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Notícia
18/03/2015 | Milton Leitão: Nascidos entre 1945 e 1965 devem fazer exame para detectar hepatite C
Não é de hoje que esta notícia é de conhecimento dos profissionais da saúde e alguma pequena parcela da população, mas esta semana por conta da velocidade e capacidade que tem as redes sociais de fazer um tema ficar em destaque o fato voltou à tona.
Os nascidos entre 1945 e 1965, estão mais vulneráveis a ter hepatite do tipo C, porque são de uma geração que cresceu numa época que era comum o uso de seringas de vidro e transfusões de sangue sem fazer teste no sangue para hepatite C, que só foi descoberta em 1989. As pessoas que nasceram no período acima citado têm cinco vezes mais riscos de estarem contaminadas segundo a Associação Brasileira dos Portadores de Hepatite. (ABPH).
A evolução da hepatite C não ocorre de forma igual para todas as pessoas ela depende de cada organismo e do tempo da infecção; quando tem certeza da data de infecção o médico terá mais possibilidades de planejar o tratamento. O vírus prossegue o seu trabalho de destruição no fígado que pode evoluir para cirrose.  
 
Estimativas e estudos recentes indicam que a evolução para uma cirrose leva de 20 a 30 anos desde o contato inicial com o vírus. A evolução para um câncer geralmente dura, em média, de 6 a 10 anos após a instalação da cirrose.
O preconceito e a falta de informação são hoje os grandes responsáveis pela disseminação desta doença que atinge mais de três milhões de brasileiros e já mata mais do que a AIDS, a hepatite C é considerada uma pandemia e descrita pela Organização Mundial da Saúde como “o mal silencioso”. Por ser um “mal silencioso” as pessoas contaminadas só descobrem a doença por acaso, ou quando aparecem os primeiros sintomas. Com isso, a pessoa contaminada passa o vírus adiante, ajudando a engrossar as estatísticas. Para piorar o cenário, poucas pessoas conhecem sua forma de contágio e complicações, e associam-na, erroneamente, a grupos de riscos.
O teste é feito por meio de exame de sangue, que detecta a presença de anticorpos contra o vírus no organismo. Se o teste der positivo, um outro exame, que analisa o material genético do vírus, é feito. Depois o médico indica os procedimentos futuros e como iniciar o tratamento. Quanto mais cedo o diagnóstico, mais fácil é a cura.
Os testes estão disponíveis nas unidades básicas de saúde, em laboratórios e clinicas particulares.
É melhor conhecer o inimigo antes dele mostrar suas forças.
Milton Antônio Leitão – É Farmacêutico-Bioquímico. Consultor técnico da Farmácia Formula Athiva. Rua Regente Feijó, 141. Fone 3813-1499.
 
Fonte: Milton Leitão

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