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Itapira, 21 de Junho de 2024
Artigo
27/05/2015 | Luiz Santos: Encerrando o Mês da Família

 Portanto, vocês já não são estrangeiros nem forasteiros, mas concidadãos dos santos e membros da família de Deus”. (Ef 2.19)

Com as comemorações de hoje, encerramos na Igreja Presbiteriana do Brasil, o mês dedicado às famílias, ao lar cristão. Evidentemente que este foi apenas um tempo forte de reflexão, estudos, celebrações e orações sobre a natureza, missão e lugar da família na igreja e no mundo. O tema da família deve ser uma preocupação pastoral permanente para a liderança servidora da Igreja e deve ser uma vigilância em oração ininterrupta, culto familiar e frequência assídua nos cultos pelos membros integrantes das famílias.

A pós-modernidade trouxe muitos desafios para a fé cristã e para a ortodoxia cristã. Nenhum desafio supera a tentação de que a ortodoxia deve afrouxar os seus nós em face do relativismo moral, ético e religioso de nossos dias. Não há semana em que não somos tentados a acomodar os nossos padrões evangélicos ao lugar comum da cultura

Liberdade sexual (sexo livre e descomprometido), homossexualismo, uniões homoafetivas, ideologia de gênero, descriminalização das drogas, afrouxamento do poder coercitivo das leis e etc., exigem não só que sejamos tolerantes, mas sobretudo, que sejamos coniventes e em alguns casos exigem não só a nossa aprovação como querem ainda que imploremos a bênção de Deus. E o discurso é sempre o mesmo: vocês cristãos são retrógados, anacrônicos, fora de moda e em descompasso com a evolução da sociedade. Liberdade sexual, homossexualismo e etc., são coisas comuns hoje em dia, já não dá mais para escandalizar-se.

Concordo, são coisas comuns, mas não são normais. Comum é aquilo que pela constância da prática se torna trivial, vulgar, comum. Normal é aquilo que é certo, estabelecido como norma reta. Aquilo que é original e com propósito original. O comum, comumente é uma deturpação, uma degenerescência do normal. Não só os costumes e a moral atestam isso, também a língua cria vícios e erros que pela força do hábito se tornam ‘comuns’, mas artificialmente, anormais.

Nosso desafio então será o de manter os altíssimos padrões morais e éticos estabelecidos pelas Escrituras como NORMA para os nossos lares. Longe de nós, porém, o preconceito, o desrespeito, a injúria, a perseguição e o linchamento moral de quem quer que seja. Longe de nós a homofobia. Mas, queremos na mesma distância, longe de nós, o fechamento ao diálogo, a recusa do enfrentamento das ideias com caridade e acolhimento do outro. Longe de nós o “entrincheiramento” religioso e o moralismo farisaico que faz de nós cristãos pessoas obscurantistas. Mas, mais distância ainda de uma postura hipócrita, de lassidão moral, de afrouxamento e infidelidade ao que cremos.

Peçamos a Deus muita iluminação e direção para lidarmos com essas coisas comuns não, porém normais, de nossos dias, defendendo e protegendo nossos lares. Educando com amor na disciplina do Senhor os nossos filhos. Amando e servindo com amor sacrificial os nossos cônjuges e nos colocando como famílias a serviço do mundo e suas demandas. Ao mesmo tempo, oremos para que não nos faltem ocasiões e coragem para anunciar com graça o Evangelho da Graça e do poder de Deus. Que não nos falte o devido respeito e amor às pessoas independente do que pensam e de como vivem. Não somos nós os juízes e não somos os donos da verdade. Apenas servimos a ambos, o Juiz Supremo o Senhor Jesus Cristo e à sua Palavra que é a verdade.

Reverendo Luiz Fernando

É Ministro da Igreja Presbiteriana do Brasil em Itapira

Fonte: Luiz Santos

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