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Itapira, 10 de Agosto de 2022
Artigo
10/08/2012 | José Carlos Barbieni: A difícil "Arte" de votar!

 Olá a todos, de volta com mais um texto para reflexão, pena que talvez os textos fiquem um pouco mais espaçados, já que voltei a estudar, mas Vamos começar!

A difícil ”Arte” de Votar.
As eleições começaram de fato, os candidatos já podem mostrar suas caras e projetos, a fim de nos convencer que merecem o nosso voto, que é um exercício de cidadania, exercício este cada vez mais complicado, a começar pela obrigatoriedade, ora! Se o voto é um Direito... Porque tem que ser obrigatório?
Pode-se dizer que seria para garantir legitimidade, mas essa obrigatoriedade não combina com Democracia, e não contempla aquele eleitor que não viu um candidato sequer que mereça seu voto. Como deveria proceder?
Imagine só, você é obrigado a votar, portanto no dia da eleição, lá vai você até a sua seção eleitoral, e muitas vezes pra enfrentar fila, e quando finalmente está diante da urna, lá está você sem saber o que fazer... Como votar em alguém, se nenhum lhe convenceu? Votar por votar é jogar numa loteria, o resultado pode ser ruim.
Então você decide anular ou votar em branco, mas logo se lembra que fazendo isso, seu voto será desprezado na contagem, e de nada valerá ter ido até a seção eleitoral, ter enfrentado fila, apertado as teclas, pois tudo será em vão, será pura perda de tempo.
Votar num candidato significa colocar alguém num cargo destinado a representar seus interesses junto à administração Municipal, nas condições em que o cargo foi proposto a você, desta feita, presume-se que você aceite as condições, mas, te perguntaram se você aceita eleger alguém com o salário que ele vai ganhar? Pelo menos para mim não.
Se por acaso você não concorda com o que ele vai ganhar, ao votar em alguém, na verdade você estará fazendo algo contra a sua vontade, ou seja, você como eleitor estará colocando alguém num cargo de seu interesse, mas em condições com as quais você não concorda, e sem opção de escolha, isso não me parece democrático.
O voto “Nulo”, não vale nada, não conta no resultado, mas se refletirmos um pouco é visível que o voto nulo representa uma “vontade” do eleitor, que não viu nenhuma proposta que lhe convencesse, então, não seria melhor se o voto nulo e consciente contasse para fins de resultado?
Se o voto fosse facultativo, quem desejasse não participar dos resultados da eleição, bastaria não votar e ficar em casa, consciente de não ter exercido seu direito de voto, mas se, porém desejasse participar, interferir democraticamente nos resultados seja votando em alguém, ou mostrando sua discordância com os nomes propostos anulando seu voto, que neste caso seu voto poderia fazer a diferença, acho justo que o voto nulo fosse visto como “vontade” do eleitor.
Votar não é fácil, é um exercício de cidadania e de esperança que se renova a cada pleito, e muitas vezes se esvai a cada novo governo.
 
Muita saúde, Paz e Prosperidade a todos!!
José Carlos Barbieni 
Serralheiro e técnico em informática pela Etec Itapira                         [email protected]
Fonte: José Carlos Barbieni

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