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Itapira, 29 de Novembro de 2021
Notícia
01/09/2014 | Ambulatório de Mastologia apresenta bons resultados já nos primeiros dias

O Ambulatório de Masto­logia, inaugurado no Centro de Especialidades Médicas Ronalde Monezzi no dia 15 deste mês, já conquistou avaliação positiva por parte dos profissionais e gestores envolvidos. Ao todo, 28 pa­cientes já foram atendidas no novo serviço e saíram de lá com diagnósticos definidos.

Esse é o principal ponto destacado pelo médico mas­tologista Paulo José Coloço de Mello Sartori, a agilidade no diagnóstico. “A demora é o principal problema da saúde brasileira hoje em dia. Quanto antes a paciente souber o resultado, antes pode dar início ao trata­mento e são muito maiores as chances de melhora e cura. No máximo em 28 dias, normalmente em 21, a paciente já fez a consulta, a mamografia, o ultrassom e a biópsia. Além disso, tenho percebido também que as mulheres saem muito satis­feitas por ter esse serviço aqui e por não precisar ir para outra cidade”, disse.

Pacientes com qualquer tipo de patologia na região das mamas podem ter acesso ao novo serviço da Secretaria Municipal de Saúde através de encaminhamento pelo resultado das mamografias, pelo agendamento feito pelas Unidades Básicas de Saúde para consultas de rotina ou ainda por demanda espon­tânea. “Quando as pacientes tem exames de mamografia e/ou ultrassonografia alte­rados, os profissionais enca­minham diretamente para o ambulatório. Ou então, por exemplo, uma paciente que vai até o posto de saúde relatando algum problema nas mamas e a vaga com o ginecologista está muito distante elas também são conduzidas pra cá. Estamos tentando abranger o máximo possível”, explicou o masto­logista, que complementou dizendo que os casos de ur­gência são imediatamente encaminhados para exames. “Nesse primeiro momento, a estrutura que temos é o suficiente para atender a de­manda e todas as pacientes são atendidas”.

Planos de expansão do serviço também já estão sendo discutidos entre a equipe gestora do município, pensando sempre no bem­-estar dos munícipes. “Em um futuro, quando conseguirmos um serviço de quimioterapia e radioterapia que aceite pacientes operadas, faremos a cirurgia aqui na cidade. Acho importante que a po­pulação saiba que todas as coisas novas que começamos acontecem de uma manei­ra planejada. Por exemplo, de nada adiantaria adquirir dezenas de equipamentos sem ter profissionais para manuseá-los. Precisamos primeiro dos médicos, do diagnóstico e intervenção clínica, que é superior a qual­quer outro tipo de exame. E hoje já contamos com esse especialista em mama”, de­clarou a secretária de saúde Rosa Ângela Iamarino.

Equipe multidisciplinar

Também está em fase de implantação e organização no ambulatório de masto­logia, o acompanhamento psicológico e social. Dois profissionais irão atuar em parceria com o médico para oferecer melhor qualidade no tratamento e ajuda para possíveis problemas que possam surgir durante os tratamentos.

Conforme explicou o psi­cólogo Vinícius Assugeni Sobreiro Dias, ao receber o diagnóstico de câncer, o paciente passa por uma série de complicações psi­cológicas que podem afetar no prognóstico. “Quando elas recebem o diagnóstico positivo, entendem que aquilo é praticamente um pré-atestado de óbito. Além disso, tem toda a questão das alterações corporais e ataque à feminilidade, como a retirada das mamas e queda dos cabelos, além dos problemas que podem surgir nos relacionamentos em geral. Nosso trabalho consiste basicamente em acolher e diminuir os medos e as angústias e fortalecer as redes de apoio dos pacientes para que ela tenha adesão ao tratamento, mostrar que todas essas questões fazem parte do processo de cura e ajudá-la a conviver com isso”.

Rosa Iamarino ressaltou a importância desse atendi­mento social e psicológico para as mulheres. “Elas precisam ser acolhidas e orientadas, porque todo processo é muito compli­cado até chegar na fase da aceitação. Envolve toda essa questão dela se sen­tir mulher e muitas vezes os parceiros se afastam. Isso, às vezes, resulta no abandono do tratamento e temos que evitar isso. Queremos fazer além do atendimento só do am­bulatório, mas expandir o acompanhamento”.

No atendimento da as­sistência social, a principal essência está em apresentar à paciente quais são os di­reitos e benefícios que ela pode ter acesso, além de oferecer auxílio em questões financeiras e familiares.

Fonte: Da Redação do PCI

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