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Itapira, 18 de Setembro de 2018
Notícia
20/06/2018 | Luiz Santos: A Senhora Eleita: 144 da Igreja Presbiteriana Central

Tomo o título desta pastoral da saudação que o apóstolo João faz a uma igreja em sua segunda epístola. Seguramente aquela comunidade à qual ele escreve gozava do bom testemunho das demais igrejas coirmãs e muito provavelmente era a mãe de muitas outras igrejas espalhadas pela Ásia menor e até o mediterrâneo. Confesso que de todos os títulos dados à Igreja no Novo Testamento, esse é um dos meus preferidos. Revela respeito, reverência e nobreza. A Igreja Presbiteriana Central de Itapira, reverentemente, faz jus a esse título. Os seus 144 anos permitem-nos chamá-la de Senhora e a natureza do Evangelho que ela prega e vive, bem como os frutos dados por ela em sua história, com temor e tremor nos permitem também chamá-la de Eleita. Todavia, há muito o que comparar e aprender da igreja que João respeitosamente chama de Senhora em sua epístola. Aquela comunidade estava vivendo dias difíceis dentro e fora dela. Dentro um grupo de falsos mestres, os gnósticos, estavam perturbando a paz da comunidade com os seus falsos e sedutores ensinos. A unidade da igreja estava sofrendo prejuízo porque homens sedutores e carismáticos se infiltravam nas reuniões cristãs e propunham um novo ensino, uma nova doutrina, um outro entendimento do Evangelho, se fazendo passar por homens mais antenados com a cultura e o espírito de sua época do que os apóstolos e pastores da Igreja e sua doutrina ridiculamente simples e aos seus olhos, infantil e bárbara. Do lado de fora, além das perseguições costumeiras dos judeus e do Império Romano, a mentalidade mundana oprimia os cristãos com as suas muitas filosofias centradas nos mitos e nos caprichos humanos e o modo de vida que degradava a pessoa humana em sua dignidade, como era o caso dos jogos nas arenas, as casas de banho, a licenciosidade e a imoralidade sexual e etc. A realidade das igrejas cristãs que buscam ensinar e viver a fidelidade ao Evangelho puro e simples também sofrem as mesmas agitações internas e externas. Ora ou outra também aparece alguém disseminando um novo ensino com as suas visões de anjos, aparições sobrenaturais, sonhos e visões noturnas e etc. Sempre aparece um mestre de novidades com interpretações mirabolantes e delirantes das Escrituras, desejando provocar nas mentes mais fracas a busca de sensações espetaculares como uma espécie de ‘magiamento’ da fé. Esses estão em todo o canto, sua presença é quase onipresente nos canais de TV aberta e fechada e em infinitas plataformas das redes sociais. A Igreja Presbiteriana também enfrenta esse perigo e essa ‘concorrência’ desleal dos falsos mestres. Mas, do lado externo a comunidade cristã de maneira geral está rodeada e imersa em uma cultura hostil ao Evangelho e à sua missão. As ideologias, todas elas, são em favor da desconstrução do ‘ethos’ judaico-cristão que estrutura a escala de valores da nossa sociedade. A agenda LGBT de maneira geral, o feminismo e as demais bandeiras como ideologia de gênero, o aborto livre e a criminalização (a lei da mordaça) dos pregadores e a defesa de sua fé, fazem parte do contexto em que a igreja deve viver a sua fidelidade martirial a Cristo. Isso não é diferente para a realidade da Igreja Presbiteriana Central de Itapira. Essa Senhora Eleita é chamada a viver a sua ortodoxa Confissão de Fé e a ortopraxia dessa fé, isto é, demonstrá-la no testemunho, na missão e no serviço nesse ambiente eclesial e cultural delicado e controverso. Para que a Igreja Presbiteriana continue a sua missão em Itapira sem negociar os essenciais de sua fé não há solução diferente daquela apresentada por João em sua segunda epístola. Os filhos dessa Senhora precisam continuar andando na verdade, de acordo com os mandamentos recebidos da parte do Pai (1Jo 4), não deve desejar e nem querer experimentar coisas novas, mas a antiga, aquela desde o princípio que é a expressão do mandamento, o amor entre os irmãos (1 Jo 5,6). Um amor que não se esgota em bons sentimentos e bem-querência. Amor que não se traduz apenas em emoções e gestos de polidez, respeito e estima. Certamente essas coisas são importantes. Mas, o amor conforme a verdade que é a explícita confissão de Fé em Cristo, fonte primária e normativa do amor. Esse amor tem a ver com a exposição e defesa da verdade, com o serviço mútuo dentro da comunidade, serviço de socorro, acolhida do outro, proteção da vida e da honra do irmão. Esse amor deve desbordar e transbordar para a sociedade onde estamos inseridos em forma de respeito, diálogo, cooperação no bem e na promoção da paz. No engajamento por justiça, proteção e promoção da vida e claro, proclamação do Evangelho que é poder de Deus para a salvação. Em nossos 144 anos até aqui ajudou-nos o Senhor. E no transcurso dos anos vindouros, até que o Cristo volte, que a Senhora Eleita continue fecunda e se fortaleça na graça e no conhecimento do Senhor.

Reverendo Luiz Fernando é Ministro do Evangelho na Igreja Presbiteriana Central de Itapira

Fonte: Luiz Santos

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