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Itapira, 30 de Setembro de 2020
Artigo
16/08/2015 | Valeria Vassoler: Labirintite

A labirintite é uma doença do ouvido que afeta o labirinto e suas estruturas responsáveis pela audição (cóclea) e pelo equilíbrio (vestíbulo). As pessoas costumam chamar qualquer distúrbio na região do ouvido interno de labirintite. O termo correto é labirintopatia, sendo labirintite uma delas.

 
As causas da labirintite ainda não são claras. Mas sabe-se, porém, que infecções e inflamações sejam as principais causas para a doença, como a otite média e o resfriado. Outros fatores, ainda que com menos frequência, também podem provocar labirintite, a exemplo de tumores, doenças neurológicas, compressões mecânicas, alterações genéticas, alergias e o uso de medicamentos perigosos para a saúde do ouvido interno.
 
Na labirintite, as áreas do ouvido interno ficam inflamadas e irritadas, fazendo os nervos do vestíbulo enviar sinais incorretos ao cérebro como se o corpo estivesse se movendo. No entanto, outros sentidos, como a visão, não detectam esse movimento, causando uma confusão entre os sinais recebidos pelo cérebro e, consequentemente, a perda das noções de equilíbrio.
 
Alguns fatores considerados de risco aumentam as chances de uma pessoa desenvolver labirintite, veja:
Ter idade acima dos 40 ou 50 anos, hipoglicemia, colesterol alto, hipertensão, diabetes, triglicérides, otite, consumo exacerbado de álcool, tabagismo, consumir café em excesso, uso de medicamentos, como alguns antibióticos, anti-inflamatórios e remédios para estresse e ansiedade, Altas taxas de ácido úrico, má alimentação, jejum prolongado, consumir açúcar em excesso.
 
O principal sintoma da labirintite é a vertigem, em que a pessoa sente que tudo ao seu redor está girando. Muitas vezes ela pode vir acompanhada de outros sintomas, como:
tontura, náuseas e vômito, sudorese, alterações gastrintestinais, perda de audição, desequilíbrio, zumbidos no ouvido, audição diminuída, queda de cabelo.
 
A fase aguda da doença surge de repente, sem avisos, e costuma durar de minutos ou horas a dias, dependendo da intensidade da crise. Quando desencadeada por gripe ou resfriado, os sintomas da labirintite geralmente demoram cerca de uma a duas semanas para aparecer. Labirintite não causa desmaios, mas a recomendação é que a pessoa evite deitar para não agravar a tontura.
 
Não hesite em procurar um médico caso suspeite de labirintite. Atente-se aos sintomas e cuidado para não confundir vertigem com tontura, pois, apesar de parecidos, são sintomas distintos e podem indicar problemas diferentes. É comum sentir como se tudo ao seu redor estivesse girando durante uma crise de vertigem. Já na tontura, a sensação é de desequilíbrio, atordoamento, instabilidade, como se estivesse pisando no vazio e caindo.
 
Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo, para que você consiga fazer outras perguntas ao médico. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:
• Uma lista com todos os seus sintomas e há quanto tempo eles apareceram
• Histórico médico, incluindo outras condições que você tenha e medicamentos ou suplementos que você tome com regularidade.
• Leve suas dúvidas por escrito, começando pela mais importante. Isso garante que você conseguirá responder as perguntas relevantes antes da consulta acabar.
 
O médico poderá fazer o diagnóstico de labirintite a partir de algumas simples perguntas a respeito dos seus sintomas. Muitas vezes, um exame de ouvido pode acabar não detectando nenhum problema. Por isso, o especialista poderá realizar um exame físico e neurológico completo para diagnosticar a labirintite. Geralmente, isso basta para o diagnóstico. Mas pode acontecer de ainda haver suspeitas de que outras doenças estejam causando os sintomas, então, para esses casos, o médico deverá solicitar ao paciente que proceda à realização de alguns exames específicos, a fim de eliminar a suspeita sobre outros distúrbios:
 
EEG (Eletroencefalograma), Eletronistagmografia, Tomografia computadorizada da cabeça, Exames de audição (audiologia/audiometria), Ressonância magnética da cabeça, Aquecer e resfriar o ouvido interno com ar ou água (estímulo de calor) para testar os reflexos do olho.
 
Na maioria das vezes a labirintite desaparece sozinha, o que costuma demorar algumas semanas para acontecer. Mas, quando necessário, o tratamento visa principalmente a redução dos sintomas. Se a causa for infecção bacteriana, o médico lhe receitará um antibiótico e os sintomas deverão desaparecer em breve também.
 
Em casos de infecções virais, o especialista deverá receitar medicamentos que ajudem a amenizar sintomas como náuseas e vômitos. Veja:
 
Antihistamínicos, Corticoides, como prednisona, quando os sintomas são graves, Medicamentos para controlar náusea e vômitos, Medicamentos para aliviar a tontura, Sedativos.
 
Remédios para vertigem também podem ser receitados, mas a recomendação é esperar que ela cesse naturalmente, já que a ação do medicamento faz com que os sintomas demorem um pouco mais de tempo para passar.
 
Mudanças no estilo de vida são fundamentais para prevenir as crises de labirintite. Eis algumas sugestões:
 
Evite ingerir álcool. Se beber, faça-o com muita moderação, não fume, controle os níveis de colesterol, triglicérides e a glicemia, opte por uma dieta saudável que ajude a manter o peso adequado e equilibrado, não deixe grandes intervalos entre uma refeição e outra, pratique atividade física, ingira bastante líquido, evite beber bebidas, gaseificadas, procure administrar, da melhor forma possível, as crises de ansiedade e o estresse.
 
No passado, acreditava-se que labirintite não tinha cura. Dizia-se que os pacientes deveriam permanecer imóveis, deitados, porque se levantassem os sintomas atacariam. Com o tempo, a ciência descobriu que não é bem assim, muito pelo contrário.
 
Hoje, sabe-se que permanecer na ativa pode ajudar o paciente a melhorar. Pergunte ao médico sobre exercícios caseiros que possam melhorar as noções de equilíbrio prejudicadas pela labirintite.
 
Além disso, Problemas persistentes de equilíbrio podem melhorar com fisioterapia. Para evitar que os sintomas da labirintite piorem durante as crises, tente o seguinte:
 
Deite e descanse quando os sintomas se manifestarem, retorne à atividade gradualmente, evite mudanças de posição repentinas, não tente ler quando os sintomas surgirem, evite luzes fortes.
 
Quando os sintomas da labirintite ocorrerem, poderá ser necessária ajuda para caminhar. Evite atividades perigosas como dirigir, operar maquinário pesado e escalar até uma semana após o desaparecimento dos sintomas.
 
Os sintomas graves da labirintite normalmente desaparecem em uma semana. A maioria dos pacientes melhora totalmente de dois a três meses. A tontura contínua tende a durar mais em pacientes com mais idade.
 
A audição normalmente volta ao normal. Em alguns casos, porém, a perda auditiva pode ser permanente
Fonte: Valeria Vassoler

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