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Itapira, 13 de Novembro de 2019
Notícia
20/02/2019 | Luiz Santos: Orgulho

Quando o mundo não está sendo crucificado em nós o orgulho se torna uma nota muito característica do nosso caráter. De todos os pecados que Deus odeia, o orgulho de certa maneira se encontra entre os primeiros e mais odiados. Das profundezas do seu coração, Deus odeia o orgulho:Tu repreendes os orgulhosos; malditos os que se desviam dos teus mandamentos” (Sl 119.21). Deus amaldiçoa o orgulho e profere duras sentenças com os seus lábios e tem planos para puni-lo severamente : “O Senhor dos Exércitos tem um dia reservado para todos os orgulhosos e altivos, para tudo o que é exaltado para que eles sejam humilhados” (Is 2.12);O Senhor dos Exércitos o planejou para abater todo orgulho e vaidade e humilhar todos os que têm fama na terra” (Is 23.9). O orgulho é um pecado diferente dos outros, pois é um ataque frontal a Deus, é o ato de colocar-se acima do Senhor, usurpar o seu trono e destroná-lo do próprio coração. Um bom nome para o orgulho seria “egolatria”, cuja raiz é a transgressão simultânea das duas tábuas da Lei, um ato de rebeldia contra Deus e um ataque desapiedado contra o próximo. Os pais da igreja costumavam dizer que o orgulho morre meia hora depois do homem, tamanha a força de sua presença em nossa natureza. Os puritanos ensinavam que o orgulho foi o primeiro inimigo de Deus, o primeiro pecado no paraíso e será o último que deixaremos aqui na terra. O orgulho se alimenta de qualquer coisa para elevar altivamente o coração do homem, como podemos ver nessa ‘inofensiva’ lista: a aquisição de um saber, o destaque na vida acadêmica, a projeção profissional, o progresso na fé, o desenvolvimento do conhecimento teológico, a desenvoltura no ministério, uma pregação bem feita, a visita feita a um necessitado, o chamado para servir a Deus em um cargo importante e pasmem, até o privilégio da perseguição por causa da fé. Quase não existe uma coisa da qual o orgulho não se alimente a ponto de fazer-nos centrar e reclamar toda a atenção para nós mesmos. Quase não existe uma realidade ou situação da qual o orgulho não se sirva para colocar-nos em um pedestal e exigir o incenso do reconhecimento, as loas da bajulação, a declinação em verso e prosa dos nossos ‘grandes feitos’. Um dos aspectos mais visíveis de que o orgulho está presente e atuando desimpedidamente em nossa vida se dá quando nos importamos demasiadamente com o julgamento das pessoas. Quando queremos buscar a aceitação e a aprovação dos que convivem conosco a qualquer preço e a todo o tempo. Quando estamos muito preocupados com o que as pessoas ao nosso redor pensam ou deixam de pensar de nós, quando ficamos mais preocupados com a nossa reputação do que com o nosso caráter. Outra maneira de entender isso é saber como reagimos ao criticismo e como vivemos e lidamos com as críticas a nossa pessoa ou ao nosso ministério. Reações amargas, violentas e vingativas, bem como lamentações sem fim, afetações no humor e contra-ataques verbais ou de outra natureza, revelam que o orgulho foi ferido, provocado, inchou e tomou conta de todos os espaços de nosso coração, que pouco ou nada de espaço resta para o perdão, o amor e as demais virtudes da humildade cristã. Não existe outro caminho para subjugar o orgulho do que o cultivo da humildade evangélica. A maneira mais eficaz de fazer com que isso aconteça é fixar os nossos olhos em Cristo, o nosso maior e mais sublime exemplo de humildade santa. Cristo buscou voluntariamente uma vida de esvaziamento:Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz” (Fp 2.5-8). Cristo deve ser a nossa referência quando se trata do desprezo ao mundo naquilo que ele tem a oferecer, como vemos na tentação do deserto, em Mateus 4. Contemplar Cristo e imitar Cristo é o primeiro passo para a superação do orgulho. Na próxima pastoral, veremos os outros passos para vencer esse terrível hóspede do nosso coração.

 

Rev. Luiz Fernando é Ministro da Palavra na Igreja Presbiteriana Central de Itapira

Fonte: Luiz Santos

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