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Itapira, 26 de Outubro de 2020
Notícia
15/11/2014 | Assentamento de Vergel terá recursos para programa de recuperação de áreas degradadas

  

Parte dos 90 proprietários de lotes no assentamento 12 de Outubro, no antigo Horto de Vergel, deverá receber nos próximos dias recursos na ordem de R$ 700 mil para a implantação de um programa formatado dentro da Secre­taria Estadual de Agricultura visando à recuperação de áreas degradadas pela ati­vidade pecuária. Intitulada de Programa Agrossilvopas­toril, a iniciativa vem sendo gestada desde meados do ano passado numa parceria entre a Cati (Coordenadoria de Assistência Integral) e a Unoeste (Universidade do Oeste Paulista).

A titular da pasta da Agri­cultura, engenheira agrônoma Mônika Bergamaschi, em en­tendimento com o governa­dor Geraldo Alckmin, elegeu o programa como uma das ações no campo para atender os objetivos da Rio+20, com a implementação de práti­cas ambientais. Segundo o assentado Walter Aparecido Durante, presidente do As­sentamento 12 de Outubro, já foram selecionadas as famílias que irão participar do progra­ma, que obedecem, segundo mencionou , requisitos básicos para atuar dentro da proposta, como possuir áreas que mar­geiam áreas de reserva legal e destinar uma parte do terreno para pastagens. “O cerne da proposta é exatamente criar condições para que a pecuária de corte e a pecuária leiteira possam co-existir de forma pacífica com a floresta nativa”, disse Durante.

Cada assentado incluído no programa receberá re­cursos em torno de R$ 70 mil para aquisição de insu­mos e equipamentos, como calcário, adubo, sementes, tratores, carretas, roçadeiras, entre outros. Todo o processo terá acompanhamento dos técnicos da CATI. Estes recur­sos não são os únicos que os assentados estão recebendo do governo paulista.

Durante revelou ainda que uma verba de R$ 100 mil foi destinada para que seja criada uma infraestrutura mínima de atendimento turístico no local. “A ideia é atrair pessoas para conhecerem de perto como funciona um assentamento, uma extensão de turismo rural . Para isso iremos investir na criação de um núcleo de atendimento , com capacitação dos assentados para poderem atender a contento os turistas. Futuramente poderemos ter por exemplo instalações para oferecer alimentação genuína da roça, tipo de coisa que turista adora”, disse durante.

Chuvas

A semana no assentamen­to, segundo ele, foi de muita movimentação por causa das chuvas. “Foi uma correria mui­to grande para semear a terra. As pessoas estavam reticentes por causa da terra árida. As atividades que mais sofreram neste período foram aquelas relacionadas à plantação de verduras porque faltou água para irrigação. Um dos nossos lagos praticamente secou”, garantiu Durante. Parte destas verduras e legumes, segundo ele, é fornecida diretamente para pessoas mais pobres do município, por meio de um programa patrocinado pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Meio Am­biente. Além dos hortifrútis, o assentamento produz milho, feijão, mandioca, quiabo, to­mate, berinjela e jiló.

Chuvas trouxeram novo ânimo para agricultor

Segundo o engenheiro – chefe da Casa da Agricultura de Itapira, Ivo Marcos Peres Faria, as chuvas que caíram contribuíram para uma virada no humor dos agricultores. “Claramente muitos agricultores estavam esperando até a última hora para plantar”, comentou. Ainda conforme sua análise, no caso daqueles que plantam milho, muitos estavam apostando num cenário pior.
 
Segundo Faria, o maior indício de que os agricultores estava temerosos quanto a duração da seca foi a procura por uma variedade de semente disponibilizada pela Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo, ideal para produzir em situações de extrema rusticidade. Foram comercializadas 250 sacas de 20 quilos e 40 sacas de cinco quilos. “Recebemos uma quantidade que se esgotou rapidamente e depois foi autorizado o envio de uma nova remessa que acabou também muito depressa”, relatou.

 

Ivo Faria lembrou aindaque os produtores de milho ainda guardam lembranças da safra passada quando houve perda generalizada em função da chuva escassa. “Principalmente quem planta milho para alimentar o gado, por meio do processo de silagem, preocupou-se em garantir uma colheita mínima para não ter problemas lá na frente”, calculou.

 

Fonte: Da Redação do PCI

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