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Itapira, 10 de Agosto de 2022
Artigo
20/01/2013 | José Carlos Barbieni: As drogas e a corrupção.
Olá a todos, e voltando ao assunto drogas, para refletir um pouco sobre as leis, polícia e corrupção.
Afinal porque se proíbe alguma coisa? Qual a razão de tornar crime algo que de imediato, não afeta ninguém? A resposta pode estar não no ato, mas na relação causa x efeito.
O ato em si de estar bêbado ao volante pode até não matar ninguém, mas a possibilidade de envolver-se em um acidente estando embriagado, o que infelizmente mata muitas pessoas, faz o ato de dirigir bêbado mudar de figura.
Da a mesma forma, usar drogas não faz mal a ninguém exceto ao próprio usuário, mas se para sustentar o vício, o usuário achar por bem roubar e talvez matar, o ato de usar drogas passa a ser perigoso para a sociedade, ou como dizem alguns bandidos para ilustrar a causa x efeito: “Atirar não mata, o que mata é a bala”.
Nesses dois exemplos podemos entender a razão pela qual se proíbe alguma coisa, que no seu ato em si pode não prejudicar ninguém, mas que na seqüência, no médio ou longo prazo, pode produzir resultados ruins para todos.
Sob esta ótica, as leis são criadas e cabe ao poder policial cumpri-las, não importando se o cidadão gosta ou não da proibição, ou seja, se não é permitido, se é crime previsto em lei, pode e deve ser fiscalizado ou combatido pelas polícias e pelo poder público como um todo.
Fatalmente vem a pergunta do “por que” da corrupção policial no tráfico de drogas, seria meramente por dinheiro? Afinal extorquir um traficante não é uma das dez coisas mais seguras que um policial deva fazer, pois um belo dia o traficante acorda de mau humor, achando que não deve pagar mais nada e... Só Deus sabe.
Outra razão talvez seja a constatação da ineficiência de se combater o tráfico, ante o consumo cada vez maior, ora... Não adianta prender um grande traficante, logo haverá outros dez no lugar dele, então pra que prender? Melhor tirar vantagem da situação do que eventualmente morrer tentando acabar com o traficante, nessa hora talvez a família, filhos e a falta de colaboração dos usuários em diminuir o uso, pese muito a favor de aceitar a propina.
Defender quem aceita propina? Claro que não, todos que entram para qualquer corporação em qualquer lugar do Brasil, já sabem de antemão como funciona a criminalidade, o tráfico e conhecem muito bem os riscos e os salários da profissão, se não gosta não entre, porém uma vez fardado e pago pela população, o mínimo que se espera é o cumprimento do dever.
A relação entre um traficante e um policial corrupto é das piores possíveis, pois, o traficante está pagando pra se ver livre e se acha melhor que o policial, uma vez que ele se vê como alguém que não tem obrigação alguma de ser honesto, já aquele policial deveria ser honesto, mas não é.
Cabe lembrar também que cada policial não é uma máquina, é um ser Humano como qualquer outro, sujeito a erros e acertos, a atos de coragem e fraquezas também, e em sua maioria com salários incompatíveis com os riscos que correm.
Umas perguntas para reflexão: Que salário você exigiria para fazer o trabalho de um policial? Por quanto você arriscaria sua vida enfrentando um grande traficante? Você faria por amor a farda? (Felizmente a maioria dos policiais faz!!)
 
A todos, muita paz, saúde e Prosperidade!
José Carlos Barbieni – Serralheiro
Técnico em informática pela Etec “João Maria Stevanatto”- Itapira-SP

E-mail: [email protected] 

Fonte: José Carlos Barbieni

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