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Itapira, 18 de Junho de 2024
Artigo
12/05/2012 | Luiz Santos: Todos os vossos atos sejam feitos com amor

 “Todos os vossos atos sejam feitos com amor”.  (1Co 16. 14).

Um crítico do Evangelho escreveu certa feita que nada estava mais fadado ao fracasso do que crer e ser discípulo de Jesus. “Um mestre de carreira oscilante, de fama duvidosa, pobre e que foi assassinado entre ladrões. Um bando de discípulos vacilantes, dentre os quais um foi seu traidor, outro o negou e os demais fugiram. E todos sem exceção morreram sem glória.” Há uma verdade nisso aí, “todos morreram sem glória”, é exatamente aqui que reside o sucesso e a vitalidade da Igreja, o fato de a glória não ser usurpada de quem de direito, a saber, o Senhor Jesus.

George Müller foi um pastor e um ministro bem sucedido e uma vez indagado sobre o segredo desse sucesso, respondeu sem titubear: “O segredo é que George Müller morreu já há alguns anos.” Isto é, esse ministro aprovado por Deus não buscou glória e sucesso para si, não quis os louros da glória por alguma coisa que não resultara simplesmente de seus talentos pessoais.

A Igreja e seus membros e oficiais precisam redescobrir este caminho do esvaziamento pessoal, da negação do ego, do desaparecimento da personalidade para que Cristo e só Ele fique na evidência. Que Ele e só Ele receba o reconhecimento e a gratidão dos homens.

Em uma comunidade onde a liderança é muito ciosa de seu status, de sua posição, e se julga muito necessária e indispensável, aí sim as coisas começam a ficar complicadas, pois se tudo o que eu quero é fazer prevalecer a minha opinião, se o que eu digo deve ser assumido por todos como a voz da verdade e se eu e mais ninguém pode decidir no meu departamento ou na minha área, então fica evidente que eu quero ser o protagonista da história e não posso dividir a cena com ninguém....nem com Jesus.

Os atos de uma liderança madura, eficiente, biblicamente orientada, são marcados pelo amor. Amor em primeiro lugar a Deus o Pai, a seu Filho Jesus nosso Senhor e ao Espírito Santo nosso consolador. Amor à Igreja sua dileta noiva e seu corpo espiritual. Amor pelos santos em particular, pelos que foram salvos conosco e introduzidos na família dos filhos de Deus. Amor pelo Evangelho e pelos perdidos deste mundo. Só este amor pode livrar-nos do apego ao cargo ou função. Só este amor pode proteger-nos contra a vaidade exacerbada de nossa pretensa autoridade. Só este amor nos faz vazios, despossuidos de glória própria para sermos revestidos da glória de Deus.

Você ainda se encanta com elogios e ainda tem necessidade que alguém reconheça a sua capacidade? Você ainda anda preocupado com a aprovação ou não dos outros. Lembre-se de João Batista, Paulo, George Müller e tantos outros cuja a própria vida não significava coisa alguma ante o conhecimento e o amor de Jesus.

Reverendo Luiz Fernando

Pastor mestre da Igreja Presbiteriana Central de Itapira

Fonte: Luiz Santos

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