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Itapira, 24 de Maio de 2018
Notícia
07/06/2017 | Luiz Santos: Trindade Adorada

O calendário cristão ao retomar o tempo comum ou ordinário, após o período de cinquenta dias da páscoa, traz consigo a solenidade da Santíssima Trindade. Na verdade, o ciclo foi aberto na estação litúrgica do Natal. Deus, o Pai, envia das alturas o Filho para cumprir o plano da redenção. Na estação da Páscoa, o Filho enviado no amor e no poder do Pai, cumpre cabalmente a missão recebida. Em Pentecostes, ainda dentro da estação pascal, o Espírito Santo é enviado sobre aqueles que, eleitos pelo Pai, foram redimidos pelo Filho e agora selados e preservados pelo Espírito. Esta doutrina da Trindade, longe de ser uma especulação abstrata, é na verdade a conclusão inevitável a que a Igreja foi conduzida pela lógica do “teodrama”. A reta compreensão do Evangelho não pode nunca prescindir-se de um Deus Trino e Uno. Pois, o Deus do Evangelho (da Bíblia), se revela e nos redime exatamente como Pai, Filho e Espírito Santo. Celebrar a Trindade significa que a igreja mesma se identifica e deve buscar assemelhar-se ao caráter e às relações existentes entre as beatíssimas pessoas no mistério revelado da Trindade nas Escrituras. A primeira verdade a que a Igreja é conduzida diz respeito à unidade. A Trindade é essencialmente Una. Um mistério que não cabe na lógica limitada humana, mas que é asseverada pela inerrante revelação bíblica. A unidade da Trindade deve ser refletida na vida da igreja local. A unidade tem como base estrutural a verdade. Deus não pode mentir, não pode deixar de ser o que é. Não pode negar-se ou fazer, dizer e exigir algo que decretou, decidiu ou que contrarie a sua natureza santa. Os “três Benditos”, não podem contradizer-se, negar-se, ofender-se ou coisa parecida. Nada fazem por rivalidade, divergência ou competição. Onde um está, o outro se faz presente. Onde os “três”, está o essencialmente “Um”. Assim, uma igreja local deve buscar a sua unidade com base exclusivamente na verdade. Na verdade das Escrituras. Na Verdade doutrinal. Nunca em arranjos de qualquer natureza de poder político ou econômico. O Deus Trino é um Deus-Comunhão. Comunhão com base no amor mútuo, no amor devoto, gratuito, incondicional e de entrega de ambos. Pai, Filho e Espírito Santo estão unidos e vivem eternamente numa indefectível e indestrutível relação de amor. E mais, Eles desejam que suas criaturas participem desde agora e na eternidade, de maneira sempre mais feliz e perfeita essa realidade da comunhão. Somente a doutrina da Trindade explica de modo adequado como aqueles que não são Deus, passam a ter parte na comunhão do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Essa mística comunhão deve ser experimentada na alma, no coração do crente, mas deve ser experimentada também na vida orgânica e na dinâmica da vida eclesial. Somos chamados, por nossa nova natureza-identidade, a desejar, produzir, zelar e gozar a comunhão dos “Santíssimos Três”, na real comunhão dos santos na igreja. Amar o irmão, zelar por sua reputação, defender a sua honra, alegrar-se com o seu progresso, chorar em suas dores, alimentar amizade saudável e etc., são atitudes inevitáveis para aqueles que trazem sobre si a benção da fórmula batismal. A comunhão na igreja deve ser um reflexo da Trindade na profissão e na vida de fé de cada crente. A Trindade é uma “comunidade em missão”. Cada pessoa da trindade, bem como a perfeitíssima unidade da Deidade, está em missão o tempo todo, inclusive nesse exato momento, Deus está agindo no mundo. Age de maneira livre e soberana, de maneira direta e desimpedida sobre a história e a criação. Age de maneira ordinária por meio de seus agentes, dentre eles, a Igreja. Assim como a Trindade, a Igreja deve construir a sua identidade na missão. Ela é tanto mais Igreja do Deus Trino, quanto mais envolvida estiver com o que o Pai, o Filho e o Espírito Santo estão fazendo no mundo. A última característica que gostaria de ressaltar aqui é a santidade da Trindade. “As Três Pessoas” são corretamente chamadas de santíssimas. Deus é santo, santo, santo, como cantam os arcanjos, os anjos e os santos por toda a eternidade. Assim, a Igreja e cada cristão, devem ter em altíssima estima, em grande desejo, e buscar com todas as forças pelos meios ordinários, a sua santidade comunitária e pessoal. A Igreja, ícone da Trindade e um crente, que nesse nome foi selado, devem refletir no mundo a santidade da Trindade hoje adorada.

Reverendo Luiz Fernando é Ministro da Palavra na Igreja Presbiteriana Central de Itapira

Fonte: Luiz Santos

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