aparecida do Norte, quando a romaria passava sobre a represa de Atibaia, pela ainda não duplicada rodovia D. Pedro I, antes de entrar na Dutra, e ficavam, assim como eu ficava, encantados com o volume d’água da represa.
Bem, o tempo foi passando e a cada ano as margens da represa ficavam mais aparentes, e numa comparação de imagens que vem a mente, assusta-nos a grande diferença da secura de hoje frente à fartura de água de outros tempos.
Para muitos, talvez também faça parte desse “acervo” de lembranças, o tempo em que chovia na época esperada e às vezes varavam dias de chuva fina e constante, e a juventude de hoje vendo o baixo nível do Ribeirão da Penha, certamente não imagina que houve tempos de inundação na área do lazer e no Jardim Soares.
Não é de hoje que se fala sobre o valor da água, sobre sua importância para a vida e tudo mais, nas escolas sempre foi assunto pertinente nas aulas de Ciências, de Biologia e de química, ou seja, o famoso “H2 O”, sempre foi muito mais que uma simples fórmula.
Hoje vivemos uma situação complicada, com a falta de água em vários pontos de São Paulo, e certamente alguns dirão que falta de água, sempre houve no Brasil, e citarão o Nordeste como exemplo, onde desde que me conheço por gente se fala na seca e suas implicações.
Uma coisa é a água faltar de forma histórica para comunidades que na sua maioria não passam de 5 ou 10 mil habitantes, as quais já desenvolveram estilos de vida adaptados a essa realidade, bem como torna-se relativamente fácil prover água a essas pessoas por meio de caminhões pipa, mas quando se fala em milhões de pessoas dependentes de um sistema público de fornecimento de água direto nas suas casas, creio que a gravidade da situação é imensurável.
No verão de 2013 – 2014, a crise da água já se anunciava numa fórmula perfeita para o problema, somando-se as altas temperaturas, disparo do consumo e a falta de chuvas, seria de se esperar que providências preventivas fossem tomadas, mas não foram, e se confiava no período de chuvas em janeiro e fevereiro.
As chuvas não vieram como se esperava, o problema se agravou e em ano eleitoral, às vésperas da Copa, tanto o governo do estado quanto a administração da cidade mais prejudicada, São Paulo, não iriam se arriscar a tomar medidas antipáticas como o racionamento, acharam melhor  “arrumar” água do que economizar.
E finalmente chegamos a Copa do Mundo, com seus jogos, com a festa das torcidas, cobertura total da mídia, inclusive das não licenciadas pela FIFA, ao seu modo é claro, e com isso não mais se falou sobre a falta d’água, sobre o baixo volume das represas, sobre a NECESSIDADE de economizar, etc.
A situação não é nada boa, pois, a Hidrovia Tietê-Paraná praticamente parou, as Hidrelétricas estão funcionando para não pararem de vez, várias cidades buscam como recurso tirar água de represas particulares, o tal “Volume Morto” da Cantareira daqui a pouco morre de vez, e ai... Como fornecer água para milhões de pessoas?
Está ruim e pode ficar pior;
 São Paulo está num período em que historicamente chove pouco, e devido à copa não se alerta devidamente sobre a gravidade da situação, e pra complicar, a Metereologia afirma que no verão 2014- 2015 podem se repetir as condições do verão anterior, ou seja, poderemos ter até o final desse ano poucas chuvas e novamente altas temperaturas.
Se durante a copa é sacrilégio deixar faltar água, faltar energia ou falar em racionamento, após a copa virá o período eleitoral, e ai... Quem vai falar a verdade sobra o caos que isso pode, veja bem, PODE nos trazer?  
Em Itapira não é diferente, o Ribeirão da Penha dá pena de ver, pra quem já até nadou nele e a tal represa não surtirá efeito tão cedo, não seria a hora de acender a luz de alerta? E se medidas duras, como racionamento, forem necessárias, estaria a população preparada para entendê-la?
Apesar disso, penso que nem só de racionamento e multas devem ser pautadas as ações do poder público, que deveria ter, caso não tenha, algum programa de conservação de nascentes, orientando proprietários das áreas onde elas se localizam, sobre como mantê-las, afinal são elas que abastecem rios e lagos.
Faça sua parte, economize e use com racionalidade.
Gostou? Não gostou? Comente.
A todos muita paz e saúde e proteção.
José Carlos Barbieni – Serralheiro - Técnico em Informática e Administração
Formado na ETEC “João Maria Stevanatto” Itapira-SP

jkarlosbarbieni@gmail.com 

Fonte: José Carlos Barbieni

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