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Itapira, 13 de Junho de 2024
Artigo
09/09/2015 | Luiz Santos: Um encontro com Deus

 Mas chegastes ao monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial, e aos muitos milhares de anjos; À universal assembleia e igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos céus, e a Deus, o juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados; E a Jesus, o Mediador de uma nova aliança, e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o de Abel” (Hb 12.22-24).

 

Uma das coisas que mais ouvimos quando uma pessoa nos visita aos domingos é: “Nossa, como o culto de vocês é diferente. Diferente do que eu esperava. Diferente de tudo que já vi”. Confesso que não poucas vezes não sei bem o querem dizer com estas coisas. Mas, uma coisa eu sei, quando nos reunimos como igreja o que mais desejamos é fazer um encontro com Deus. Não é uma questão trivial pela qual nos reunimos, é antes um encontro de pecadores e um Deus santo, entre um Rei magnífico e seus súditos.

Adoração para nós cristãos reformados não é um tempo para “relaxar” com Jesus, participando de um grande e animado evento social que visa a atender as nossas carências, como se fôssemos consumidores. Em lugar disso, é o momento em que o infinito e o todo-santo Deus do universo condescende conosco em um encontro na graça e no poder do Espírito Santo através dos meios de graça.

Por isso, de nossa parte, não se trata do que nós desejamos fazer, não se trata de nós, a nossa adoração não pode ser conduzida pela cultura, pela moda, pelas tendências do mercado do entretenimento que facilmente tem se misturado e confundido com o mercado religioso. Nossa adoração só pode ser conduzida e inspirada pelas Escrituras e a postura ideal de nossa parte neste encontro é a reverência: “Portanto, já que estamos recebendo um Reino inabalável, sejamos agradecidos e, assim, adoremos a Deus de modo aceitável, com reverência e temor” (Hb 12.28).

Este encontro significa também ruptura com o mundo, ruptura moral e espiritual, se não de outra sorte o que fazemos quando nos reunimos outra coisa não é que um “Culto de si mesmo e de falsa humildade” (Cl 2.23 b), isto é, um culto para nós mesmos, onde somos o centro das atenções e tudo é feito pensado em nós. Um culto é um encontro com Deus quando ele é saturado das Escrituras. Onde a Palavra de Deus convoca para a adoração e ela mesma é o que temos a dizer a Deus e sobre Ele. Onde as orações que elevamos aos céus são substanciadas pala Palavra que lemos e recitamos, mas porque também as encerramos invocando o nome do Verbo no final de cada súplica.

Há encontro onde esta mesma Palavra denúncia o pecado alojado em nosso coração, ordena que o confessemos e o abandonemos e nos anuncia a certeza do perdão em Cristo. Nosso culto é um encontro com Deus quando o que cantamos ou é a Palavra mesma de Deus ou os nossos cânticos são claramente nela inspirados. Este encontro se torna mais real quando do púlpito o ministro anuncia de maneira solene: “Assim fala o Senhor” e a Palavra é proclamada e depois exposta. Nesse momento, como nas assembleias do Antigo Testamento, como Jesus no Novo Testamento às multidões e aos seus discípulos, renovamos solenemente a Aliança e somos introduzidos nos mistérios do Reino dos Céus.

Nosso encontro fica mais íntimo à medida que o tempo passa e quando a Palavra se torna visível no sacramento da Ceia, agora nossos olhos vêm o Senhor sob o véu do sacramento. Nossas mãos apalpam o verbo da vida (1 Jo 1.1) e nossa boca experimenta a doçura do céu tipificados nos alimentos “eucaristizados”.

Por que enfatizamos que o nosso culto é essencialmente um encontro pessoal e comunitário com Deus? Porque é exatamente este encontro o único capaz de devolver sanidade à nossa mente, serenidade a nossa alma, descanso ao nosso coração, equilíbrio às nossas emoções e aos nossos afetos, e refazimento de nossas forças físicas. Por isso o nosso culto deve ser diferente de tudo o que há no mundo, diferente de tudo o que há na religião, na cultura e etc. Porque necessitamos elevar o nosso coração para além de nós mesmos, precisamos de um evento que seja maior que a nossa existência, precisamos de um encontro que transcenda a nossa experiência cotidiana.

E Deus sabendo disso, providenciou o culto, prescreveu o “rito”, ordenou os elementos, e ungiu o sacerdote para nos conduzir e servir neste encontro, o Senhor Jesus Cristo, a quem seguimos, em quem habita a plenitude da divindade, o templo onde Deus habita, Palavra de quem a vida eterna nos é comunicada. Nosso culto é diferente não exatamente pelo que fazemos, mas por quem nele encontramos.

Rev. Luiz Fernando É Ministro da Igreja Presbiteriana do Brasil em Itapira

Fonte: Luiz Santos

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