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Itapira, 21 de Junho de 2024
Artigo
07/06/2012 | Luiz Santos: O futuro da Igreja Presbiteriana Central de Itapira

 “Nós, porém, não somos dos que retrocedem e são destruídos, mas dos que crêem e são salvos.” (Hb 10.39).

As lições do passado servem de grande valia para o futuro. Quem não sabe integrar o que aconteceu ontem no hoje e projetá-lo no amanhã de sua vida, pode sofrer graves consequências, como a desesperança, o pessimismo, a desorientação e uma espécie de esquizofrenia. Saber ler a própria história e enxergar nela um propósito em cada coisa é o grande segredo para uma vida sem temores e com grande segurança para tomar decisões, grandes ou pequenas, certos de que a experiência adquirida servirá de parâmetro em nossas escolhas.

Não podemos abrir mão de nossa experiência de 138 anos de Igreja, nossa história é nosso legado, mas também nossa bússola, em certo sentido. Uma Igreja de 5 ou 9 anos, como as nossas filhas aqui na cidade (J. Raquel e Boa Esperança respectivamente), tem mais história para ser escrita do que história já vivida. A d. Persídia, por exemplo, tem mais experiência adquirida do que a adquirir se comparado à Maria Eduarda que nasceu há uma semana.  Sendo assim, o futuro da Igreja Presbiteriana Central de Itapira (IPCI) dependerá muito de como ela apreendeu as lições de sua história e aqui alguns exemplos são importantes:

1. A audácia dos pioneiros: A IPCI floresceu num tempo de grandes dificuldades. Ser protestante numa cidade católica não era coisa fácil naqueles idos de 1874. Havia muita perseguição, os protestantes eram estigmatizados socialmente, nem seus mortos podiam ser sepultados em cemitério comum. Perdiam amizades, negócios, status. Não perdiam, porém, a audácia para falar de Jesus Cristo e do Evangelho puro em toda e qualquer oportunidade.

2. A coragem dos pioneiros: Nesta região havia um surto frequente de febre amarela que dizimava centenas de homens e mulheres. Deus serviu-se deste episódio para espalhar os missionários americanos que temiam a enfermidade para outros rincões do Brasil. Entretanto, outros tantos ficaram e aqui tombaram pela doença. Ficaram para proteger, fortalecer e consolar o rebanho e as instituições que engatinhavam naquela altura.

3. A inserção dos pioneiros: O Brasil era um país com taxas de subdesenvolvimento gritantes por toda parte. Saúde, educação e qualificação profissional era privilégio de poucas cidades. Os pioneiros do Presbiterianismo em muitos contextos iniciaram a obra com a criação de escolas, hospitais, escola de artes e ofícios. Aqui em Itapira há o registro de uma escola elementar evangélica, havia a preocupação de fornecer educação e formação moderna para que os cristãos fossem homens e mulheres úteis também para a sociedade. Logo que chegaram na “Penha do Rio do Peixe” e assim que se organizaram, há o registro de campanhas lideradas pelas “damas” da Igreja para socorrer os pobres em suas necessidades.

4. O ardor evangelístico dos pioneiros: Menos de 30 anos depois a IPCI já havia participado na organização de pelo menos duas igrejas: Mogi Mirim, mais diretamente, e São João da Boa Vista, exercendo apenas a jurisdição do Conselho. Isto sem falar de famílias inteiras que vieram para o Evangelho: Fray, Wismann, Pereira, Caetano e através destas muitas outras. Nossos pioneiros cultivavam uma verdadeira paixão por ganhar almas.

5. A visão de progresso dos pioneiros: Adquiriram um terreno estratégico no centro da cidade. Construíram um templo com linhas arrojadas para a mentalidade da época. Depois anexaram o pavilhão, a casa pastoral e mais tarde o Edifício de Educação Cristã. Fizeram tudo isso, pensando nos que viriam depois deles, para que pudessem dinamizar e fazer crescer ainda mais a obra do Evangelho aqui em Itapira.

138 anos depois, na prática, com os olhos no retrovisor da história e seguindo em frente, penso que a revivescência deste legado poderia desafiar-nos assim:

1. Precisamos de audácia para testemunhar neste tempo e nesta cultura cada vez mais secular, cada vez mais “cristofóbica”.

2. Precisamos de coragem para perseverar neste contexto de relativismo moral, para não sucumbir ao derretimento ético que grassa à nossa volta como em uma epidemia.

3. Precisamos construir uma comunidade efetivamente comprometida e inserida nas demandas sociais de Itapira. Com criatividade promover a dignidade humana e nos tornarmos uma Igreja Sustentável!

4. Desejemos receber do Senhor um novo, dinâmico e poderoso impulso missionário e evangelístico para ganhar muitas vidas para o Senhorio de Cristo. Transformando e resgatando famílias inteiras.

5. Tomar consciência de que a “tocha” está em nossas mãos e que nós e que devemos entregá-la acesa aos que nos liderarão amanhã.

Que o nosso legado histórico nos impulsione para um amanhã muito melhor!

Reverendo Luiz Fernando

Pastor Mestre da IPCI

Fonte: Luiz Santos

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