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Itapira, 10 de Agosto de 2022
Artigo
25/01/2015 | Valeria Vassoler: Articulações a salvo

Ninguém quer viver com dor, rigidez e dificuldade para se movimentar, as consequências desagradáveis dos problemas nas juntas. Eles continuam em ascensão e até se manifestam mais cedo. Está nas suas mãos — nos seus braços e nas suas pernas — a fórmula para driblá-los hoje e no futuro por Diogo Sponchiato

É possível se esquivar de uma artrose ou retardar seu aparecimento. Basta que você evite se tornar um refém do sedentarismo. Não se trata de uma convocação para formar novos atletas, con­dição que até pode piorar as coisas. A meta é chutar o pecado capital da preguiça. Se os membros inferiores penam com um corpo em forma, que dirá com 10, 20, 30 quilos a mais! “A articulação se mantém lubrificada quando nos mexemos, já que é no movimento que a cartilagem se nutre do líquido sinovial”, explica a reumatologista Patrícia Barinotti, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, na capital paulista. Ora, esse raciocínio permite inferir que juntas inertes criam ferrugem e se fragilizam.

O exercício físico, sobretudo a musculação, se destaca na campanha antiartrose. “Músculos fortes protegem as articulações”, sentencia Zerbini. Como guarda-costas, eles se encarregam de puxar o peso para si, livrando a cartilagem do impacto excessivo. Os donos de cabeleiras grisalhas também tiram proveito da malhação, que sempre deve ser orientada por um educador físico. “Com o envelhecimento, há uma perda da massa muscular”, lembra Ieda. A atividade aeróbica, como a caminhada e a corrida, não só botam óleo nas juntas como contribuem para frear a disparada do ponteiro da balança ou, se for preciso, liquidar os quilos extras.

Puxar ferro e suar a camisa também são aconselháveis para quem tem artrose. É que a muscula­ção, com cargas e movimentos ajustados ao praticante, ajuda a resguardar as articulações e afastar a dor. “Mesmo quando há desgaste, a força muscular em grau adequado é capaz de estabilizar as juntas, melhorando o convívio com o problema”, diz Santarém. Mas ninguém recomenda ir à academia para se exercitar em meio a uma crise.

“A artrose é um processo irreversível. Uma vez estabelecido o estrago, não há como recuperar a área lesada”, afirma Eleonora Estrela da Silva. Essa constatação não deve ser interpretada como um sinal apocalíptico, mas como um alerta de que, principalmente após os 40 anos, é necessário zelar pelas articulações. “O problema costuma demorar a apresentar sintomas e os pacientes nos procuram só quando já têm dor”, observa Patrícia Barinotti. Essa falta de provas precoces estorva o diagnóstico do desgaste em estágio inicial. Isso não significa, porém, que será tarde para adotar um esquema tático capaz de estacionar o adversário.

Da seleção terapêutica fazem parte as técnicas de alongamento e a hidroginástica — que, em caso de pessoas com sintomas, tem uma variante, a hidroterapia. “Dentro da água se retira a carga do corpo, além de fortalecer a musculatura”, explica a fisioterapeuta Anamaria Jones, do Lar Escola São Francisco, vinculado à Universidade Federal de São Paulo. Quando a rigidez e a dor aparecem, a reabilitação é a primeira a ser escalada. “Por meio de exercícios, trabalhamos os músculos e ensinamos o indivíduo a usar a perna ou o braço sem machucar ainda mais a articulação”, resume Anamaria. No campo do tratamento, figuram também elementos de apoio, como comprimidos e injeções aplicadas direto na junta doente. Quando o desgaste é incontornável, a solução está em uma mesa de cirurgia. “Podemos implantar uma prótese da articulação ou realizar operações para realinhar a estrutura danificada”, diz Ricardo Cury. O ideal, contudo, é fazer o que está ao seu alcance para evitar que a situação chegue a esse ponto, só remediável via bisturi. Não adianta apenas torcer pelo destino das suas juntas. O futuro delas depende de você. Mexa-se.

TRATAMENTO O QUE É? A QUEM É INDICADO?

Remédios orais São analgésicos e anti-inflamatórios cuja missão é acabar com a dor durante as crises. Coadjuvantes, os comprimidos são receitados a indivíduos que têm artrose com sintomas episódicos.

Infiltrações Drogas injetadas diretamente na articulação comprometida, que aliviam a dor e a inflamação ou ajudam a melhorar o estado da cartilagem. Também coadjuvantes, as infiltra­ções se dirigem a indivíduos com grau leve ou mais acentuado de artrose.

Fisioterapia A reabilitação consiste em exercícios específicos e orientados que fortalecem a musculatura, equilibram a articulação e minoram a dor e a rigidez. Indispensável a indivíduos com sintomas de artrose leve ou mais acentuada

Cirurgia Implante de próteses, operações de realinhamento da junta e do osso e proce­dimentos de limpeza da articulação. Há indivíduos com artrose avançada, cujos sintomas já não são combalidos por meio do tratamento clínico

Fonte: Valeria Vassoler

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