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Itapira, 05 de Agosto de 2020
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10/02/2015 | Luiz Santos: Tempos de crise e a missão da Igreja

 "Mas você não vê nem pensa noutra coisa além de lucro desonesto, derramar sangue inocente, opressão e extorsão

(Jr 22.17).

A Igreja não foi separada e purificada do mundo e depois enviada a ele novamente para resolver todas as dificuldades, crises e mazelas dos homens. Deus em sua sabedoria instituiu outras esferas de governança e autoridade para o bem da humanidade em geral. O Estado foi desejado por Deus com uma missão muito específica, promover o bem comum, refrear e punir os homens maus, garantir o desenvolvimento cultural da sociedade e estabelecer a paz. Entre os deveres do Estado ainda se encontram a proteção à Igreja e a família.

Outra instância de autoridade ou governança é a família. Deus quis compartilhar não só a graça da geração de filhos e derivar de seus atributos a graça compartilhada da providência, do cuidado e da vida em comunhão, mas, sobretudo, a sua autoridade foi concedida aos pais para educarem os filhos no conhecimento e na disciplina do Senhor. É do desejo de Deus que a família seja uma escola de virtudes, de formação do caráter, de cidadania. O Senhor planejou a família para ser a ‘célula mater’ da sociedade e da igreja. Quando as famílias não cumprem bem a sua missão toda uma cadeia de desmandos e de degradação é colocada em ação.

A última instância que desejo apontar nesta pastoral é a Igreja. A Igreja é um projeto de Deus para a humanidade. Conquanto a ela pertençam de fato e de verdade somente os salvos em Cristo, sua vida, mensagem e missão devem servir a toda à humanidade. O problema aqui é que quando a igreja prostitui, adultera, ou desconhece a sua razão de ser, as outras duas esferas citadas perdem por completo a sua orientação, ficam sem parâmetros e são submetidas a toda sorte de perversão moral, ética e etc.

A função mais sublime e essencial da Igreja é a adoração. A adoração precede inclusive a missão. É na adoração fervorosa, apaixonada, cativante, em espírito e verdade que surge o senso de urgência e a disposição espiritual necessária para as missões. Da adoração nasce também a inclinação para a prática do amor aos irmãos, força e a coragem para o amor aos inimigos e o suporte necessário para vivência do perdão. A adoração começa aqui e prossegue por toda a eternidade, sendo assim o único ministério da igreja que é perpétuo. Mas, porque são poucos os adoradores e porque aprouve a Deus completar a lista do número dos eleitos, é que há as missões.

Contudo, outras funções da igreja são igualmente imprescindíveis enquanto o Reino definitivo não se instala. A igreja deve ensinar, discipular, preparar homens e mulheres para que vivam no mundo como sal, luz e fermento. A Igreja deve servir como um centro de formação permanente de homens e mulheres nascidos de novo que deverão “estagiar” no mundo, na política, na economia, nas artes, nas ciências e é claro, nas famílias, aplicando os altíssimos e exigentes padrões morais e éticos do Reino de Cristo.

Em tempos de crise a Igreja deve apresentar-se como a consciência do Estado e da Família. Não deve intrometer-se em suas funções próprias. Não deve assumir o que lhes cabe fazer por direito e como seu dever. Mas, não pode se calar, não pode alienar-se, não pode espiritualizar sua mensagem no sentido de torná-la irrelevante. A igreja deve erguer sua voz contra os desmandos na política e dos governos quando a corrupção se torna endêmica, como tem sido flagrada no Brasil.

Como nos dias dos profetas menores devemos clamar ao coração da nação de que estes desmandos, de que este desvio de função, de que esta prevaricação, de que esta ‘roubalheira’ não passará impune aos olhos do Senhor. Deve alertar os homens e mulheres que toda e qualquer tentativa de configuração familiar ou matrimonial, diferente daquela desejada por Deus, o concubinato inclusive, não pode ser levianamente acomodada dentro do discurso do politicamente correto ou da cultura de época.

A Lei Moral possui validade permanente. Todavia, isto não significa que a Igreja deva marginalizar, excluir, maltratar quem quer que seja. Sua mensagem é sempre uma chamada ao arrependimento, à reconciliação com Deus, ao abandono da vida de pecado. E, enquanto esta graça não atinge o coração, em amor ela deve continuar proclamando as excelências de Cristo, o inesgotável amor do Pai, as maravilhas do Evangelho e etc.

Enquanto Deus permitir que este tempo de crise permaneça Ele mesmo relembra a Igreja e capacita os cristãos a continuarem servindo em amor, suportando com bom ânimo a oposição e a perseguição e permanecendo fieis na certeza de que nosso Deus Reina e dele e para ele são todas as coisas.

Reverendo Luiz Fernando

É Ministro da Igreja Presbiteriana do Brasil em Itapira

Fonte: Luiz Santos

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