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Itapira, 13 de Junho de 2024
Artigo
01/04/2012 | Luiz F Santos: Ressuscitou!

 “Por que procurais entre os mortos aquele que vive? Ele não está aqui; ressuscitou.” (Lc 24. 5 b-6 a. Bíblia de Jerusalém).

Este é primeiro e mais fundamental anúncio do Evangelho confiado a Igreja. A certeza da ressurreição de Cristo é o fundamento da fé cristã: “E, se Cristo não ressuscitou, ilusória é a vossa fé; ainda estais nos vossos pecados (...)  Mas não! Cristo ressuscitou dos mortos primícias dos que adormeceram.” (1 Co 15. 17,20 BJ).

A ressurreição é o clímax do mistério pascal iniciado com a paixão e as humilhações de Cristo, sua morte de cruz, seu sepultamento. Sem a ressurreição os sofrimentos de Cristo não teriam nenhum sentido, nenhuma eficácia, não seriam se quer dignos de nossa consideração. Todavia a ressurreição confere à ignomínia da Cruz todo o seu valor redentivo ao desbaratar a obra de Satanás e matar a morte homicida.

Na ressurreição um novo estado de vida e uma nova condição se abrem ao homem perdoado e salvo. Agora, em Cristo, a nossa humanidade decaída e sem esperança aguarda a sua glorificação definitiva e em Jesus se realiza de modo antecipado o que nos aguarda quando a figura deste mundo passar.

A ressurreição de Jesus Cristo confere ao crente e à Igreja um novo estilo de vida. Viver como ressuscitados é vivermos comprometidos com os valores do reino dos céus, já aqui e agora, como cidadãos de um novo mundo. Como filhos gerados na manhã de páscoa, os que estão em Cristo são novas criaturas e essa novidade criatural significa exatamente uma profunda identificação com o caráter daquele que voltou triunfante da morte. Nada menos que a santidade, o compromisso com a justiça e a verdade, a compaixão pelos pobres e perdidos desta terra e uma vida devotada à glória de Deus é o que se espera dos que creem no Cristo Ressurreto.

O poder da ressurreição deve invadir e conduzir os destinos da Igreja que com a pregação do evangelho deve enfrentar com audácia este mundo imerso numa cultura de morte. Onde há a miséria, os vícios, a pornografia, a violência, as drogas, o divórcio, o aborto, o homicídio, a corrupção e toda sorte de degradação humana, aí está presente o reino das trevas e da morte e é exatamente aí que a Igreja de Cristo deve inserir-se com a pregação e a vivência integral do Evangelho. A Igreja e cada cristão devem inserir-se nestes contextos iluminados pela páscoa de Cristo anunciando que: “não levando em conta os tempos da ignorância, Deus agora notifica aos homens que todos em toda a parte se arrependam, porque ele fixou um dia na qual julgará o mundo com justiça por meio do homem a quem designou, dando-lhe crédito diante de todos, ao ressuscitá-lo dentre os mortos.” (At 17.30,31).

Portanto, a ressurreição de Cristo impele e autoriza a Igreja e os crentes ao anúncio do Evangelho para o arrependimento, conversão e perdão dos pecados. É na força do que venceu a morte que a Igreja e os crentes encontram poder para denunciar as mortes em que paradoxalmente vivem os homens desta geração.

Celebrarmos a Páscoa da Ressurreição de Cristo não é fazer simples memória, ainda que agradecida por tão grande prova de amor, mas, essencialmente significa harmonizar a nossa vida à luz daquele primeiro encontro de Jesus com todos os discípulos na noite de sua ressurreição: “A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, também eu vos envio.” (Jo 20. 21 b).

Fazer páscoa, celebrar a páscoa, é renovar o compromisso da Igreja e de cada cristão com a missão de Jesus. É não fazer coisa alguma diferente do que ele mesmo fez. É buscar com ânsias de amor e senso de urgência realizar tudo o que ele nos comissionou enquanto partimos o pão, repartimos o cálice, anunciamos a sua morte, proclamamos a sua ressurreição e aguardamos a sua volta triunfal, seja esta a páscoa feliz por um renovado ardor missionário em nossa igreja e um renovado ardor testemunhal de cada um de nós.

Feliz e santa páscoa a todos!

Reverendo Luiz Fernando

Pastor Mestre da Igreja Presbiteriana Central de Itapira

Fonte: Luiz F Santos

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