11/10/2011 | Indígenas protestam no Chile contra genocídio promovido desde chegada de Cristóvão ColomboO Chile viveu ontem (10) um dia de manifestações lideradas por cerca de 10 mil pessoas comandadas pela etnia indígena Mapuche. O protesto acabou com a prisão de 18 pessoas. Os confrontos ocorreram em várias ruas de Santiago, a capital chilena, onde manifestantes entraram em choque com a polícia que usou canhões de água e gás lacrimogêneo para dispersar a multidão.
A manifestação foi organizada pela etnia Mapuche, que representa 6% dos 17 milhões de chilenos que vivem no Sul do país. Isolina Paillal, líder do movimento, disse que o protesto foi organizado para marcar a chegada de Cristóvão Colombo, no século 15. Segundo ela, a data deve ser lembrada como o "início do genocídio dos povos indígenas das Américas".
A prefeita de Santiago, Cecilia Perez, elogiou o caráter pacífico da manifestação. Segundo ela, a exceção foi apenas um grupo de manifestantes que entrou em choque com os policiais. O movimento de ontem foi o oposto de outros protestos ocorridos no país nos últimos meses.
Há cerca de cinco meses, estudantes lideram manifestações no Chile em defesa de reformas na educação. Os protestos ganharam o apoio de várias categorias profissionais, inclusive dos professores e de reitores de universidades. O governo do presidente chilen, Sebastián Piñera, promete buscar uma solução para o impasse.
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