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Itapira, 13 de Agosto de 2022
Artigo
31/07/2015 | Humberto Butti: Parte de minha vida está em Itapira

 

 

Daquele menino irrequieto, que escalava a caixa d’água do Parque Juca Mulato e saltava da ponte de concreto quando o ribeirão da Penha estava cheio, ele ainda guarda muita coisa. Principalmente a alegria de viver e encontrar os amigos a cada visita à cidade. Quem conheceu João Batista Bagini de Lima, filho do Sargento Lima, em sua época de infância e adolescência, sabe o quanto ele gostava de aventuras e travessuras, mas lembra também de suas qualidades.
 
Apesar de visitar a cidade a cada 15 dias, principalmente para ver a mãe, Lima é mais um que deixou a cidade em busca de novos horizontes e novas oportunidades. “Deixei Itapira no ano de 78 com a transferência da família para Campinas”, explica. “Com o retorno da família de meus pais para Itapira, em agosto de 2004, comecei a vir várias vezes para a cidade, antes só vinha em casos de falecimentos, casamentos e, claro, na Festa de Maio, tipo bate e volta. E com mais visitas aos meus pais, comecei a dar minhas voltinhas na cidade e relembrar minha vida”.
 
Apesar de construir sua vida em outra cidade, o hoje 1º Sargento PM reformado não esquece suas origens. “Tenho muita ligação com Itapira, pois vivi a infância e adolescência na cidade, portanto tenho uma parte de minha vida nela e com raízes bem profundas”, frisa.
 
Do pai, herdou a profissão. “Tendo meu pai como meu herói, segui sua profissão e me alistei na Policia Militar em 73 e em 2002 me reformei (aposentei)”, conta. Casado por duas vezes, Lima tem três filhos e uma neta. “Casei-me por duas vezes. Do primeiro matrimonio tenho uma filha, a Ivy, com 34 anos, casada, que mora em São Paulo, e que me deu uma netinha, a Maria Beatriz”, revela. “Do segundo matrimônio, sou casado há 30 anos com a Suzana Affonso de Lima, temos um casal de filhos, a Aline Cecília, com 28 anos, e o Renan Felipe com 25”.
 
Dos tempos de infância e juventude em Itapira guarda muitas recordações. “Tenho muitas saudade de Itapira, dos amigos, colegas de escola, professores, amigos da Rádio Clube, das Olimpíadas do professor Barretto, dos passeios campestres, do Parque Infantil Narciso Pieroni, que ficava dentro do Parque Juca Mulato, onde aprendi a nadar, escalar, fazer castelo na areia, ouvir histórias contadas pelas professoras, dos balanços, do futebol, onde perdi o medo de brincar”, conta. “Tenho saudades do rio do Cubatão, onde a molecada nadava, começava pela represa e saía no campo do Corazza; quando chovia nós pulávamos da ´ponte de concreto’; saudades da rua do Amparo, onde morava minha avó, mãe da minha mãe; da rua Padre Ferraz, onde morava minha avó, mãe do meu pai; saudades da boiada que passava na rua e ia para o abate; saudades da Rua Rui Barbosa; do campo de futebol; do time do Jaú; dos degraus da escada da Casa Barretto, onde aprendi a tocar violão; saudades da Praça Riachuelo; da Maria Fumaça, que nos levava até Sapucaí, onde enquanto a locomotiva virava e o trem era carregado, nos íamos numa vendinha ali perto comer sanduíche de mortadela com guaraná de Jacutinga; saudades do tempo de andar a pé até o Rio do Peixe, Rio Manso e até na Usina, onde íamos comer torrão de açúcar; de chegar em casa por volta das nove da noite, sujo e com o dedão esfolado”.
 
Essas lembranças o levam a outros fatos inesquecíveis daquela época, tão diferente do que se vê hoje. “Me lembro que a partir das nove da noite a perua do Comissário de Menor estava na rua e que depois das dez quem estivesse na rua sem a carteira de trabalho era preso por crime de vadiagem”, relembra. “Sinto saudades também dos bailes da Operária e do Centrão. Não citei nomes, pois poderia esquecer de alguém. É como a letra daquela música: ‘Eu daria tudo aquilo que tivesse, para voltar aos tempos de criança’”.
 
Voltar às origens, entretanto, não faz parte de seus planos para o futuro. “Voltar a residir em Itapira, não penso. Pois tenho raízes familiares em Campinas e, como é perto e tenho tempo, com certeza estarei sempre aqui, revendo os amigos e familiares e matando a saudade dos meus tempos de criança”, explica. E nesses passeios constantes pela cidade não falta a parada na Pastelaria Kashiba para saborear um pastel.
 
 
 
1º Sargento PM Lima com os pais
 
 
João Batista Bagini de Lima, o filho Renan Felipe, a esposa Suzana e a filha Aline Cecília
 
 
No Grupo Escolar com a professora Ivone Pegorari Vieira
 
Fonte: Humberto Butti

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