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Itapira, 21 de Novembro de 2018
Notícia
21/08/2018 | Luiz Santos: Estado permanente de Missões

Desde que Cristo subiu aos céus e de lá enviou o Espírito Santo, a igreja encontra-se em estado permanente de Missões. É sua condição, sua razão de ser na história e é como se manifesta no mundo. A vocação da igreja é a adoração. Ela foi criada por Deus de dentro da humanidade caída, chamada, purificada, santificada para que pudesse oferecer ao Senhor um culto agradável e que o adorasse por toda a eternidade na companhia dos anjos. Todavia, a essa igreja vocacionada para a adoração, confiou Deus a tarefa de reunir de todos os povos, nações, raças e línguas os chamados para a adoração, a isso damos o nome de Missões. Portanto, uma igreja não envolvida conscientemente com Missões, de certa maneira, está abrindo mão de sua vocação mais sublime, a vida na presença de Deus na glória em perpétua adoração. Porque nosso chamado à bem-aventurada vida celeste supõe inextricavelmente um chamado ao engajamento histórico em Missões. Sem Missão, sem adoração! Daí a nossa compreensão de que as Missões nascem da adoração e a ela retornam. A adoração é ao mesmo tempo a fonte e o ápice das Missões da igreja de Cristo. Logo, um culto bíblico, cristocêntrico, marcado pelo amor fraterno e fervoroso é o lugar natural do despertamento, empoderamento e envio para as Missões (At 13. 1-3). Por isso devemos nos preparar bem para a adoração pública e comunitária com a adoração pessoal, secreta, no quarto de oração e no silêncio do coração dedicado e consagrado a Deus. Temos a obrigação de preparar um culto público que seja belo, ordeiro, decente (1Co 14.40), saturado das Escrituras, permeado de orações, alegre e piedosamente conduzido por hinos que exaltem a Deus o Pai por seus atributos, pela criação e por sua providência. Cânticos que magnifiquem o Filho e o engrandeçam por sua obra realizada na cruz, por sua ressurreição e por sua presença pactual no meio do seu povo. Hinos que adorem a terceira excelsa pessoa da Trindade, o Espírito Santo, por seu ministério irresistível em nossas almas e por sua habitação definitiva em nossos corações. É nesse ambiente de adoração que a igreja desenvolve sua paixão por Deus que a leva a comprometer-se com a obra que Ele está fazendo do mundo. Uma igreja com um culto assim, facilmente orará nesses termos: “Ó Senhor Deus da história, seja o que for que o Senhor fará dentro dessa geração, por misericórdia Pai, não me deixes de fora. Usa-me, envia-me”. A contramão dos fatos também deve ser levada em conta. Uma igreja interessada em saber o que o Senhor está fazendo no mundo, que busca informações, que deseja saber onde estão os campos brancos e prontos para ceifa, que se compromete em enviar ceifeiros ou sustentar espiritual, moral e financeiramente os que estão na lida. Uma comunidade de fé que possui uma agenda de orações consistente e que se consagra jejuando para o sucesso do avanço do Reino para dentro da história, salvando vidas, redimindo a cultura, pacificando a criação e plantando igrejas como sementes da nova humanidade, essa igreja ofertará a Deus um culto precioso, de primícias, um culto ‘novo’ a cada reunião. Essa comunidade entrará na presença do Senhor com os corações em festa pelos resultados da obra, crentes cheios de gratidão e entusiasmo desejarão ‘fazer’ mais pelo seu amantíssimo Senhor. As Missões, seus dramas, suas conquistas, seus frutos engrandecem a Deus e ao mesmo tempo fornecem o combustível que incendeia a adoração. Fogo se acende com fogo, o calor das Missões aquece a adoração. O fogo da adoração aquece os corações despertando-os para as Missões. Entretanto, enquanto caminhamos nesse mundo, as marcas da queda estarão sempre presentes, bem como os efeitos deletérios da presença do pecado. Assim, o culto é também o espaço ideal para chorarmos juntos diante de Deus os nossos pecados, os nossos fracassos, as nossas negligências e nos confiar pelo arrependimento à sua misericórdia. Bem como, trazemos do campo missionário as nossas frustrações, os nossos tropeços, as nossas ilusões desfeitas e devemos apresentar tudo isso para ser tratado pelo Senhor enquanto a sua Palavra é ministrada e o Espírito Santo cuida de nossas mentes e corações usando todo o expediente santo e terapêutico do culto em nosso favor. Assim, quer no culto quer no campo, como igreja devemos estar sempre conscientes e envolvidos nesse estado permanente de Missões até que Ele venha. Maranata!

Reverendo Luiz Fernando é Ministro da Palavra na Igreja Presbiteriana Central de Itapira

Fonte: Luiz Santos

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