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Itapira, 21 de Junho de 2024
Artigo
17/06/2013 | Luiz Santos: 139 anos da IPCI: Por uma Igreja-Relacional

 “Já não os chamo servos...Mas, de amigos!” (Jo 15.15).

Há um título de uma publicação do ex-frade fransciscano Leonardo Boff que até hoje encanta o meu coração: “A Santíssima Trindade é a melhor Comunidade.” Este título sempre provocou profundas reflexões em mim, bem como suscitou belas aspirações em relação a Deus e a Igreja. No tocante a Deus passei a nutrir uma espiritualidade de comunhão e intimidade com o Senhor através da Lectio Divina, da oração, da celebração gozosa do Sacramento da Ceia, e o cultivo de outras disciplinas espirituais. No tocante á Igreja, sempre aspirei por uma comunidade de discípulos de Jesus Cristo que deveriam refletir a dinâmica da vida interna da Santíssima Trindade. Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo vivem eternamente numa relação de amor, autodoação, plena confiança, lealdade e de entrega incondicional. Sempre idealizei que nada menos que isto deveria ser o espelho para a Igreja mirar-se em seu processo de amadurecimento espiritual. Ao comemorarmos os 139 anos de organização eclesiástica, nós, pastores e membros da Igreja Presbiteriana Central de Itapira, deveríamos pedir a Deus a graça de fazermos tudo o que estiver em nosso alcance para que surjam relacionamentos saudáveis, profundos, edificantes, leais e fraternos entre nós. Mas, relacionamentos cuja base é o amor experimentado de Cristo, o amor desenvolvido como fruto do Espírito Santo e amor vivido em forma de obediência ao Mandamento. Não podemos correr o risco de estabelecer amizades e relacionamentos pautados pela exclusão, pela acepção, pela marginalização. Na Igreja, devemos a todo custo, evitar que sentimentos rasteiros e periféricos condicionem os nossos relacionamentos: mera simpatia, utilitarismo, paixões desordenadas, cumplicidade nas obras infrutíferas das trevas, interesses torpes ou “vantajosos”, deslealdade, não deveriam sequer ser cogitados por nós. Jesus escolheu e chamou os doze não para treiná-los, apenas. Mas, sobretudo para conviverem com Ele. Chamou-os para desfrutarem de sua companhia  (cum panis, compartilhar o pão, daí a Eucaristia). Chamou-os para se tornarem seus amigos (Jo 15.14). Precisamos de uma reforma relacional em nossa igreja. A pregação é fundamental. A adoração é imprescindível. Não podemos negligenciar as Missões e a Evangelização. Nada disso terá efeito verdadeiro, pleno e transformador se não houver relacionamentos curados, amizades sólidas e verdadeiras, companheirismo, fraternidade entre nós. Relacionamentos maduros não caem do céu, não chegam prontos até nós. Traços de nossa personalidade, gostos afins, tendências, questões culturais podem ser facilitadores ou complicadores. Todavia, na medida em que a Palavra de Deus vai transformando o nosso coração e o Espírito de Deus vai arrancando o que divide dentro de nós, o amor de Deus vai derrubando as barreiras. Então, é a partir daqui que entra a concorrência de nossa vontade, passamos a investir e porque não dizer, insistir no estabelecimento de relacionamentos dignos de Jesus Cristo, dignos de seus discípulos, reflexos espelhados do que acontece no seio da Trindade Feliz: relações de amor sincero, serviçal, oblativo, dedicado, incondicional. Uma relação de íntima relação de amizade com Deus e com o irmão é o centro do Evangelho, o cumprimento da Lei. À luz da Ação de Graças que elevaremos aos céus nos cultos deste final de semana em nosso templo, reconheçamos que Deus mesmo ofereceu sua amizade à nós, na pessoa do irmão Jacó Bologna, há 139 anos. Ele mesmo vem alimentado esta amizade e nos convidando ao longo destes anos todos para sentarmos ao redor de sua mesa e ouvir dele histórias que falam ao nosso coração, palavras de perdão, de cura, de restauração, de salvação, de paz e de vida. Somos comensais à sua mesa, convidados para o banquete, esfaimados que são saciados pelo pão eucarístico e dessedentados pelo cálice da bênção. E, não seríamos convidados para este festim se Ele não nos considerasse seus amigos. Assim, não podemos continuar presentes nesta mesa se a amizade não for uma verdade entre nós. Mas, insisto, amizade feita no Senhor, sim para o gozo e o refrigério de nossa humanidade, mas amizade cujo fundamento que a sustenta é o “amor sem fingimento” pedido pelo apóstolo (Rm 12.9). Parabéns à IPCI pelos seus 139 anos de amizade com o Senhor Jesus.

Rev. Luiz Fernando - Seu Amigo e Pastor

Fonte: Luiz Santos

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