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Itapira, 07 de Agosto de 2020
Notícia
11/04/2014 | Itapira tem programa pioneiro com pacientes de câncer no Intestino

 

  

Marinho mostra os acessórios entregues a pacientes com estomia

 

 

Eleger qual a pior forma de manifestação de um tumor é um exercício mór­bido e inútil, já que cada órgão afetado vai gerar sofrimento para pacientes e familiares. Mas uma ma­nifestação em particular é tida como um dos piores no quesito sofrimento, o câncer de intestino.

A Secretaria de Saúde do Município mantém há oito anos um serviço especificamente voltado para este tipo de atendi­mento. Quem coordena o ambulatório é o enfermeiro Luiz Fernando Marinho, 51 anos, há 20 no serviço municipal. Ele revela que os casos de estomia (pa­cientes que tiveram câncer ou algum tipo de ferimento no intestino) são 32 e uros­tomia ( câncer na bexiga ou ferimento causado por acidente ou agressão) são cinco pacientes.

O que chama a atenção no caso destes pacientes é o fato da excreção de fezes e urina ser feita via um orifício feito no abdômen com uso de acessórios es­pecialmente desenvolvidos para esta especialidade. “São acessórios que são descartáveis, com vida útil em torno de uma semana, mas que são essenciais para a manutenção de uma certa qualidade de vida destes pacientes”, detalhou. Segundo ele, o custo , em torno de R$ 1 mil cada conjunto, é proibitivo para pessoas pobres e o governo estadual garante a distribuição gratuita.

Marinho conta que o processo de aceitação da nova realidade muitas vezes é demorado. Ele relata que não raramente submete pacientes a atendimento psicológico, quando não psiquiátrico. Com o tempo, o paciente passa a aceitar com mais naturalidade este tipo de restrição. “Tenho pacientes dos mais jovens até senhores com mais de 90 anos de idade e todos eles estão respondendo muito bem ao tratamento”, afirmou.

Esses pacientes passa­ram por longos períodos de quimio e radioterapia. A intervenção cirúrgica é a última chance de cura. Elimina-se uma extensão do intestino para que o tumor deixe de se propa­gar. Daí a necessidade dos acessórios para evacuação de excrementos fisiológi­cos. Os pacientes devem ir a consultas periódicas no Cais Irmã Angélica e, conforme o caso, o próprio coordenador do ambula­tório visita pessoalmente os pacientes.

Questionado sobre o que aprendeu ao lidar com este tipo de paciente, Marinho disse que “a gente enxerga que nesta vida nada é im­possível”. Revela que ainda nos tempos de faculdade, quando foi estagiar num hospital, ironicamente o primeiro paciente que foi cuidar era um que tinha es­tomia. “Achei aquela situa­ção muito problemática, me chocou. Era um tempo onde os acessórios não tinham a evolução dos dias de hoje. E, hoje me vejo cuidando deste tipo de paciente. A vida dá voltas”, concluiu.

Fonte: Da Redação do PCI

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