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Itapira, 13 de Junho de 2024
Artigo
10/12/2016 | Luiz Santos: Domingo Gaudete

O terceiro domingo do Advento é tradicionalmente conhecido como domingo gaudete, isto é, domingo da alegria. Recebe este nome devido à proximidade das festas natalinas, quando a igreja cristã se reúne para agradecer o fato e não a data, do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo. Mas, é também um convite à alegria, porque a cada ano, a cada estação litúrgica, mais próxima está a volta gloriosa do Salvador Jesus. O Apóstolo Paulo dá-nos o fundamento para este convite: “Pois ele diz: Eu o ouvi no tempo favorável e o socorri no dia da salvação. Digo-lhes que agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação!” (2 Co 6.2) e “Façam isso, compreendendo o tempo em que vivemos. Chegou a hora de vocês despertarem do sono, porque agora a nossa salvação está mais próxima do que quando cremos” (Rm 13.11). A alegria a que somos convidados é uma alegria espiritual, triunfante, celestial. É a alegria de Abraão: “Abraão, pai de vocês, regozijou-se porque veria o meu dia; ele o viu e alegrou-se". (Jo 8.56). Também é a alegria de João Batista no ventre de Isabel: “Logo que a sua saudação chegou aos meus ouvidos, o bebê que está em meu ventre agitou-se de alegria” (Lucas 1.44). Alegria cantada pelos coros angélicos: “De repente, uma grande multidão do exército celestial apareceu com o anjo, louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens aos quais ele concede o seu favor" (Lc 2.13,14). Os pastores de Belém também exultaram: “Os pastores voltaram glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham visto e ouvido, como lhes fora dito” (Lc 2.20). Simeão também deu mostras desta felicidade: “Simeão o tomou nos braços e louvou a Deus, dizendo: Ó Soberano, como prometeste, agora podes despedir em paz o teu servo. Pois os meus olhos já viram a tua salvação, que preparaste à vista de todos os povos: luz para revelação aos gentios e para a glória de Israel, teu povo" (Lc 2.28-32). No mesmo texto e contexto, Ana é invadida pela alegria do Senhor “Tendo chegado ali naquele exato momento, deu graças a Deus e falava a respeito do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém” (Lc 2.38). Esta alegria do coração pelo Salvador Jesus e sua obra redentora será cantada com exultação também na criação restaurada e no Reino definitivo: “Pois o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo” (Rm 14.17); “Regozijemo-nos! Vamos nos alegrar e dar-lhe glória! Pois chegou a hora do casamento do Cordeiro, e a sua noiva já se aprontou” (Ap 19.7). Logo, percebemos que a alegria deve ser uma marca evidente do cristão desde agora. Uma alegria que não se deixa esmorecer nem contaminar pelas circunstâncias nem sempre propicias desta vida. Que não é vencida e nem finalmente destruída mesmo quando a morte nos visita porque ela é, na verdade, o nosso real poder: “Não se entristeçam, porque a alegria do Senhor os fortalecerá" (Ne 8.10). O terceiro domingo do Advento é então um dia para juntos, como igreja, praticar a ordenança de Paulo e inscrever esta ordenança em nossos corações tendo-a sempre diante dos olhos sejam quais forem as circunstâncias de nossas vidas: “Alegrem-se sempre no Senhor. Novamente direi: alegrem-se!” (Fp 4.4). Sem esta verdade espiritual somos engolidos pela tristeza, tragados pela morte, enredados pela ansiedade, paralisados pelo medo, abatidos pelas frustrações e no final das contas, o nosso louvor carecerá de vida e beleza, nossa devocional de contentamento e sinceridade e nosso testemunho vazio, inconsistente e inútil. O mesmo Senhor que nos chamou para trilhar o caminho da cruz, da porta estreita e do caminho apertado, não quer que o sigamos em meio a murmuração, a imprecação e ao azedume que se alastra como praga:Cuidem que ninguém se exclua da graça de Deus. Que nenhuma raiz de amargura brote e cause perturbação, contaminando a muitos” (Hb 12.15). Israel foi advertido e punido por falta desta alegria: “Uma vez que vocês não serviram com júbilo e alegria ao Senhor, ao seu Deus, na época da prosperidade, então, em meio à fome e à sede, em nudez e pobreza extrema, vocês servirão aos inimigos que o Senhor enviará contra vocês. Ele porá um jugo de ferro sobre o seu pescoço, até que os tenham destruído” (Dt 28.47,48). Aproveite este tempo e este dia em que somos todos convidados à entrar na alegria do Senhor. Joguemos fora, no vale das dores de Cristo, as tristezas que pesam em nossa alma. Revistamos da alegria de Cristo, pois um santo triste é um triste santo. Alegrai-vos!

Reverendo Luiz Fernando é Ministro da Igreja Presbiteriana Central de Itapira

Fonte: Luiz Santos

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