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Itapira, 18 de Junho de 2024
Artigo
22/05/2013 | Luiz Santos: Família

 Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne.”

(Gn 2.24).

Estamos encerrando o mês especialmente dedicado à família na Igreja Presbiteriana do Brasil. Desde a semana mensal de oração, bem como nos quatro domingos, fomos às Escrituras Sagradas e nos certificamos mais uma vez do propósito de Deus para a família. Já nas páginas do Gênesis, ainda no paraíso, antes da Queda, Deus instituiu o casamento e consequentemente a família (Gn 2.24). Adão e Eva foram criados em estado de retidão e santidade e receberam do Senhor o mandato familiar e foram unidos de maneira indissolúvel como o primeiro casal da raça humana. O casamento e a família são, portanto, instituições divinas, desejadas e planejadas por Deus a fim de que o homem, sua imagem e semelhança, refletisse por meio do amor humano a glória do seu criador. Mas também, o casamento em sua dimensão unitiva por meio da relação sexual, é uma bênção, uma graça do Criador para que o homem e a mulher participem da indizível felicidade da beatíssima Trindade. Portanto, tudo o que envolve o casamento, o pacto, a comunhão de cama, mesa e vida.

As interações psicológicas, afetivas, emocionais, bem como as satisfações sexuais e a transcendência espiritual, foram planejadas para que o homem e a mulher fossem plenamente realizados, felizes, completos. Logo a abertura à vida, por meio da geração dos filhos, deve constituir-se na herança, na bênção, na alegria naturalmente expandida e materializada do casal unido perfeitamente no Senhor (Sl 127. 3-6). Entretanto, a família sempre foi o alvo predileto de Satanás. O inimigo sabe que destruindo a família a sociedade humana jamais encontrará outra instituição capaz de formar o caráter, desenvolver a personalidade, nutrir afetos, sentimentos e emoções saudáveis. O Diabo sabe que nem a Igreja, a Escola, As Sociedades beneméritas ou filantrópicas, nem quaisquer outras organizações humanas serão capazes de substituir a família.

O ataque à família começou já com a intromissão da serpente que engendrou a dúvida, que desestabilizou a harmonia, e levou Adão e Eva a culparem-se pela Queda (Gn 3. 1-13). Depois veio a visão deformada dos gêneros e seus papéis, bem como toda sorte de justificativas para a sujeição e a humilhação da mulher (Gn 3. 16), por exemplo. Depois, com a geração dos filhos veio também a degeneração do caráter e com ele o primeiro homicídio da história que é também o primeiro fratricídio!(Gn 4.8). Mais tarde adultério, fornicação, incesto, pedofilia e etc. foram ataques cada vez mais constantes à família. Moisés permitiu o divórcio em casos delicadíssimos, tais como flagrante adultério ou deserção radical dos deveres matrimoniais (Jr 3.1; Mt 5. 31; Mt 10.11; Mt 19.8). E isso, devido à dureza do coração do homem, como disse Jesus. Todavia, mesmo na Igreja Cristã, o divórcio tornou-se algo trivial, banal, leviano. Há divórcio em nossas fileiras pelos motivos mais injustificáveis, infelizmente.

A cultura também é uma arma letal nas mãos de Satanás. Os filmes, novelas, romances, músicas, políticas e leis concorrem em sua grande maioria para deformar a imagem e o projeto original da família requerida por Deus. A família nuclear, estável, com casamentos longevos, com irmãos filhos dos mesmos pais, com atores e personagens “fixos” parece quase em extinção. Isto sem falar nas “novas” interpretações sociológicas e jurídicas do que é a família e a sua função no processo civilizatório, estranhos às Escrituras.

Levamos deste mês de maio dedicado à família na Igreja Presbiteriana do Brasil algumas lições importantes e clamorosamente urgentes:

1. Que a Bíblia que é a Palavra de Deus, inerrante e infalível, apresenta o projeto do casamento e da família estabelecidos por Deus desde sempre e imutável: Homem e Mulher, para serem felizes e realizados e satisfeitos um no outro e a geração de filhos;

2. A Bíblia apresenta o padrão de comportamento requerido pelo Senhor para as famílias: Ef 5.22-6.4; Que as Escrituras nos ensinam como nossos filhos devem ser educados: Dt 6.4 ss e Pv 22.6.

3. Que é nossa responsabilidade defender a família dos ataques do inimigo:

a. Preservando o pacto nupcial;

b. sendo fiéis aos votos feitos diante do Estado e do Senhor; 

c. Impedindo que a cultura de morte, violência, pornografia e que pseudo-modelos de famílias sejam apresentados e apreciados em nossos lares;

d. Nutrindo continuamente os que nos pertencem com as Escrituras e fortalecendo-os com a oração e o testemunho de uma vida coerente e santa.

Devemos fazer tudo isso com irrenunciável respeito aos que pensam diversamente de nós, com espírito delicado e gentil na convivência com os que optaram por viver diferentemente do que cremos e nunca, jamais, desrespeitar, marginalizar ou discriminar os que defendem outras concepções de vida. Nossas convicções e a fortaleza que devemos ter para defender nossas famílias não nos dão o direito de abandonar a mansidão e o amor de Cristo.

Rev. Luiz Fernando

Pastor da Igreja Presbiteriana Central de Itapira

Fonte: Luiz Santos

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