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Itapira, 21 de Junho de 2024
Artigo
01/04/2015 | Luiz Santos: Não está aqui. Ressuscitou!

 Se é somente para esta vida que temos esperança em Cristo, dentre todos os homens somos os mais dignos de compaixão” (1 Co 15.19).

A Ressurreição de Cristo é a verdade que sustenta a fé cristã. Sem a ressurreição o cristianismo ainda seria a mais nobre e elevada verdade. Possuiria o mais elevado padrão ético e moral. Consistiria na filosofia mais coerente e consistente. Seria o sistema de vida mais organizado e sensato a existir. Mas, não passaria disso mesmo, uma instituição humana para esta vida, para este mundo e que no final das contas, padeceria do mesmo mal que todos os outros sistemas filosóficos e religiosos já existentes, reformaria o homem por fora e dependeria apenas e tão somente da boa vontade deste mesmo homem para dar certo.

Mas, graças a Deus que o cristianismo é mais e melhor do que eu disse acima. A pedra fundamental da fé cristã é a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos. Mas, não é só isso que já é maravilhoso e fantástico. Não, mas a motivação e o resultado desta morte e ressurreição que nos interessa e o que faz dela o que realmente é imprescindível à fé cristã. A morte de Jesus não é uma tragédia do acaso. Não é a morte de um agitador social. Não morreu por protestar contra as injustiças políticas e econômicas de Roma. Jesus não morre como vítima de uma conspiração política de quem o temia como um adversário ou feroz opositor. Jesus morre inocente no lugar de injustos e malfeitores. Santíssimo, Jesus morre no lugar de pecadores abjetos e inveterados. Jesus morreu não numa atitude de aceitação pacífica de um plano estabelecido por seu Pai e ponto final. O incrível é que Jesus escolheu morrer em nosso lugar.

Mais até, quis morrer por nós e para vindicar e tributar justiça e glória ao seu amoroso Pai. Jesus desejou ardentemente esta Páscoa, a fim de ajustar as contas entre os filhos de Adão e Deus, a fim de quitar a dívida destes, dívida impagável, que somente a satisfação perfeita em perfeita obediência à Lei poderia alcançar. Jesus morre como maldito no madeiro para que eu e você fôssemos abençoados em sua morte e em seu sangue. Tudo isso já nos seria mais que suficiente, contudo depois da cruz vem a ressurreição, vem a vitória sobre o nosso mais temido inimigo, a morte. Em sua ressurreição Jesus Cristo nos garante a vida eterna e nos franquia a entrada no paraíso e a plena comunhão com o Pai.

A ressurreição nos transcende, nos leva a enxergar o mundo para além do que é tangível, sensível, passageiro, fenomenal e temporário. A ressurreição nos coloca na dimensão da eternidade, nos consola e conforta em meio às dores e aos sofrimentos e limites desta existência decaída. A ressurreição também nos ensina a colocar as coisas em seus devidos lugares, em ordem de importância e necessidade. Os que creem em Cristo não tem o direito de descuidar desta vida e nem se interessar por este mundo. Claro que não. Mas, é porque sonhamos com outra cidade e outro mundo é que nos esforçamos para que aquelas verdades de lá desde agora sejam implantadas aqui.

Jesus morreu pela justiça, para fazer justiça ao Pai. Os filhos de Deus devem viver para que haja justiça nesta terra. Jesus morreu para libertar os homens e as mulheres da opressão, da escravidão do império das trevas. Os filhos da ressurreição, os nascidos para a vida do Reino em Cristo devem engajar-se para que a libertação integral alcance a todos. Muitos são os sinais da morte: violência no trânsito, violência doméstica, drogas, tráfico humano, exploração sexual, corrupção política, falsas religiões e falsos evangelhos e por aí vai. Também sobre estas áreas a luz pascal de Cristo Ressurreto deve espargir a sua verdade libertadora e isso acontece pela atuação, testemunho e presença ativa, serviçal e amorosa dos filhos da cruz.

A ressurreição é um dado revelado, é um artigo da fé, mas não pode ocupar apenas um lugar conceitual, não pode ser apenas um ideia teológica ou um anelo religioso. A verdade de que Cristo venceu a morte e dela voltou glorioso e passou a Reinar deve condicionar e controlar a nossa vida, as nossas aspirações e a nossa missão como cristãos e como igreja do ressuscitado. Viver como novas criaturas implica que já não somos escravos da cultura, do mundo e do diabo. Agora libertos nos fazemos servos por amor a justiça e na força da ressureição espalhamos a vida, a felicidade, a paz e a justiça onde haja sede e clamor por estas coisas. Jesus Cristo Ressuscitou! Em Verdade Ressuscitou! Aleluia!

Feliz Páscoa a todos,

Reverendo Luiz Fernando Dos Santos

É Ministro da Igreja Presbiteriana do Brasil em Itapira

Fonte: Luiz Santos

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