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Itapira, 04 de Julho de 2022
Notícia
24/04/2013 | População cismada com a situação da UTI na Santa Casa

Nesta semana a Santa Casa de Misericórdia se apressou em esclarecer um assunto que trouxe desconforto para sua administração nesta semana, quando um paciente precisou do atendimento emergencial na UTI e precisou ser transferido para Mogi Guaçu. O caso aconteceu na madrugada de segunda -feira, conforme testemunhou a dona de casa Osmarina Marta Bueno, moradora no bairro dos Prados.

 
Conforme seu relato,  já passava da uma hora da manhã quando um vizinho se sentiu mal e sua esposa foi pedir socorro. O aposentado AD foi encaminhado ao Pronto Socorro da Santa Casa e segundo Osmarina, recebeu um atendimento bastante eficiente tanto do médico de plantão, quanto da equipe de enfermagem . Ao perceber que o paciente tinha sintomas de ter tido um Acidente Vascular Cerebral (AVC) o plantonista  recomendou que fosse chamado um neurologista e enquanto isso o paciente deveria ser conduzido à UTI. Osmarina  disse que os familiares ficaram sabendo que a Santa Casa “não  tinha mais UTI” . “ Foram contatados hospitais da região que  pudessem receber o paciente, um calvário de contatos intermináveis. Aí foi negociado a transferência para Mogi Guaçu, no Hospital São Francisco, que exigia laudo de neurologista acompanhado dos exames de praxe”. 
 
Dona Osmarina contou que isso tudo foi feito e que somente no começo da manhã o paciente foi finalmente encaminhado. “Todos nós ficamos indignados com a situação. Pagamos plano de saúde para quê?”, questionou a dona de casa. Ela disse que ficou chocada com o fato de uma cidade do porte de Itapira não dispor de UTI.
 
A direção da Santa Casa pediu para que a coordenadora de enfermagem Jaqueline Galli de Souza esclarecesse a situação. Ela informou que na verdade  a Santa Casa desativou quatro das seis vagas que tinha em funcionamento dentro da UTI como medida de contenção de despesas. “ Foi uma decisão da direção da Santa Casa, do corpo clínico e que envolveu também a direção da Unimed da regional da baixa mogiana”, disse. 
 
Segundo declarou, a média de ocupação da UTI conforme pesquisa levada a cabo pela instituição é de 01 paciente/dia. Na virada de domingo para segunda-feira passada ocorreu das duas vagas estarem ocupadas, daí o problema com o aposentado.  Ainda segundo Jaqueline, caso volte a ocorrer algo parecido, o paciente, ou pacientes, receberão o atendimento necessário para que seus casos  “sejam estabilizados” e a partir daí serem encaminhados para serviços de UTI  em hospitais de Mogi Guaçu e Mogi Mirim. A medida de contingenciamento  começou a ser praticada a partir de 6ª feira, dia 12.
 
Ampliação
 
A Secretária de Saúde do Município, Eliane Castro, quando indagada sobre a questão dos leitos de  UTI da Santa Casa, preferiu não se manifestar. “ Este é um problema que compete à Santa Casa”, disse. Confrontada com a possibilidade de ocorrer casos onde a falta de leitos de UTI possa causar problemas mais sérios a algum paciente e  se uma situação destas não seria motivo de preocupação de sua pasta, a Secretária informou que o Hospital Municipal dispõe de cinco leitos de UTI e que mais um está sendo construído.  “Acho que a oferta de leitos de UTI em Itapira está a altura das necessidades de momento. Vamos esperar mais um pouco para poder melhor avaliar esta questão”, propôs.
 
UTI passa a dispor de dois leitos. Antes eram seis
 
Dona Osmarina relatou situação difícil passada por vizinho seu
 
 
Aposentada reclama da falta de Ouvidoria
 
Também no domingo passado a aposentada N.R, moradora no Bairro dos Prados, precisou de cuidados  médico e reclamou muito do atendimento que disse ter recebido na Santa Casa. Ela procurou a Reportagem de A Cidade para  manifestar sua indignação. “ Pago plano de saúde religiosamente para a eventualidade de necessitar ter um atendimento de melhor qualidade e sinceramente não foi isso que encontrei em minha última passagem pela Santa Casa”, afirmou.
 
Ela disse que estava com crise de asma e se dirigiu no período da tarde para o Pronto Socorro. Disse que recebeu ali um atendimento muito bom. O problema começou, segundo a aposentada, quando foi internada. Ela disse que teve um entrevero com o  médico plantonista, o qual, conforme sua versão, teria descartado a possibilidade dela recorrer à médica com a qual está habituada a consultar. “ Ele me disse que no plantão dele  não admitiria ter chamado um outro profissional e que se eu quisesse de fato ter esta opção que eu deveria primeiro requisitar alta médica”. 
 
Prosseguindo em seu relato contou que no quarto em que ficou internada havia uma outra senhora com problema na coluna e que teria sido vítima de um procedimento incorreto na aplicação de um soro. “ Aquilo tudo foi me  atormentando  e acabei tendo uma crise nervosa.  Exigi o nome do ouvidor do Hospital para reclamar e fiquei sabendo que não existe esta função. Outros médicos com os quais me relaciono estavam por lá no momento e trataram de me acalmar. Só depois disso foi possível ser chamada a médica que cuida do meu caso e  também da senhora que estava no quarto onde permaneci”, protestou.
 
Fonte: Da Redação do PCI

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1 comentário
24/04/2013 20:04:49 | Misael
Cidades do tamanho de itapira e mogi mirim deveriam ter esta estrutura, é inadmissível duas cidades com mais de 80 mil habitantes não terem uma uti, em mogi gauçu as uti dos três hospitais estão sobrecarregadas por atenderem todas cidades da região.
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