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Itapira, 21 de Junho de 2024
Artigo
05/04/2012 | Luiz F Santos: A Entrada Triunfal em Jerusalém: O Princípio das dores

 “Bendito o Rei, o que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas alturas!” (Lc 19.38 CNBB).

 

Nesta semana celebramos a “Semana da Paixão” em nossa Igreja. Evidentemente que estes dias não são mais santos ou especiais que os outros, apenas eles nos oferecem a oportunidade de aprofundarmos de maneira didática e sistemática os eventos históricos que importaram em nossa redenção.

O cristianismo não se fundamenta em lendas e tradições religiosas perdidas no imaginário religioso e cultural dos homens. Não. A fé cristã repousa na história, em acontecimentos datáveis e registrados nos documentos Bíblicos, por isso a celebração destes fatos se justificam pelo seu caráter pedagógico, educativo, catequético e espiritual. Através das “festas pascais” trazemos à nossa memória estes feitos redentivos de Deus em Cristo Jesus e assim irrompemos em profusas Ações de Graças ao Pai das misericórdias.

A Semana da Paixão começa com a “Entrada Triunfal de Jesus em Jerusalém.” Não há nada de novo aqui, pois esta procissão com ramos nas mãos e cânticos de aclamação a Deus fazia parte da liturgia do Antigo Templo em Sião como atesta a Salmo 118. 26-27, a não ser o pleno significado desta festa no cumprimento da estada entre nós do “Bendito que veio em nome do Senhor!”

No domingo de Ramos a Igreja se reveste da realeza de seu Senhor e Mestre e compreende a sua missão de anunciar ao mundo que o Messias aclamado já veio e que o seu sacrifício oferecido uma vez por todas agora é graciosamente ofertado no Evangelho, a que todos devem obediência pela fé. O domingo de Ramos é o princípio das dores e da humilhação de Jesus Cristo como ovelha levada a matadouro.

Não obstante o alarido das multidões, o Senhor sabia que sua estada desta feita, seria a última na cidade Santa. Sua entrada triunfal o levaria para a humilhação pública, para o escárnio desta mesma multidão na sexta-feira. Seria vilipendiado, torturado, exposto de modo indigno como espetáculo. Seria o alvo dos escárnios mais cruéis e desumanos.

Jesus, assentado em seu jumentinho, na condição de humilde “filho de Davi”, entra em Jerusalém para reivindicar o seu trono, politicamente usurpado por Herodes e Roma, espiritualmente atentado por Satanás. Jesus entra em Jerusalém com a inamovível decisão de reclamar os seus direitos reais, sua púrpura será o seu sangue, sua coroa a de espinhos e seu trono a cruz.

O manso cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo é na verdade o valente guerreiro, o invencível general marchando para a mais renhida das batalhas, será ferido de morte, mas glorioso levará em cortejo triunfal os redimidos pela sua cruz à presença de Deus, na manhã da ressurreição.

Celebrar esses dias, como Igreja Cristã, reformada e evangélica, é quedar-se em vera e intensas Ações de Graças por aquele “Bendito que vem em nome do Senhor” ser o nosso amantíssimo Jesus, nosso único e mais que suficiente Salvador. É estarmos todos agradecidos porque ele foi onde não poderíamos ir sem prejuízo irremediável para as nossas almas. Combateu a nossa luta, sofreu as nossas dores, assumiu as nossas transgressões, carregou as nossas humilhações e morreu a nossa morte. Tudo isso para nos poupar, para nos resgatar, para compartilhar conosco a sua régia condição de Filho de Deus, conosco, escravos miseráveis de outrora.

Agora, também nós, por nossa vez, livres da ignorância do pecado saiamos ao encontro de Jesus Rei, com hinos, aclamações e louvores, estendamos para o seu senhorio não os ramos e vestes, mas as nossas vidas em dócil e amorosa submissão.

Vivamos estes dias sob a orientação do apóstolo Paulo: “jogai fora o velho fermento, para que sejais massa nova, já que sois ázimos, sem fermento. De fato, nosso cordeiro pascal, Cristo, foi imolado. Assim, celebremos a festa, não com o velho fermento da maldade ou da iniquidade, mas com os pães ázimos da sinceridade e da verdade. (1Co 5.7 CNBB).

Reverendo Luiz Fernando

Pastor Mestre da Igreja Presbiteriana Central de Itapira

Fonte: Luiz F Santos

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