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Itapira, 20 de Setembro de 2020
Notícia
05/06/2012 | Luiz Santos: 138 anos depois...

 “Como são felizes o que habitam em tua casa; louvam-te sem cessar!” (Sl 84. 4 NVI).

A Bíblia ensina que celebrar é recordar, é recontar a história para que a memória seja sempre adorante e agradecida ao Senhor: “No futuro, quando os seus filhos perguntarem: ‘que significa isto?’ digam-lhes: Com mão poderosa o Senhor nos tirou do Egito.” Êx 13. 14. “No futuro, quando seus filhos perguntarem: ‘Que significa estas pedras?’, respondam que as águas do Jordão foram interrompidas diante da arca da aliança do Senhor”. (Js 4. 6,7).

Contudo só tem uma história para contar quem tem uma identidade, uma cultura, uma experiência vivida, pessoal e comunitária. A história que temos para contar deve estar intimamente ligada à identidade e vocação de nossa Igreja. Uma comunidade refém de modismos e de novidades, que não abraça com convicção uma visão e uma filosofia ministerial, não forma e nem consolida uma identidade como povo de Deus a caminho do Reino definitivo.

Evidentemente que a Igreja Presbiteriana Central de Itapira de hoje é muito diferente de seus inícios. A cultura, a sociedade, a cidade sofreram profundas transformações. Também muitas metodologias e a maneira como as coisas eram feitas na Igreja não são compatíveis com o nosso jeito de ser no século XXI. Mas, existem coisas que não mudam e nem podem sofrer alterações, que não podem ser adaptados ao sabor dos tempos e dentre elas se encontram a nossa vocação como Igreja em Itapira, a visão recebida por nossos pais fundadores e o porquê de estarmos aqui 138 anos depois.

O pioneiro em nossas terras foi o missionário George Chamberlain. Como é sabido de todos, a visão de nossos pioneiros era aquela de transformação dos ambientes, por isso que havia sempre ao lado da cada Igreja uma obra social. E esta é a visão primordial implantada desde o início aqui na antiga Penha do Rio do Peixe. Não se tratava apenas da plantação de uma Igreja, o que era um ato heroico naqueles dias, nem da apresentação de uma alternativa religiosa ao catolicismo dominante. Mesmo a intenção de ganhar vidas para Cristo não se satisfazia apenas com o evangelismo. Prova disso é a existência de um primitivo colégio protestante aqui em Itapira, contemporâneo a Escola Internacional de Campinas.

Portanto, a visão que deve permanecer viva, não obstante as novas metodologias, é a de uma Igreja profundamente comprometida com a transformação cultural, com a transformação do ambiente onde estamos inseridos e fermentá-lo pelo Evangelho.

138 anos depois vivemos outros tempos, com novos desafios e novas oportunidades, e teremos uma história para ser deixada como um legado para o futuro se compreendermos que a nossa presença em Itapira deve ser entendida em termos de relevância, contemporaneidade e necessidade.

Não há outra maneira de servirmos a Deus se não, apegados à visão que ele deu desde os primórdios. Precisamos voltar à compreensão de que assim como Chamberlain e depois dele Edward Lane, não somos uma oferta de uma alternativa cristã para a já saturada Itapira de tantas expressões da Igreja de Cristo. Temos uma missão só nossa, que só nós poderemos realizar. Devemos canalizar nossas melhores energias, debaixo da orientação de Deus, para viver esta experiência missional de transformar ambientes com crentes treinados, equipados, apoiados e enviados ao mundo e a partir de sua inserção, transformar em Cristo também a cultura de nosso tempo. Precisamos aprender com a imensa criatividade do Espírito Santo a só desenvolver ações que obedeçam ao Grande Mandamento e que obedeçam à Grande Comissão.

Para que a nossa história continue sendo escrita e para que o Espírito Santo, como em Atos dos Apóstolos, continue sendo o único protagonista, cada um de nós deve assumir o seu papel neste enredo.

Celebrar os 138 anos deverá ser um momento de nos reencontrarmos com o genuíno chamado de Deus para os Cristãos Presbiterianos da Central, uma igreja para influenciar e transformar em Cristo e para Cristo, tudo o que está a sua volta.

Reverendo Luiz Fernando

Pastor mestre da Igreja Presbiteriana Central de Itapira

Fonte: Luiz Santos

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