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Itapira, 27 de Junho de 2022
Notícia
08/12/2021 | Luiz Santos: Pastores Dabo Vobis

Estamos vivendo no calendário cristão o segundo domingo do Advento, tempo especial em preparação ao Natal do Senhor Jesus e preparação para a sua segunda vinda. Jesus foi enviado ao mundo para ser o nosso Salvador, para revelar o imenso amor do Pai por seus escolhidos e de maneira especial, para ocupar o lugar como o verdadeiro pastor do povo de Deus. Ao longo dos séculos, turno após turno, o Senhor enviou homens que dramatizassem diante do povo esse perfil pastoral de Deus. Yaweh é o pastor de Jacó que presta atenção, que dá ouvidos ao clamor de Israel (Sl 80.1; 95.7 Ez 34.1) e Ele em pessoa é o pastor que a tudo provê, no Salmo 23. Contudo, como sempre desejasse proximidade com a igreja, já existente no Antigo Testamento, sempre concedeu pastores para a guia, proteção e instrução. São eminentíssimos pastores de Israel Moisés, Aarão, Jacó, Samuel, Elias, Eliseu, Natan, Davi, Isaías, Jeremias, Amós etc. Com transferência da Igreja ‘sob Moisés’ para o pastoreio de Jesus o Bom Pastor por excelência do povo santo, aprouve a Deus conceder co-pastores para a obra da redenção. Os santos apóstolos, os pastores-mestres e os presbíteros (sempre plural, sempre colegiado), em cada cidade e igreja para o cuidado dos discípulos. O Advento é, então, entre outras coisas, o tempo de espera e preparação para a ‘visita pastoral’ do bom pastor à sua grei. Esse pastor que veio revestido de fragilidade, que com o exemplo de sua vida obediente e santa, com a excelência e autoridade do seu ensino, por sua compaixão pelos homens errantes e por seu incondicional amor ao Pai, deu-nos proteção, abrigo, alimento. Arrancou-nos das mãos do lobo voraz, cuidou das nossas feridas e colocou-nos sob os seus cuidados indestrutíveis, agora na igreja visível e na eternidade, nos novos céus e na nova terra, na igreja triunfante. Especialmente para nós presbiterianos na Igreja Presbiteriana Central de Itapira, esse domingo 05 de dezembro é também um dia muito especial. Viveremos nesse tempo em preparação a essa ‘visita pastoral’ do Bom Pastor Jesus, um dia de ordenações presbiteral e diaconal em nossa comunidade. Sempre que elegemos e ordenamos presbíteros e diáconos, renovamos a nossa confiança nos cuidados pastorais de Jesus. Ele mesmo, por meio dos expedientes legítimos à luz da natureza e sob o discernimento do Espírito, concede à igreja esses imprescindíveis oficiais para a cura pastoral do povo. Os presbíteros, segundo a tipicidade de seu cargo e ofício, participam também do múnus pastoral de Jesus. Não são pastores incompletos, não é correto, não é bíblico e é uma completa falta de inteligência afirmar que um presbítero pode tudo que um pastor-mestre faz, menos celebrar os sacramentos. Isso é tanto apequenar o presbiterato como se ele fosse um tipo de pastor imperfeito, como esvazia e desvirtua a vocação pastoral dos mestres da Igreja. Na verdade, o presbiterato é um legítimo e completo oficialato na igreja, é um pastorado genuíno, apenas com funções diferentes. A autoridade pastoral de um presbítero consiste em primeiro lugar em ser uma ovelha exemplar para as demais. É seu dever imperioso ser um modelo de chefe de família, um homem zeloso em seus negócios, um bom mordomo das bênçãos de Deus, um crente maduro e comprometido com a igreja e com o Reino e que ama sinceramente os irmãos. Em segundo lugar, ele exerce o seu pastorado conhecendo as Escrituras e possuindo consistente conhecimento doutrinário, estando assim apto para ensinar o Evangelho com coerência e profundidade. Em terceiro, os presbíteros são os responsáveis pela disciplina do rebanho. É uma parte fundamental do seu ministério visitar as ovelhas, encorajar e admoestar os crentes para que vivam vidas cristãs modeladas pela Palavra, que não se afastem do ajuntamento solene e que vivam de maneira ordeira e pacífica e no mundo. Devem estar atentos para que costumes mundanos, pecados grosseiros e escândalos não grassem o interior da igreja. Em quarto lugar, os presbíteros devem supervisionar o trabalho das sociedades internas, dos ministérios, a regularidade e a frequência dos trabalhos e garantir para que no púlpito haja sempre a fiel exposição das Escrituras, o ensino consistente e profundo da sã doutrina, o emprego da Teologia Reformada e ensinar as ovelhas a desejarem essas realidades no serviço pastoral docente oferecido à comunidade. Assim, com as especificações acima descritas, o presbiterato regente não concorre, não se rivaliza e nem se inferioriza ao ministério docente do Pastor. Quando os pastores-mestres valorizam os presbíteros regentes, eles podem se dedicar ao que lhes é essencial ao seu ministério, a pregação fiel e pública da Palavra com a máxima acurácia, a excelência no ensino da sã doutrina, a correta e piedosa celebração dos sacramentos e o poderosíssimo ministério ininterrupto de oração pelas ovelhas, presbíteros e diáconos inclusive. Por tudo isso, celebremos com alegria e solenidade esse segundo domingo do Advento, certos de que o Senhor nos dará pastores segundo o seu coração.

Reverendo Luiz Fernando é Pastor Mestre na Igreja Presbiteriana Central de Itapira 

Fonte: Luiz Santos

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