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Itapira, 21 de Junho de 2024
Artigo
21/07/2015 | Luiz Santos: A primazia da adoração

Exultai no Senhor toda a terra; exclamai e alegrai-vos de prazer, e cantai louvores” (Sl 98.4).

A missão mais essencial da Igreja é a adoração e dela decorrem todas as suas outras missões. Deus criou Adão para que este o adorasse e assim participasse das indizíveis alegrias de seu criador. Este desejo de Deus não mudou após a Queda e no encontro com a mulher de Samaria o Senhor Jesus nos afirma isso: “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem” (Jo 4.23).

E porque o Pai procura estes tais é que Ele envia o seu Filho a este mundo e este após cumprir a sua missão, a de possibilitar que o homem adore a Deus sem impedimentos pela redenção na cruz, envia também os seus discípulos para procurar, encontrar, batizar, ensinar e completar o número de adoradores. Então virá o fim, isto é, a recapitulação de todas as coisas, a constituição da “universal assembleia e igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos céus” (Hb 12. 23), a vida eterna nos novos céus e nova terra.

Portanto, o que motiva toda a atividade da Igreja é a adoração. O que dá sentido a tudo o que a Igreja faz é a adoração. O fim último da razão de ser da Igreja, no tempo e na eternidade é a adoração.

A adoração tem o poder de transformar o adorador na imagem do deus ao qual ele se curva, escreveu um desconhecido. Por isso mesmo, nem tudo o que há por aí, dentro e fora da Igreja é adoração verdadeira, muito do que há é ou grosseira idolatria ou invenção da mente humana.

A adoração bíblica é o encontro de duas pessoas, sendo a primeira Deus, em sua majestosa perfeição e glória, e a segunda, um pecador cansado pela futilidade de suas ambições nunca alcançadas, agora rendido, curvado e entregue ao Senhorio deste Deus mediante a obra de Cristo. A possibilidade deste encontro entre Deus e o homem pecador na adoração deve ser entendido sempre à luz do preço infinito da salvação pago na cruz, e assim, todo sacrifício de tempo, de lazer, de dinheiro e esforço físico será sempre pequeno e toda desculpa para não adorar injustificável.

A. J. Gossip descreveu a adoração como “o ato de pensar de forma magnífica em Deus” isto é, adorar é pensar, falar, viver, agir de maneira tal que Deus seja engrandecido, glorificado, amado, desejado sempre mais como o bem mais precioso da vida, até o ponto de pensarmos com a lógica desconcertante de A. W. Tozer: “Quem tem Deus e mais nada não tem menos do que o homem que tem Deus e tudo o mais”. As Escrituras ensinam que adorar é concluir para si mesmo: “Quem tenho eu no céu senão a ti? e na terra não há quem eu deseje além de ti” (Sl 73.25).

A adoração nos leva ao que é essencial e primordial na vida educando o nosso coração a não escravizar-se com sutis vaidades, a não nos intoxicarmos com a glória passageira deste mudo, não nos endurecermos pela avareza. Na adoração, porque consideramos e contemplamos as excelsas maravilhas de Deus, nossa mente é purificada e treinada a não mais perder tempo com futilidades ou preocupações descabidas. Nossa mente é abastecida da beleza da santidade de Deus de tal maneira que a fealdade do pecado se torna algo insustentável para o adorador.

A visão de um Deus reinando desde o trono protege nossa alma contra a desesperança e a ansiedade e nos enche de coragem para nos comprometer, sem falsas utopias, com a justiça, a equidade e a verdade neste mundo. Quando a Igreja adora em espírito e verdade seu apreço, busca e vivência da santidade se torna evidente pelo amor entre os irmãos, mutualidade dos dons, pelo fruto do Espírito, pela pureza nas relações sociais, pelo comportamento total da vida.

A adoração nos leva à compaixão pelos que estão privados desta bênção alienados em seu pecado. Daqui nasce o desejo, o compromisso e o engajamento em missões declarando e convidando as nações: “O SENHOR reina; regozije-se a terra; alegrem-se as muitas ilhas” (Sl 97.1); “Adorai ao Senhor na beleza da santidade; tremei diante dele toda a terra” (Sl 96.9). Até que haja fervor na adoração nunca haverá paixão por missão!

Rev. Luiz Fernando É Ministro da Igreja Presbiteriana do Brasil em Itapira

Fonte: Luiz Santos

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