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Itapira, 27 de Janeiro de 2020
Artigo
15/02/2014 | Sandro Belli : Hiperadrenocorticismo (Síndrome de Cushing)

A Doença de Cushing ou Síndrome de Cushing (hiperadrenocorticismo) é uma enfermidade resultante de uma superprodução crônica de glucocorticóides pelo organismo. Em um cão normal, a hipófise produz um hormônio chamado ACTH, que estimula a glândula adrenal a produzir um hormônio esteróide,o glucocorticóide que é responsável pelo funcionamento de muitos sistemas do organismo. Se há algum problema na hipófise ou na adrenal que leve a um aumento na produção de glucocorticóides, haverá o desenvolvimento da Síndrome de Cushing. Esta é uma doença bastante complicada, que apresenta uma sintomatologia muito variada e diversas causas diferentes. Esta matéria tentará dar uma descrição simplificada da doença, seus sintomas, como fazer o diagnóstico e os possíveis tratamentos.

Que animais podem ser afetados pelo Hiperadrenocorticismo?
 
A Doença de Cushing ou hiperadrenocorticismo é considerada uma patologia de cães e gatos de meia-idade ou idosos. Ela é muito mais incidente em cães. A doença é bastante similar em gatos, porém, nos felinos, mais de 80% dos animais afetados também apresentarão diabetes mellitus. Neste artigo estaremos nos orientando para a doença apresentada nos cães. A média de idade de aparecimento da doença varia entre 6 e 7 anos, mas também pode ocorrer na faixa que de 2 e 16 anos de idade. A doença atinge igualmente machos e fêmeas e parece não haver nenhuma raça que tenha predisposição genética.
 
Sintomatologia
 
Como resultado da alta taxa de glucocorticóides (esteróides) crônica, os animais afetados desenvolvem uma combinação clássica de sinais clínicos e lesões. A doença tem progressão lenta. Vários estudos já mostraram que a maioria dos cães apresenta pelo menos um dos sintomas da doença num período entre um e seis anos antes do problema ser diagnosticado. Como este problema se desenvolve muito lentamente, os proprietários geralmente atribuem algumas mudanças e sintomas à problemas decorrentes da idade.
Aumento do consumo de água e do volume urinário
 
O sintoma mais comum é o aumento do consumo de água e conseqüente aumento do volume urinário (poliúria/polidipsia). O cão passa a beber entre 2 e 10 vezes o volume normal de água e conseqüentemente ocorre um aumento proporcional do volume urinário. Estes sintomas estão presentes em e 85% de todos animais com hiperadrenocorticismo. Animais que vivem em apartamentos passam a não conseguir se segurar , muitas vezes urinando dentro de casa, pois a bexiga se enche muito mais rapidamente devido ao aumento na produção de urina.
 
Aumento de Apetite
 
O aumento de apetite (polifagia) é outro sintoma clínico muito comum, que aparece em 80% dos animais afetados. O cão começa a revirar o lixo à procura de alimento, muitas vezes chegando a roubar comida da cozinha e da própria mesa. Está sempre olhando com aquela carinha de coitadinho esfomeado, implorando e pode ficar mais agressivo em relação a proteção de sua própria comida, quando há outros animais por perto. Apesar da presença de outros sintomas, o proprietário acaba pensando que o animal está bem, devido ao seu “excelente” apetite.
 
Aumento Abdominal
 
O aumento abdominal também é um dos sintomas clássicos da doença e ocorre em 80% dos casos. Este aumento abdominal é decorrente de uma “migração” de gordura para a região abdominal e de um enfraquecimento e perda de massa muscular dos membros.
 
Queda de pêlos e “afinamento” da pele
 
A queda de pêlos e o “afinamento” da pele ( a pele realmente fica mais fina, menos espessa) também são sintomas comuns em cães com a enfermidade. Estima-se que estes sintomas aparecem em 50% a 90% dos animais afetados pela doença de Cushing. A queda de pêlos (alopécia) é uma das principais razões pela qual o proprietário leva o animal para ser consultado pelo médico veterinário. A queda de pêlos começa na área dos cotovelos e avança pelos flancos e abdômen até que atinja o corpo todo do animal, deixando coberta apenas a cabeça e as extremidades dos membros. A pele também fica fina podendo ser facilmente lesada, apresentando uma cicatrização mais lenta. Problemas reprodutivos também ocorrem com freqüência em animais que sofrem hiperadrenocorticismo
Fonte: Sandro Belli

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