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Itapira, 13 de Junho de 2024
Artigo
24/02/2014 | Luiz Santos: Convite à Alegria

 “e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador” ( Lucas 1.47)

Olha o carnaval aí gente! Chegaram os dias do reinado de “Momo”. Um país inteiro se transforma nesses dias. Muito do pudor, da timidez, dos bons costumes e do regramento moral parecem desaparecer. Não obstante às muitas campanhas politicamente corretas, como “Sexo só com camisinha” ou “Beba com moderação” e etc. que são tentativas patéticas, porém necessárias, como uma espécie de mal menor, na busca de se diminuir os riscos e consequentemente os possíveis danos à saúde física e a integridade moral, o fato é que muitos enxergam na festa popular um convite à alegria.

No contexto do ocidente cristão o carnaval, a festa da carne, era um tipo de despedida e ao mesmo tempo de compensação em detrimento das duras provações dos dias da quaresma. Liberava-se, afrouxavam-se os cintos da “moralidade” e da moderação próprios dos homens religiosos para que depois pudessem entender melhor através dos exercícios espirituais da quaresma, como o jejum, as abstinências, as penitências e os muitos votos, as tentações de Cristo, sua paixão, sua Cruz, seu amor sacrificial e sua compaixão. Ao mesmo, tempo que o desfrute dos prazeres no carnaval permanecesse como um pálido sinal daquelas realidades gozosas do Céu.

Evidentemente que esta interpretação está fora de moda, desapareceu com o fim da Idade Média.  A cultura contemporânea reivindica outras leituras, é tempo de liberar geral para uns, fazer protestos bem humorados para outros, revelar identidades secretas ou escondê-las, ou simplesmente divertir-se, jogar fora o ‘stress’. O Carnaval não é um problema nem um mal em si mesmo, mas o que o homem busca encontrar nele é que é o problema. Se o que procura é a alegria não vai encontrá-la no reinado de Momo nem na festa da carne.

O cristão é convidado à alegria. Um cristão triste é um triste cristão e um contratestemunho ao Evangelho. Um cristão recalcado, ranzinza, azedo, é imaturo e ainda não recebeu nem entendeu o Evangelho de modo pleno. A alegria é uma marca dos discípulos de Cristo e todos que o receberam como seu Salvador pessoal receberam também a ordenança da alegria: “Alegrem-se sempre no Senhor. Novamente direi: alegrem-se!” (Fp 4.4), na verdade, ele aprende desde sempre que sua força consiste exatamente na alegria: “Não se entristeçam, porque a alegria do Senhor os fortalecerá" (Ne 8.10).

Esta alegria é requerida para o louvor: “Prestem culto ao Senhor com alegria; entrem na sua presença com cânticos alegres” (Sl 100.2). É o sentimento que Deus requer de nós em tempos de refrigério: “Uma vez que vocês não serviram com júbilo e alegria ao Senhor, ao seu Deus, na época da prosperidade, então, em meio à fome e à sede, em nudez e pobreza extrema, vocês servirão aos inimigos que o Senhor enviará contra vocês. Ele porá um jugo de ferro sobre o seu pescoço, até que os tenham destruído” (Dt 28.47-48). Logo, a alegria não é uma opção para os que têm fé, mas uma condição existencial. 

Não é uma alegria nascida da satisfação dos apetites da carne, ainda que estes sejam legítimos e também desejados pelos cristãos, nos estritos limites da Lei Moral. Não é uma alegria originada a partir das conquistas pessoais e da prosperidade material, ainda que estas coisas não sejam ilícitas e nem proibidas aos discípulos de Cristo. O convite à alegria a que somos chamados é aquela que é o desenvolvimento do fruto do Espírito Santo presente, atuante e santificante em nossas almas: “Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade” (Gálatas 5.22). A alegria como fruto espiritual é oportuníssima para a reflexão do cristão. Pois, nenhum fruto desenvolve-se à parte do outro. Mas, como “gomos” de uma mesma fruta, só saboreamos a liberdade dos Filhos de Deus e a plena alegria, se cultivarmos também o amor casto e sacrificial uns pelos outros, se nos empenhamos em construir a paz nas relações sociais, jamais prejudicar o próximo e nunca negar-lhe o bem.

Só há alegria verdadeira quando desenvolvemos um espírito de tolerância, longanimidade, respeito e paciência para com os que não concordam conosco, ou não aceitam as nossas posições e ainda criticam o conteúdo e o objeto de nossa fé. A alegria prevalece quando somos amáveis com todos, realizamos gestos de bondade sem ver a quem e vivemos em fidelidade. Fiéis no casamento, no namoro, no cumprimento do dever, no respeito às leis e as autoridades. Fiéis enfim a Deus. Não se deixe enganar, se o que você procura é alegria somente pode encontrá-la em quem a pode dar: Jesus, O Rei da Alegria que ninguém pode roubar e que não tem dia para acabar! Experimente a Jesus sem moderação!

Reverendo Luiz Fernando

Pastor da Igreja Presbiteriana Central de Itapira

Fonte: Luiz Santos

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