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Itapira, 21 de Junho de 2024
Artigo
24/05/2016 | Luiz Santos: Sexo + Espiritualidade = Casamento feliz!

 “Glorificai a Deus no vosso corpo” (1Co 6. 20 b).

Estamos encerrando o mês dedicado à família da Igreja Presbiteriana do Brasil. Foi um tempo especialmente marcado na Igreja Presbiteriana Central de Itapira por estudos, palestras, cultos e um tempo de oração e comunhão. Isso não quer dizer que o tema e a realidade da família desde agora estarão ausentes de nossas preocupações, claro que não. Mas, estamos encerrando um tempo forte exatamente para dar atenção às outras realidades humanas e espirituais que também importam à saúde de nossas famílias. Desejo abordar nessa pastoral dois temas de suma importância que para muitos cristãos parecem antagônicos, sexo e espiritualidade. Por um ranço da Teologia Moral Católica da Idade Média, sexo e espiritualidade se tornaram coisas quase impossíveis de andarem juntas. Durante séculos a santidade e todas as virtudes inerentes a ela só era possível aos monges, às freiras e aos consagrados em estado de celibato ou virgindade. O casamento era quase um pecado consentido para a procriação e a perpetuação da raça humana. Essa visão reducionista e dicotômica da vida foi rompida com o advento da Reforma Protestante e seu entendimento das Escrituras. Investigando as páginas da Bíblia não foi difícil encontrar e situar a sexualidade dentro do plano e da vontade de Deus para o homem e a mulher. O Senhor nos criou em condições sexuadas e necessariamente complementares. Isso nunca quis dizer, evidentemente, que um homem ou mulher solteiro seja menos humano por isso. Mas, as Escrituras revelam que a primeira vez que uma sentença negativa sai da boca de Deus se dá exatamente quanto ao isolamento criacional de Adão sem uma companheira que lhe correspondesse “Não é bom que o homem esteja só” (Gn 2.18). O sexo além de ser um princípio de diferenciação entre os gêneros, é também a sua melhor maneira de construir uma personalidade integrada. Masculino e feminino se exigem para a construção de uma personalidade íntegra e integral. É na comunhão dos diferentes que há a plena completude do Ser.  Mas, o sexo entre os casais, estabelecido e desejado por Deus, foi por Ele também regulado e só autorizado dentro dos limites do casamento entre um homem e uma mulher. Isso porque o sexo cumpre dentro do enlace matrimonial também um aspecto de santificação dos cônjuges. Para nós cristãos o sexo é parte constituinte do nosso culto prestado a Deus, quando em sacrifício vivo e santo de amor, nos oferecemos sem reservas ao outro para a sua felicidade. Ao mesmo tempo, ao receber em nós o precioso dom do outro, somos satisfeitos e fartados em nossas carências e atingimos uma vida de completude. Sexo para nós não é só uma questão biológica e física, coisas que não negamos e muito pelo contrário, entendemos ser parte do que somos e não do que fazemos. Mas, sexo tem a ver com a nossa compreensão de que tudo o que fazemos nessa vida e nesse corpo, fazemos para o Senhor, logo a vida sexual abundante de um casal deve expressar mais a sua gratidão e a sua satisfação com Deus que a tudo provê para a sua felicidade do que qualquer outra coisa que possa e deva estar ligado à satisfação sexual. A sexualidade saudável, que comunica graça e felicidade aos cônjuges, que inspira e provoca prazer e gozo deve ser precedida também de uma outra comunhão de ambos. Comunhão num só espírito com o Senhor. Individualmente e como casal, a qualidade da intimidade com Deus influencia na qualidade da comunhão e da intimidade de ambos. Na intimidade com Deus nossos afetos são purificados, nossas paixões e desejos humanos são ordenados e santificados, nossas emoções e nossas intenções são direcionadas para o bem do outro, mais que para a nossa simples satisfação. No Senhor e por causa d’Ele compreendemos que nenhuma relação que avilte, degrade ou humilhe a integridade física, moral e psicológica do outro é abençoadora e fomenta a verdadeira união e felicidade de ambos. Casal que ora juntos, que lê as Escrituras juntos e adora juntos em comunhão com os demais irmãos, desenvolvem um senso de pertença e uma atração mais rica e mais proveitosa do que se pode imaginar. Uma vida sexual sadia também influenciará decisivamente a nossa relação com Deus, em ação de Graças, com os irmãos e amigos com amabilidade e serenidade e no cumprimento de nossos deveres com mais disposição. Sexo e espiritualidade, não separe o homem o que Deus uniu!

Rev. Luiz Fernando é Ministro da Igreja Presbiteriana Central de Itapira, professor de Teologia Pastoral e Bioética no Seminário Presbiteriano do Sul, de Filosofia na Faculdade Internacional de Teologia Reformada e de História das Missões Mundiais no Perspectivas Brasil.

Fonte: Luiz Santos

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