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Itapira, 21 de Junho de 2024
Artigo
10/06/2014 | Luiz Santos: Junho, Mês dedicado ao Presbiterianismo em Itapira

 Segui... a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14).

Domingo passado tivemos a honra de receber entre nós e de pregar em nossa Igreja a autoridade administrativa maior de nossa denominação, o Reverendo Roberto Brasileiro, presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil. Mas o mês festivo continua e ainda que levássemos um ano inteiro de comemorações diárias, não nos faltariam motivos para a ação de graças pelos feitos do Senhor em 140 anos de história de nossa comunidade de fé.

Quando contamos a história de nossa igreja sempre somos levados a falar dos momentos de grande destaque. Falamos das obras sociais, assistências e de socorro organizadas e executadas pela igreja. Elencamos personalidades que fizeram parte do rol de membros, ilustres cidadãos itapirenses ou de fora, professores, juízes, promotores, médicos, empresários, doutores e livres docentes e etc. Também destacamos os ilustres pastores que ocuparam este púlpito e depois foram guindados aos mais altos postos da denominação como presidentes de autarquias importantes, igrejas venerandas como a catedral presbiteriana do Rio de Janeiro, por exemplo, e ainda a presidência do Supremo Concílio.

Por todas estas coisas já temos material suficiente para abastecer as nossas orações de gratidão. Isto sem falar é óbvio, nas inúmeras, acho que incontáveis vidas que foram impactadas pelo Evangelho desde o púlpito e também desde um dos programas mais longevos da rádio Clube de Itapira, “Meditação Matinal”. Foram vidas alcançadas pela palavra de Deus nas vozes de simples pecadores redimidos.

 Contudo, nestes cento e quarenta anos de nossa organização gostaria de exaltar aqui o que é mais belo que uma igreja pode oferecer ao mundo. Aquilo que faz dela uma instituição essencialmente diferente de todas as outras boas, legítimas e necessárias instituições organizadas por homens de bem. A realidade mais sublime, mais linda, mais deslumbrante que uma igreja pode oferecer ao mundo é a santidade. A santidade é a pedra de maior valor encrustada na coroa do cristão. Não há nada que supere a santidade, nem mesmo o amor, uma vez que o amor verdadeiro tem que ser santo.

Uma igreja santa é uma comunidade de homens e mulheres que tem como programa de vida refletir no mundo a santidade de seu Senhor. Santidade que não é uma conquista humana, é um dom que acompanha a salvação, vem junto à justificação e a adoção, é fruto inevitável da regeneração, do novo nascimento.

Todavia, se a Regeneração, a justificação e a Adoção são atos definitivos e estáveis, com a santificação não se dá exatamente do mesmo jeito. Eu nunca poderei ser mais salvo do que fui desde o primeiro instante. Nem mais justo, nem mais regenerado e nem mais adotado como filho de Deus em Cristo. Mas sempre poderei e deverei ser mais santo.

A santificação ou a santidade é um processo que deve evoluir, crescer na medida em que aprofundamos o nosso conhecimento do evangelho, que nos apropriamos da graça santificante e quando disciplinamos a nossa vida com o auxílio divino para não retornar ao pecado, para não mais achar prazer e contentamento nele e sobretudo para amar e gozar a intimidade de Deus e a companhia dos eleitos.  

Uma Igreja pode cantar lindamente e até emocionar. Pode pregar corretamente e com certas técnicas induzir às lágrimas. Pode ainda em suas muitas estratégias fidelizar a “clientela”, mas nada disso pode transformar e aperfeiçoar a íntima natureza pecadora do homem se este não for orientado e decidir comprometer-se com sua santidade pessoal por amor à santidade de Deus. Não há forma melhor de agradecer a obra redentora da cruz, cada gota de sangue vertida e cada gemido de dor exarado em nosso favor e em nosso lugar do que comprometemo-nos com a santidade.

Meu sincero desejo é que, durante as comemorações de nossos 140 anos, você se comprometa em ser mais santo a cada dia, talvez a síntese de Jonathan Edwards, pastor puritano da Nova Inglaterra possa inspirá-lo:

1. Em tudo busque a glória de Deus;

2. Rejeite com tenacidade o pecado em qualquer uma de suas manifestações;

3. Use o tempo de maneira apropriada, o céu é logo ali...;

4. Viva para o Senhor intensamente, não o retire de sua atenção, de sua mente nunca;

5. Busque a humildade com amor incansavelmente;

6. Examine cotidianamente o seu coração e tente encontrar a raiz da ira, inveja, azedume e etc.;

7. Desconfie sempre de sua justiça própria e nunca, em tempo algum, pense, faça, fale ou deseje algo sem a orientação e o suprimento da Graça de Deus.

Que a IPCI seja reconhecida, antes de mais, por ser uma igreja santa e todas as outras coisas lhe serão acrescentadas!

Reverendo Luiz Fernando Dos Santos

Pastor da Igreja Presbiteriana Central de Itapira

Fonte: Luiz Santos

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