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Itapira, 18 de Junho de 2024
Artigo
16/07/2013 | Luiz Santos: Cristofobia

 “A Verdade vos libertará” (Jo 8.32).

Desde sempre a igreja aprende e ensina algumas verdades sobre Deus: que Ele é gracioso, amoroso, bondoso, gentil, misericordioso e longânimo. Sobre Jesus Cristo, o Filho de Deus, a igreja anuncia que Ele é “manso e humilde de coração”, que acolhe os pecadores, que é cheio de compaixão e perdoador. Quanto ao Espírito Santo que procede de ambos, os cristãos testemunham que Ele é sensível, que produz fruto de paz, bondade, alegria, amor, autodomínio e etc. em quem o recebe. Que é consolador, fidedigno instrutor, indefectível conselheiro. Esta é a mensagem central do Evangelho, das boas notícias. Estas verdades vêm acompanhadas do anúncio da necessidade de arrependimento, salvação pela fé somente em Cristo e das penas eternas. Contudo, em nossa cultura escravizada pela ditadura do relativismo, nossa mensagem e nossa convicção soam como pretenciosas e descabidas aos ouvidos de muitos. Vivemos dias de verdade liquida, isto é, ela acomoda-se confortavelmente em qualquer recipiente. Ela será o que cada um bem desejar que ela seja. Ou seja, o que é verdade para uns pode não ser para outros. Não há absolutos morais. Não há verdade absoluta. Absoluto, só o relativo. É neste contexto movediço que somos chamados a fincar a bandeira do Evangelho. O conteúdo do que cremos deve manter-se inegociável. Talvez devêssemos mexer com temor e criatividade nas expressões, nos métodos e inclusive no ardor, nunca, porém, no conteúdo. Nossa mensagem não está presa à moda ou a cultura. A mensagem do Antigo Livro é atualíssima. O discurso de que a Bíblia não tem leis, recomendações e ensinos para o homem contemporâneo só porque ela tem milênios de história é uma falácia. Os grandes cientistas, por exemplo, já perceberam a lógica físio-química do relato da Criação. Ali estão registradas todas as leis indispensáveis e em ordem para que haja vida. As preocupações ecológicas são encontradas nas Escrituras. Os arquétipos psicológicos e psicanalíticos estão representados psicológicos e psicanalíticos estão representados, tipificados, e inclusive tradados nas riquíssimas e complexas personagens das Escrituras. Todas as vicissitudes humanas estão ali contempladas: casamentos felizes e destruídos, filhos que “deram certo na vida”, outros nem tanto, adultérios, homicídios, fracassos, recomeços, amizades, guerras, corrupção política e religiosa e etc. A Bíblia é honesta e transparente, não esconde e nem procura relativizar ou justificar as falhas de caráter e os pecados de seus heróis: o hesitante Abraão, o velhaco Jacó, o desobediente Jonas, o adúltero Davi, o estupro de Diná, a traição de um apóstolo, a negação de outro, o irascível Paulo e etc. Também a Bíblia não tem medo de listar comportamentos reprovados por Deus: mentira, idolatria, falta de amor, incesto, homossexualidade, fornicação, hipocrisia religiosa, fofoca, maledicência, julgamento temerário, desprezo, avareza e tantos outros. No meio do caos de nossa cultura filo-transgressiva, cristofóbica e que não suporta e nem aceira que haja distinção entre certo e errado, direita e esquerda, claro e escuro, macho e fêmea, justiça e iniquidade, santidade e pecado, somos chamados a dar o nosso testemunho de maneira corajosa, amorosa, humilde e serviçal. Não cabe a nós o julgamento de quem quer que seja. Não cabe a nós rotularmos ninguém. Nunca excluímos, não promovemos o linchamento moral público (ou privado) de quaisquer pessoas. Antes, pelo contrário, o Evangelho é uma proposta, é uma oferta livre, gratuita, mas com claríssimas e inequívocas distinções. Não há ajustes, acordos e acomodações. Mas, não deve haver imposições, violência da liberdade e da consciência. Também discordamos de muitas coisas em nossa cultura. Discordamos do PL 122, por exemplo, tanto quanto discordamos da corrupção política. Todavia, para cair num lugar comum, discordamos mas, defendemos até a morte o seu direito de agir e pensar diferentemente de nós cristãos. Só não aceitamos a mordaça que querem impor aos que pregam o Evangelho ou o constrangimento de consciência que querem impingir sobre os discípulos de Cristo tentando criminalizar a nossa mensagem. Concordo, porém, e reafirmo, que peca e presta um desserviço ao verdadeiro Evangelho quem tem uma mensagem com base na acusação, na jocosidade, na falta de respeito e dignidade, na negação do amor, na exposição gratuita das pessoas que conosco convivem e conosco constroem a cidadaniaDe nossa parte convidemos a todos para que experimentem o poder do Evangelho.    

Rev. Luiz Fernando - Pastor da IPCI

 

 

Fonte: Luiz Santos

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