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Itapira, 21 de Junho de 2024
Artigo
15/02/2012 | As marcas do nosso tempo

 

 “Filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida e depravada na qual vocês brilham como estrela no universo...” (Fp 2. 15 b).

  

Vivemos uma “mudança de época” com profundas transformações. O mundo e a sociedade como conhecíamos até bem pouco tempo começa a desaparecer diante de nossos olhos. Um novo mundo começa a surgir cheio de desafios e de oportunidades.

 

Estes novos tempos são desnorteadores numa primeira leitura, perdemos valores, referenciais e critérios. Vivemos sob a égide do relativismo, do laicismo militante contra a Igreja, da irracionalidade da mídia, do amoralismo generalizado. Somos dominados pelas leis do mercado, lucro, bens materiais, hedonismo, sucesso pessoal e individualismo. Ainda poderíamos citar a corrupção endêmica, a violência fora de controle, o narcotráfico, o emocionalismo e o sentimentalismo absurdos e por fim o utilitarismo.

 

Este é o quadro de uma cultura pós-cristã. Estas são as marcas de um tempo que rejeita ou que não suporta o Evangelho uma vez que não aceita princípios sólidos. Que não tolera o Senhor Jesus Cristo, por que não acredita em verdade absoluta.

 

Qualquer ideia que pretenda ser verdadeira está equivocada. Vivemos numa “cultura desconstrutivista”, que se dá o direito de fazer uma nova interpretação da vida, da sociedade, família, estética, prazer, indivíduo, religião, igreja e Deus.

 

A família, por exemplo, não é mais entendida como homem, mulher e filhos. Agora as relações homo-afetiva estáveis também requisitaram o amparo da lei e da sociedade para a constituição da família.

 

A estética degrada o belo, relativiza a bondade e está esvaziada de qualquer verdade. Não há uma verdade a ser comunicada, cada um infere a sua verdade, dá a sua interpretação.

 

A religião foi banida definitivamente para o foro privado. Ostentar religião ou é modismo, ou é sandice, ou é negócio, ou é provocação. Seja como for, não é alguma coisa que deva ser proposta, testemunhada ou vivida abertamente para a sociedade. Deus, bom, para esta cultura não é de bom tom negá-lo, mas sim relegá-lo á insignificância ou a mais absoluta neutralidade.

 

O individualismo dos nossos dias é superlativamente narcisista, os sentimentos e as emoções adquirem importância extraordinária e o prazer individual é a coisa mais importante da existência.

 

Todavia, é exatamente neste quadro que residem as maiores oportunidades para a Igreja do Senhor Jesus Cristo. É na complexidade deste “nosso novo tempo” que somos chamados a dar uma resposta, uma esperança para o homem que anda cada vez mais infeliz, desorientado, fazendo as mais variadas experiências em busca do sentido de sua existência.

 

Assim, a Igreja do Senhor Jesus Cristo precisa aprender a ler os sinais dos tempos, interpretá-los e buscar a direção de Deus para encetar as estratégias que melhor respondem a estas urgências missionárias dos nossos dias.

 

O que temos a oferecer a um homem que busca ser feliz e que nem detecta a raiz da sua própria infelicidade? Algumas pistas:

 

1. Nossa satisfação em Deus, nossa indizível alegria com a sua santidade, o seu caráter, e as suas justas Leis e mandamentos;

 

2. Nossa plena segurança com a providência sábia do Senhor, nossa total dependência agradecida pelos seus cuidados paternais;

 

3. Nossa alegria pela imensa liberdade que sentimos no Evangelho para fazer o bem, para gozar das boas dádivas desta vida, nosso senso de responsabilidade e cuidado mútuos;

 

4. O sentimento de completude de nossa existência pelo amor que sentimos na família, na igreja, pelo caráter terapêutico de nossas relações sociais saudáveis pautadas pela ética, pelo respeito e pelo amor fraterno;

 

5. Nosso sentimento de realização pessoal quando nos sentimos úteis para a sociedade e o mundo como testemunhas do Evangelho. Quando as coisas que cremos determinam nossas opções e podemos contemplar que o que fazemos transforma e abençoa a existência de outros que nem sequer conhecemos;

 

6. Nossa indestrutível esperança seja em ver dias melhores aqui e agora, seja em ver dias de felicidade indefectível na eternidade. Como Igreja, somos vocacionados a sermos o sinal da nova humanidade, redimida e purificada pelo sangue do Cordeiro cujo estilo de vida já revela as marcas do Reino definitivo.

 

Na próxima publicação vamos ver como adquirimos estes itens que devemos oferecer ao velho homem do novo tempo.      

Reverendo Luiz Fernando

Pastor da IPCI

Fonte: Luiz F Santos

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