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Itapira, 26 de Outubro de 2020
Notícia
18/06/2015 | Luiz Santos: O Ser de Deus

 Tal conhecimento é maravilhoso demais e está além do meu alcance, é tão elevado que não o posso atingir” (Sl 139.6).

A Teontologia é um dos capítulos mais fascinantes da Teologia Sistemática. Nesta seção estudamos os atributos do ser de Deus, procuramos compreender a sua natureza, e como Ele é si mesmo. Claro, partimos daqueles conceitos gerais, daqueles superlativos ontológicos e averiguamos a Escritura que de Gênesis a Apocalipse outra coisa não faz do que revelar Deus. Esta doutrina é o que distingue mais do que todas as outras peculiaridades, a fé Reformada das demais. Todavia, é desconcertante para muitos Presbiterianos, por exemplo, saber que os batistas, os pentecostais, os metodistas, os anglicanos, os ortodoxos e os católicos romanos cremos exatamente nas mesmíssimas verdades. Isso parece inclusive contraditório neste texto. Mas, a contradição é apenas aparente. Quando aprofundamos o estudo da Teologia Sistemática em suas outras seções, como soterologia, por exemplo, fica claro que o modo como entendemos e acreditamos em Deus é bastante diferente, não só em ênfase, mas, muitas vezes também em substância. A doutrina sobre Deus perpassa e condiciona o entendimento de todo o pensamento teológico Reformado. Quando afirmamos que Deus é soberano também cremos que Ele é o único capaz de salvar e que de si mesmo possui todo o poder mais que suficiente para salvar os que Ele elegeu por sua própria decisão e graça, primeiro sem mérito alguma da parte do homem. Depois, Deus não depende de coisa alguma que o homem possa ou queira fazer para então merecer ser salvo. Nem mesmo a fé salva. A fé é um dom, uma graça, uma dádiva de Deus e um instrumento por Ele mesmo requerido para dar a salvação graciosamente. Ora se cremos que Deus é poderoso e imutável em si mesmo, também somos levados a crer que uma vez que este Deus tenha salvado um pecador, este, não pode perder esta salvação. Não pode perdê-la pelo mesmo motivo que por si mesmo nunca pode tê-la, ou seja, porque não lhe pertence. Seria um absurdo que a salvação uma vez realizada fosse tão facilmente perdida. Seria um contrassenso teológico para um Reformado ao crer no poder ilimitado e indestrutível de Deus crer também que sua obra pudesse ser desfeita, destruída, cancelada pela vontade e pirraça humanas. Absolutamente não! Cremos que Deus não só salva, mas que providencia os meios para que esta graça seja preservada na vida do crente. Estes meios, evidentemente, começam com a habitação permanente do Espírito Santo na alma do crente conduzindo-o sempre mais à compreensão da verdade, recordando-lhe os ensinamentos de Jesus, levando o crente a amar o que Deus ordena e a odiar o que o Senhor condena. Este mesmo Espírito guia a vontade do crente para produzir o fruto do Espírito e a praticar as boas obras. Esta graça preservadora vinda de um Deus sábio e soberano que não pode ser vencido ou contrariado finalmente pela vontade humana, providencia ainda a Igreja e os meios de graça para que a santificação implantada e iniciada na regeneração cresça sempre e cada vez mais, fortalecida e alimentada pela oração, pregação da Palavra e frequência aos sacramentos. Não, um salvo não pode perder a salvação pelo simples fato de que Ele nunca poderá ser mais ou menos salvo uma vez que tenha nascido de novo, nem mais justificado do que quando em sua conta foi creditado a justiça de Cristo em sua obediência passiva e ativa na cruz. Esta obra foi realizada na vontade e no poder de um Deus invencível e foi realizada de uma vez por todas: "Sei que podes fazer todas as coisas; nenhum dos teus planos pode ser frustrado” (Jó 42.2) e ainda: “Meu Pai, que as deu para mim, é maior do que todos; ninguém as pode arrancar da mão de meu Pai” (Jo 10.29). Toda a nossa Teologia está centrada no Ser de Deus e decorre de seus atributos e não das escolhas e acomodações mais palatáveis à mente e a vontade ou “necessidades” humanas recebidas da tradição eclesiástica. De Gênesis a Apocalipse encontramos os fundamentos inamovíveis de todo o nosso edifício teológico: O Deus Criador (Gn 1); O Deus autoexistente (Ex 3); O Deus Santo (Lv e Is 6); O Deus Moral (Dt); O Deus da Justiça (Am); O Deus de fidelidade (Os); O Deus encarnado e Salvador dos Pecadores (Jo; Mt; Lc); O Deus da Graça (Rm; Gl); O Deus da Igreja (Ef); O Deus dos relacionamentos homem-mulher (Ct; Gn 5.2; Mc 10.6); enfim, grosso modo, sem muito tempo e espaço para aprofundar a ideia, já podemos vislumbrar aqui as grandezas deste Deus revelado nas Escrituras. Lógico, embora o ateísmo e as falsas religiões não invalidem e nunca possam atacar de fato e de verdade o que Deus é em si mesmo, porém, somente para aqueles que creem na autoridade das Escrituras Deus se apresenta tão maravilhosamente grande e gracioso a ponto de fazer com que todas as coisas concorram para o seu bem. Deus seja bendito!

Reverendo Luiz Fernando É Ministro da Igreja Presbiteriana em Itapira

Fonte: Luiz Santos

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