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Itapira, 18 de Junho de 2024
Artigo
06/02/2014 | Luiz Santos: As Evidências do Novo Nascimento - Parte I

No amor não há medo; pelo contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor” (1 João 4.18).

Esses dias viajando com uma família de amigos membros de nossa Igreja, vi que a mais novinha das passageiras do carro quebrava a cabeça com um joguinho no ‘tablet’. De repente ela perguntava a um dos presentes como se escrevia tal palavra. No início, confesso, não prestei atenção, até que fui provocado a soletrar uma determinada palavra. Tomei conhecimento de que o jogo se tratava de identificar as logomarcas mais conhecidas do mercado. A ‘Logo’ aparecia na tela e o “jogador” deveria acertar qual era a empresa detentora daquela marca. Marshall McLhuan um destacado educador teórico da comunicação afirmou certa feita: “O que não se transforma em imagem, não existe socialmente”. Isto é, aquilo que não é visto e não pode ser retido na memória, não dura, não chega a existir como ente social, não conta. Por isso as grandes empresas prezam tanto a sua marca e a expõe tantas vezes quanto possível nas mais variadas plataformas de acesso do público. Quanto mais visto, mais conhecido e mais lembrado na hora da decisão de compra, negócio, investimento e etc.

O cristianismo também precisa de uma marca. Precisa de um sinal que o torne conhecido, identificado, lembrado nas ocasiões momentosas na vida e também e fundamentalmente no simples cotidiano. Não falo de uma Logomarca do tipo cruz, peixe, um livro aberto, uma pomba, uma chama, uma sarça, coisas até certo ponto, infelizmente, desgastadas pelo uso indevido, fora de contexto, sem a substância de uma vida que os sustentasse. A “Marca” mais forte do cristianismo, a sua identificação foi dada pelo seu fundador: “Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros" (Jo 13.35). Esta é a nossa identificação perante os homens e seus mercados e suas ofertas de uma vida feliz e realizada.

Contudo, como todas as grandes marcas do mundo correm sempre o perigo das falsificações, os perigos da pirataria, com o amor isso também acontece. O amor do Evangelho é diferente em qualidade, natureza e excelência do que os “concorrentes” oferecem por aí em nome de uma dignidade, ou de um direito, ou de uma humanidade mais desenvolvida. Entendemos e devemos “produzir” um amor que não torna as coisas mais fáceis, e sim verdadeiras. Não se trata de ser politicamente correto, emocionante ou belo. Mas de ser verdadeiro, de ser santo, ser um fruto do Espírito Santo e da observância de um mandamento expresso dado pelo Senhor Jesus Cristo. Este amor que é a marca do Evangelho. É a “Logo” do Logos, Verbo de Deus que é um amor: Santo, que zela pela santidade de Deus. Que em coisa alguma procura desagradar-lhe ou ofender. É um amor que em nada prejudica o próximo, que nunca leva vantagem sobre o seu semelhante, que não busca ou defende apenas os seus próprios interesses.

Este amor não transfere responsabilidades, jamais deixa de fazer o bem que deve ser feito, ainda que isto lhe cause algum prejuízo. Este amor não busca apenas e tão somente a satisfação de seus apetites e paixões inflamadas e desajustadas. É um amor casto inclusive para os casados. É um amor em continência, em forma de domínio próprio, para solteiros héteros e por mais estranho que pareça na pena de um pastor, também para os homossexuais. O amor que deve ser a marca maior do Evangelho possui a dimensão da cruz de Cristo, é sacrificial, de entrega, comprometido com a verdade e a justiça, sem reservas, altruísta e sobretudo forte, resistente frente ao mal e capaz de suportar afrontas com longanimidade e magnanimidade.

O amor como evidência do Novo Nascimento, o que identifica um discípulo genuíno é revolucionário, contra cultural, caminha na direção oposta da cultura estabelecida ou do que é comum, porém anormal, à luz das Sagradas Escrituras. É um amor que ofende sem degradar ou machucar. Um amor que constrange sem humilhar ou ridicularizar o que pensa ou age diferente. É um amor que cativa sem sequestrar a liberdade do outro. Esta deve ser a evidência do Nascido de Novo do Evangelho de Cristo, o amor. Este amor é a Marca do Autêntico Evangelho, por isso o meu conselho, em se tratando de amor, só adquira “produto” original, a pirataria pode comprometer a sua felicidade.

Reverendo Luiz Fernando

Pastor Mestre da Igreja Presbiteriana Central de Itapira

Fonte: Luiz Santos

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