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Itapira, 14 de Dezembro de 2018
Notícia
16/08/2018 | Luiz Santos: Uma questão de obediência

Muitos se perguntam se possuem um chamado, uma vocação missionária. A resposta correta seria sim, não, talvez. Explico. Sim, o povo de Deus de maneira geral e cada cristão em particular são chamados, vocacionados como missionários, com o privilégio e o dever de proclamar as excelências daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. Não. Nem todos os cristãos são chamados a participar efetivamente de uma obra missionária cruzando barreiras geográficas, linguísticas e culturais. Nem todos são chamados a se deslocar aos confins da Terra. Talvez. Talvez você precise participar de um grupo de oração, mobilização ou estudos para descobrir a especificidade do seu chamado. Quando o assunto é ‘missões’ as possibilidades para servir são tantas que é quase impossível enumerá-las. Você pode fazer parte ativa de um grupo de intercessões e incluir de maneira decisiva em sua devocional diária e reunir-se com outros para orar por missionários específicos, países e povos não alcançados ou situações difíceis que emperram ou ameaçam o desenvolvimento do Evangelho no mundo. Você poderia decidir-se em ser um contribuinte consciente e generoso. Poderia consagrar parte de sua renda pessoal e familiar ou participar de alguma atividade cooperativa de geração de renda para sustentar missionários e os trabalhos realizados no campo. Dependendo do contexto e do tipo de missão, a obra pode ser dispendiosa e demandar grande quantidade de dinheiro. Há ainda a possibilidade em tornar-se um mobilizador de missões. Integrar um Conselho ou grupo que tenha a responsabilidade de divulgar e mobilizar a comunidade de fé para a obra. É um trabalho importante porque mantém a igreja informada não só do movimento missionário em si, mas de certa maneira, informa a igreja do que Deus está fazendo no mundo. Esse Conselho ou grupo tem a função ainda de fazer a ‘ponte’ entre a igreja local e a igreja em missão, os missionários espalhados pelo mundo e as agências de envio e supervisão missionária. Outra maneira de participar efetivamente das missões é participando de conferências, consultas e simpósios de missões. Talvez não seja possível que muitos participem dos eventos de maior vulto, aqueles de níveis nacional e internacional. Mas há sempre a possibilidade de participar dessas jornadas promovidas na igreja local. Na próxima semana mesmo, teremos uma em nossa igreja. Essas conferências podem despertar o desejo da igreja e dos membros, levados pelo testemunho e entusiasmo de outros irmãos, a se envolverem mais concretamente com o anúncio do Evangelho e o alcance dos não alcançados pela graça que um dia nos salvou. Além disso, existem bons centros de formação, cursos de graduação e especialização na área de missões e missiologia. Crentes capacitados e especializados fazem muito bem para o todo da igreja, sua reflexão, maturidade e prática missionária. Claro, você pode ser tocado e despertar-se para a obediência missionária e ir de fato para uma localidade que o Espírito indicar. É possível servir a partir de sua profissão, por exemplo. Deus, desde os tempos mais remotos, tem usado profissionais para abrir as portas para a evangelização. Hoje, não é diferente e é ainda mais necessário. Toda profissão é uma plataforma de missões. Médicos, enfermeiros, treinadores de futebol e outras modalidades, engenheiros, professores, motoristas de caminhão, pedreiros, empreendedores, artistas. Não há atividade lícita que o Senhor não possa ou não queira usar para a proclamação e o testemunho de Cristo para as nações.  Nessa altura do texto, penso que você já tenha percebido que o nosso desafio real não é responder se temos ou não uma vocação. Mas se vamos obedecer ou não. Se vamos obedecer, onde, como e quando. Então, como diz um conhecido ditado missionário: ‘ouvi uma ordem e obedeci’. Simples assim! Simples, todavia, sei que obedecer não é uma coisa fácil ou inerente a nossa natureza. O contrário disso é verdadeiro. Para obedecer necessitamos da graça de Deus, da assistência do Espírito Santo, do ‘empoderamento’ de Deus em nossa vida. Para que isso aconteça, temos a suprema necessidade em cultivar uma vida piedosa com leitura proveitosa das Escrituras, oração, jejum, dedicação pessoal, frequência nos sacramentos, vida comunitária e busca de santificação pessoal. É nesse contexto e nessa atmosfera que a voz de Deus pode ser ouvida com clareza e a nossa resposta dada com convicção.

Reverendo Luiz Fernando é Ministro da Palavra na Igreja Presbiteriana Central de Itapira

 

Fonte: Luiz Santos

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