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Itapira, 30 de Maio de 2020
Notícia
06/01/2020 | Luiz Santos: Ser Discípulo Consciente

Todo aquele que vem a Cristo pela fé é um discípulo. Não é possível ser crente em Jesus e não ser seu discípulo. Entretanto, é muito possível ser um discípulo não consciente, não ativo, não maduro. Existe a real possibilidade tanto de estagnação quanto de retrocesso no seguimento do Salvador. A Bíblia, no Novo Testamento, apresenta uma quantidade bastante razoável de exemplos de discípulos infantis, imaturos ou com a vida cristã paralisada e problemática: Pedro, Tomé, os caminheiros de Emaús, Síntique, Evódia, Demas, Marcos, Diótrefes, para ficar apenas nesses. Sem falar da constatação do autor da carta aos Hebreus: “Quanto a isso, temos muito que dizer, coisas difíceis de explicar, porque vocês se tornaram lentos para aprender. De fato, embora a esta altura já devessem ser mestres, vocês precisam de alguém que lhes ensine novamente os princípios elementares da palavra de Deus. Estão precisando de leite, e não de alimento sólido! Quem se alimenta de leite ainda é criança, e não tem experiência no ensino da justiça. Mas o alimento sólido é para os adultos, os quais, pelo exercício constante, tornaram-se aptos para discernir tanto o bem quanto o mal” (Hb 5.11-14). O texto deixa bem claro que crentes com muito tempo de experiência de vida comunitária, não estão isentos de apresentarem paralisia espiritual e mesmo um estado de retração no discipulado. Isso acontece quando o discipulado ou não acontece efetivamente ou entra no modo automático e consequentemente não intencional. O crente perde a consciência do que significa de fato seguir a Jesus em obediência radical e passa a esgotar a sua experiência cristã como um consumidor de religião. Ele passa a viver inconscientemente uma vida de manutenção do seu ‘status quo’ espiritual, isto é, membro de uma igreja local e da denominação. Entretanto, a Bíblia apresenta muitos textos que trazem verbos no imperativo que ordenam ao crente que se torne consciente e intencional em seu seguimento de Cristo, assumindo toda a responsabilidade por seu crescimento e progresso na vida cristã: “realizai a vossa salvação com temor e tremor” (Fp 2.12); “Enchei-vos do Espírito” (Ef 5.18); “Crescei na graça e no conhecimento” (2Pe 3.18); “Por causa disso, concentrando os vossos esforços, acrescentai à fé a virtude...” (2Pe 1. 5), e etc. Isto posto, cinco são os grandes meios pelos quais um cristão tem a sua disposição para realizar um discipulado eficiente ao longo dos anos: 1. Estabelecer para si, segundo as suas possibilidades e inclinações, uma vida devocional pessoal e no lar com tempo de qualidade para orações, leitura das Escrituras, leituras devocionais, meditação e consagração pessoal e familiar. Uma vivência pessoal profunda, disciplinada e calorosa de intimidade com Deus faz toda a diferença no discipulado. Nos impede de ter uma vida protocolar e burocrática na igreja e no ministério e ainda nos fornece aquelas energias necessárias para formar em nós um espírito resiliente e um caráter firme. 2. Submeter-se a pedagogia de um “Pequeno Grupo”. Essa pedagogia de convivência, aprendizagem e ministração mútua em pequenos grupos tem base bíblica e parece sem sombras de dúvidas ser o método preferido de Jesus. Ele fez grandes e maravilhosos discursos às multidões, porém, reservou as lições mais profundas e o treinamento mais eficiente para um grupo pequeno. Digamos que os segredos do Reino foram revelados dentro de um pequeno grupo! Nos pequenos grupos a intimidade, a cumplicidade, a prestação de contas e o despertamento e o exercício de dons e ministérios costumam ser mais intensos, espontâneos e naturais. 3. Participar da celebração dominical da Igreja, da adoração pública com fervor e piedade. Deixar-se alegrar pelos grandes feitos de Deus, submeter-se livremente às influências da Palavra lida e exposta e da atmosfera impregnada com a presença do Espírito Santo. A celebração corporativa da igreja, o ajuntamento solene com os irmãos tem o condão de devolver sanidade à nossa mente, reequilibra as nossas emoções, cura as feridas da alma, empodera o coração para o testemunho e enche a vida de sentido e uma nova perspectiva na vontade de Deus. 4. Viver intencionalmente e aplicar conscientemente o que se aprende no pequeno grupo e no sermão nas situações mais concretas da vida. Fazer prova e experiência da Palavra, das promessas e da fidelidade do Espírito Santo. 5. Ter encontros pessoais com a liderança da igreja, de maneira especial os líderes e irmãos dos pequenos grupos para prestação de contas, tempo de comunhão e oração. Isto nos dá um senso de pertencimento e ao mesmo tempo de provar a realidade do amor cristão que não pode ser achado e nem experimentado em nenhum outro lugar. Não deixe para depois, comece hoje mesmo a seguir a Cristo de maneira consciente e intensa. Seja um discípulo consciente.

 

Reverendo Luiz Fernando é Pastor na Igreja Presbiteriana Central de Itapira

Fonte: Luiz Santos

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