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Itapira, 25 de Janeiro de 2020
Artigo
24/11/2013 | Valeria Vassoler: Infecção urinária afeta mais a mulher por causa da anatomia feminina

Do G1, em São Paulo

 
Infecção urinária é a infecção bacteriana mais comum no ser humano, principalmente entre as mulheres dos 20 aos 40 anos e as grávidas. Já os homens sofrem mais na primeira infância e depois dos 55 anos, sobretudo por distúrbios na próstata.
 
Dependendo do local em que os agentes invasores se instalam, a doença é chamada de vulvovaginite (abertura da vagina), cistite (uretra e bexiga) ou pielonefrite (rins). E, na hora do aperto, muita gente ignora o sinal do cérebro de que a bexiga está cheia e deixa para fazer xixi depois. O problema é que, ao não urinar, a uretra pode ficar mais suja e facilitar uma complicação.
 
Beber água é fundamental para prevenir inflamações e infecções. A hidratação ajuda a manter o aparelho ativo, com fluxo de urina normal e saudável. A água também é necessária para uma série de processos metabólicos e biológicos do organismo.
 
Outra dica importantíssima é que as pessoas devem prestar atenção na cor da urina, que precisa ser clara. Uma coloração mais amarelada pode ser falta de hidratação, alimentação ou decorrência do uso de medicamentos. A primeira urina do dia é mais escura porque à noite um hormônio secretado aumenta a absorção de água e a concentração da mesma..
 
Se houver sangue na urina, sinal de alerta: há 80% de chances de você precisar de tratamento. O sangue pode indicar infecções, doenças hereditárias (como rins policísticos), pedras nos rins, doenças de próstata, traumas e até tumores.
Portanto, sempre que você ou alguém da sua família detectar sangue na urina, é preciso procurar um médico e fazer os exames indicados. Essa urina pode aparecer com coloração avermelhada ou até marrom, quase preta.
 
A dica seguinte é sempre urinar depois do sexo. Isso porque o atrito e as bactérias envolvidas na relação podem contaminar a região pélvica da mulher. Ao fazer xixi, o aparelho urinário é exercitado e elimina grande parte das bactérias que podem ter entrado na uretra e ir em direção à bexiga. A própria vagina já concentra micro-organismos que podem causar infecção.
 
A higiene íntima também é imprescindível, principalmente para as mulheres, que têm a vagina e o ânus em locais muito próximos. Uma boa dica é enxugar, sempre que possível, a urinai com papel higiênico e as fezes com chuveirinho.
Sabonetes íntimos também são úteis, mas devem ser usados na medida certa (até uma vez por dia), porque a vagina tem uma flora bacteriana importantíssima para manter o pH da região e proteger a mulher. Absorventes internos precisam ser trocados a cada 2 ou 3 horas, e não se deve dormir com eles.
 
De qualquer forma, a limpeza precisa ser eficiente, para que as bactérias da vagina e do ânus não entrem no canal da uretra. A bactéria mais comum entre as responsáveis pela infecção é a Escherichia coli, que vive no intestino e pode passar para o trato urinário. Para evitar o contato desse aparelho com as fezes, devem-se limpá-las sempre de baixo para cima. Um lenço umedecido também pode ser um bom aliado na limpeza íntima feminina.
 
Sistema urinário
 
É composto pelos rins, ureter (canal que leva a urina dos rins até a bexiga), bexiga e uretra (canal que conduz a urina da bexiga para fora do corpo).
 
A bexiga precisa ter um mínimo de líquido armazenado para que a pessoa consiga urinar. Se for muito pouco, ela não funciona e fica esperando encher. Na hora do aperto, a bexiga envia um sinal para o sistema límbico, no cérebro, que manda o corpo resolver o problema com urgência.
 
O ideal é não deixar a bexiga chegar ao volume máximo, porque ela pode pressionar os músculos em volta e provocar uma sensação de incômodo e desconforto. Com a idade, o assoalho pélvico perde a sustentação e a força, facilitando a ação das bactérias. Por isso, beba sempre muita água e faça xixi como frequência.
 
Diagnóstico
 
Existem dois exames essenciais para descobrir qual é a origem do seu problema urinário. O primeiro é um teste de urina tipo 1, que fica pronto no mesmo dia e detecta o número de leucócitos (células de defesa) na urina. Se houver demais, é sinal de que alguma bactéria entrou no sistema urinário e está causando infecção.
 
O segundo exame é a urocultura. As bactérias da urina são cultivadas durante cinco dias para identificar quem são elas e, consequentemente, qual é o antibiótico mais eficaz para eliminá-las.
Fonte: Valeria Vassoler

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