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Itapira, 13 de Junho de 2024
Artigo
18/11/2014 | Luiz Santos: Presbiterado

"Peçam, pois, ao Senhor da seara que envie trabalhadores para a sua seara" (Mt 9.38).

O ofício de presbítero é coisa séria, seríssima. Temos que tratá-lo com a maior solenidade possível e fazê-lo com critérios absolutamente bíblicos, de outra maneira correremos um tremendo perigo e colocaremos em risco a saúde, a segurança e a estabilidade espiritual da Igreja local.

A palavra Presbítero que vem do grego significa em termos gerais, ancião, uma pessoa madura e experimentada. Necessariamente não tem muito a ver com idade cronológica, mas com idade psicológica, emocional e de maneira especial espiritual.

Uma vocação ao presbiterado deve ser autenticada e reconhecida mediante alguns sinais verificáveis por parte da Igreja local. O primeiro deles evidentemente é a aspiração do candidato. Ele deve manifestar o desejo, a ambição, a vontade de servir à igreja local na qualidade de presbítero. Esta aspiração não pode ser levada a sério quando parte de alguém que viva na periferia da vida comunitária. Não pode ser lavada a sério quando o pretendente demonstra não levar a sério a vida corporativa da igreja, quando não frequenta com assiduidade os trabalhos da igreja, não prestigia o que as sociedades internas programam, que não assume um ministério diante dos irmãos e que nunca se interessou no discipulado pessoal de quem quer que seja.

Mas, mesmo quando estas coisas estão presentes, por si mesmas elas não justificam e nem creditam o cristão para a função e o ofício de presbítero. Há outros elementos igualmente importantes que devem ser verificados pela igreja. As Escrituras, de maneira especial 1 Timóteo 3 e Tito 1, não apresentam uma lista de alvos de caráter que ainda devam ser atingidos. Está falando de qualidades já presentes. São pré-condições para os presbíteros e não resultados pelos quais a igreja deva esperar que produzam ao longo do exercício de sua vocação.

Paulo indica que deve haver uma graça em atividade em alguns homens para produzir certo tipo de vida piedosa indispensável para a liderança servidora na Igreja. Identificar tal homem para o presbiterado não consiste em levar em conta seu sobrenome, grau de instrução, os diplomas que possa possuir ou situação financeira. Em vez disso, cabe a Igreja o exercício glorioso de descobrir um depósito de graça capacitadora, graça que resplandece na vida deles e se torna um sinal de que são chamados para o ofício de apascentar as ovelhas.

A igreja deve ter sempre em mente que nunca encontraremos estas qualidades formadas perfeitamente em um homem. Mas, embora não formadas perfeitamente, elas devem ser evidentes e serão em qualquer homem que é chamado ao oficialato. Esta graça de Deus produz uma vida piedosa e essa vida piedosa contribui para confirmar que o homem é de fato chamado. Alexander Strauch faz este comentário em seu livro “Presbiterado Bíblico”: ‘Deus apresenta qualificações objetivas e observáveis para testar o desejo subjetivo do que buscam o ofício presbiteral. O desejo sozinho nunca é suficiente; ele tem de estar unido com bom caráter e capacidade espiritual’.

Que qualificações são estas apresentadas por Deus e que você tem a obrigação de averiguar? Verifique se o candidato:

1. É Santo e irrepreensível (1Tm 3.2,8; Tt 1.6,7);

2. Fiel a uma só esposa (1Tm 3.2; Tt 1.6);

3. Temperante e sóbrio, moderado e não dado a rompantes e exageros (1Tm 3.2; Tt 1.6);

4. Respeitável e que tenha bom testemunho dos de fora, isto é, se sua vida social e pública não compromete o crédito do Evangelho (1Tm 3.2,7); 5. Hospitaleiro, acolhedor, afável, caridoso e sociável (1Tm 3.2; Tt 1.8);

6. Apto para ensinar a sã doutrina e refutar aqueles que se opõem a ela, apegado a palavra fiel, que é segundo a doutrina. Numa palavra, além de convertido deve ser maduro e capaz (1Tm 3.2,9; Tt 1.9);

7. Não dado a bebedeira, porém sóbrio e moderado em todas as coisas (1Tm 3.3,8; Tt 1.7);

8. Cortês (educado e de bons modos), afável, não violento (inflamado de pavio curto), não contencioso, arrogante ou intolerante (1Tm 3.3; Tt 1.7);

9. Não amante do dinheiro, nem de ganho desonesto. Antes deve ter um coração liberal, dadivoso e deve ser um amante do trabalho (1Tm 3.3,8; Tt 1.7);

10. Bom governante de sua casa, ou seja, que pastoreie bem a sua igreja doméstica, doutra maneira como cuidaria da Casa de Deus? (1Tm 3. 4-5; Tt 1.6);

11. Não seja um novo convertido, antes tenha sido experimentado e aprovado na fé depois de algum tempo de santa perseverança (1Tm 3.6);

12. Disciplinado, isto é, um homem minimamente organizado e não relaxado e desmazelado com suas coisas e com o que diz respeito a Deus e seus interesses (1Tm 3.8).

A Bíblia diz mais sobre o que um presbítero deve ser do que sobre o que ele deve fazer. Se ele não satisfaz as qualificações de moralidade bíblica, não é apropriado para ser um Presbítero na Igreja de Deus. Pense nestas coisas. Oremos para que encontremos homens assim para o bem da família da fé.

Rev. Luiz Fernando

É Ministro da Igreja Presbiteriana do Brasil em Itapira

Fonte: Luiz Santos

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