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Itapira, 26 de Maio de 2022
Notícia
07/02/2022 | Luiz Santos: Chatice na igreja

Estamos acostumados, ainda que errônea e preconceituosamente, a chamar de xiita, uma posição extremada, de radicalismo. Entretanto, essa ramificação da religião islâmica não faz jus a essa sua fama de extremismo violento. Seus seguidores, na verdade, são pacíficos e de muito boa índole. Posições extremadas e radicais existem em qualquer agrupamento ou associação humana. Nós cristãos também possuímos grupos assim, de extrema direita, intolerantes. De extrema esquerda, que desejam impor padrões revisionistas sobre a moralidade cristã, etc. Existem muitos outros que se denominam usando o emprego de termos clássicos como calvinistas e arminianos. Mas, ainda sim, essas rotulações conseguem conviver com certo distanciamento e em relativa paz. Também, a própria distinção que fazem de si e do outro nos ajuda a enxergar os limites de onde estamos e até onde podemos ir. Se os muçulmanos têm os xiitas, nós cristãos temos um grupo que incomoda mais que os outros já aqui descritos. São os “chaatos”. Em alguns casos “Chaaaatos”. Esses não possuem distinções teológicas claras, estão infiltrados em todas as comunidades e costuma dar dor de cabeça e cansaço em muita gente. O cristão da seita dos “chaatos” é aquele sujeito que tem sempre uma crítica pronta para qualquer um e qualquer evento. Ele pensa que só o que ele faz é certo, que só ele e seu grupo  são úteis e estão vivendo a agenda de Jesus e que todos os demais são imaturos e estão brincando de ser crentes e ser igreja. São incapazes de compreender que na igreja nem todos podem fazer tudo. São incapazes de aceitar que outros irmãos são chamados a exercerem outras funções e que é tanto possível quanto perfeitamente bíblico servir a Cristo e amar os irmãos em outras funções e ministérios. Para os “chaatos”, quem não está comprometido com aquilo que eles fazem é cristão de segunda categoria. Os membros dessa ‘seita’ parecem não se importar ou desconhecer as listas de dons e ministérios do Novo Testamento, que nem mesmo chegam a ser exaustiva uma vez que o Espírito Santo atuante na igreja e no mundo é um ser maravilhosamente criativo. Os “chaatos” são irmãos (note que estou chamando-os de irmãos) que se sentem no direito, mais, no dever de dar a sua opinião sobre tudo e qualquer coisa. Qualquer post de qualquer natureza nas redes sociais eles se sentem na obrigação de emitir o seu parecer. Os “chaatos”, geralmente, têm um espírito belicoso e gostam de uma boa ‘treta’, gostam de disputas em torno de palavras, termos, autores e livros que nem mesmo chegam a compreender plenamente. Estão entrincheirados nas redes sociais. Quando não estão espalhando Fake News ou defendendo pontos de vistas extremados e sem qualquer ponderação ou necessidade, estão caçando hereges. Claro, que os hereges serão todos e qualquer um, que por algum motivo não possa ou não queira concordar ou se comprometer com a sua pauta ou agenda. Essa presumida apologética que passa o tempo todo com o dedo em riste para os que pensam e agem de maneira diferente do padrão assumido pelo “chaato”, é na verdade um desserviço para a fé. A natureza da apologética é na verdade, amorável, mansa e sobretudo, esperançosamente evangelística. O fim não é contestar, destruir o outro ou colocá-lo no seu devido lugar. Absolutamente. O fim da defesa da fé (apologética) é conquistar o coração para Cristo. Destruir o oponente, ridicularizá-lo ou agir com orgulho espiritual, não é um bom método. Veja o que Pedro diz sobre a defesa da fé: “Antes, santifiquem Cristo como Senhor no coração. Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês. Contudo, façam isso com mansidão e respeito, conservando boa consciência, de forma que os que falam maldosamente contra o bom procedimento de vocês, porque estão em Cristo, fiquem envergonhados de suas calúnias (1 Pe 3,15,16) e ainda Paulo: “não caluniem a ninguém, sejam pacíficos e amáveis e mostrem sempre verdadeira mansidão para com todos os homens” (Tito 3.2). Os apóstolos falam em mansidão, respeito, boa consciência, ser pacífico, amável... de outra sorte, nunca será abençoada ou efetiva qualquer apresentação da verdade. Por último, pelo menos nesta pastoral, os “chaatos” gostam de fazer comparações. Comparam ministros, estilos de cultos, iniciativas sociais, trabalhos com jovens, etc. Nunca estão satisfeitos e não encontram referenciais que os satisfazem, por isso mesmo continuam destilando mal-estar na comunidade. Como não se tornar um “chaato?” Seja um praticante da gratidão e procure estar contente com todas as coisas, sabendo que tudo é graça e tudo reflete o caráter sempre bondoso de Deus. Mesmo nas situações humanamente desagradáveis. Como deixar de ser um “chaato?” Aprenda a exercer a paciência, a misericórdia e a longanimidade, sempre. Aprenda a carregar os fardos dos outros e creia que a graça de Deus sempre pode mais. E como tratar um “chaato?” Amando, tocando a vida dele com amor e bondade. Falando sempre a verdade com caridade cristã e sobretudo, orando por ele, para que Deus o traga de volta ao bom senso e à sobriedade evangélica, que é no fundo, uma bênção espiritual, um fruto do espírito.

Fonte: Luiz Santos

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