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Itapira, 15 de Dezembro de 2019
Notícia
22/10/2014 | Dropes nº 369

52 a 48 O Datafolha apontou na pesquisa divulgada nesta segunda-feira uma leve virada pro-Dilma. Agora a petista aparece com 52% e Aécio, 48%. Coincidência ou não, na primeira eleição pós-ditadura entre Collor e Lula a pesquisa realizada uma semana antes apontou o mesmo placar, 52% a 48%, com vantagem para Collor. Nas urnas, Collor ficou 53% e Lula com 47%, dentro da margem de erro.

Me dá como eleito A comparação com 1989 para Aécio termina aí. O senador mineiro, ao falar sobre a pesquisa, optou por comparar com o primeiro turno deste ano dizendo: “se eu me abalasse por pesquisas, não teria tido o resultado que tive no primeiro turno”, e completou: “Pelo que nós vimos da pesquisa do primeiro turno, o Datafolha está me dando como eleito”.

Rejeição Mas o que pode complicar a vida do candidato tucano é a curva ascendente da taxa de rejeição. No dia 2 de outubro, no Datafolha, Dilma apresentava 32% e Aécio descansava nos módicos 21%. Nas três pesquisas seguintes, Aécio subiu e ultrapassou Dilma, agora ele está com 40%. Já a candidata petista viu a taxa dela se elevar na primeira semana e cair nos dois levantamentos posteriores. Agora registra 39%.

Outros fatores preocupantes para Aécio são o crescimento da presidente Dilma no sudeste, junto à classe média e a avaliação do governo dela atingir 42% de ótimo e bom.

Lance decisivo O último debate que será realizado, sexta-feira, pela Globo poderá ser decisivo para definir o próximo presidente do Brasil. Será o grande momento dos dois candidatos. No entanto, ninguém deve esperar tanto sangue. Nesse debate, o eleitor estará em busca das propostas e quem sair da linha poderá perder preciosos pontos. Os candidatos sabem disso.

Direito de resposta Outro fator que inibirá os ataques mais ferozes é que o TSE regulamentou nesta terça-feira, por unanimidade, a veiculação em rede nacional de direito de resposta aos candidatos que se sentirem ofendidos ou prejudicados nos programas de TV e Rádio na sexta-feira, último dia do horário eleitoral gratuito. O direito de resposta irá ao ar no sábado.

Puxão de orelha Apesar das declarações de Aécio, quando a pesquisa é desfavorável, ela pode provocar desânimo da militância. Com o deputado Barros Munhoz isso não acontece. Para ele a eleição só acaba quando termina. Para quem ligou nesta terça-feira perguntado a opinião dele sobre a queda de Aécio e a subida da Dilma no Datafolha, a resposta era a mesma: “e eu estou preocupado com as pesquisas, eu estou trabalhando e vocês aí, o que estão fazendo para ganhar votos para o nosso candidato?”

Vai dar a vitória Para Munhoz, a pesquisa Datafolha veio para ajudar na eleição de Aécio. Veio para dizer à militância que ninguém deve ficar parado, achando que a eleição já estava no papo. O deputado disse também que o risco de ver Dilma reeleita vai movimentar o eleitorado em benefício de Aécio.

Começou assim... Barros Munhoz lembrou quando esse processo de migração de votos começou a acontecer para não ter o pior candidato como vencedor. Quércia, em 1990, sentindo que Fleury (o candidato dele) poderia perder a eleição para Maluf, no segundo turno, anunciou que estava para fazer uma declaração bombástica, deixando a imprensa paulista na maior ansiedade. Por onde ele ia tinha uma legião de jornalistas acompanhando.

Golpe de Mestre No último gole, com mais de duzentos órgãos de imprensa se digladiando em busca da informação, Quércia, sabendo do alto índice de rejeição ao Maluf e que muita gente pretendia anular o voto, declarou: “estou muito preocupado, Maluf vai vencer essa eleição.”. No domingo, Fleury foi eleito com 43% dos votos contra os 40% de Maluf.

Voto útil Munhoz lembrou do erro do Datafolha em 1998, em pesquisa realizada um dia antes da eleição que dava Maluf(31%), Rossi(18%), Covas(17%) e Marta(15%). Tudo indicava que haveria segundo turno entre Maluf e Rossi. Como havia uma grande massa que rejeitava tanto Maluf como Rossi, a tacada foi o voto útil e o PSDB agarrou como uma grande arma.

Deu certo Apuradas as urnas, Maluf recebeu 32,1% dos votos e Covas 22,9%. A surpresa ficou com Marta que ocupou a terceira colocação com 22,5% e Rossi não passou dos 17,1. Até hoje tem petista que acha que o Datafolha movimentou os números em benefício do Covas para tirar Marta do páreo.

70 anos No próximo domingo, Munhoz completará 70 anos. Nesta semana já ganhou um grande presente, nasceu Cecília. Agora, Munhoz alardeia que tem cinco princesas e um príncipe. Mas para completar a felicidade, o deputado já avisou que como presente de aniversário quer receber no domingo: a eleição de Aécio e Aloysio.

E a campanha da Dilma em Itapira? Segundo o presidente local do PT, vereador Cesar da Farmácia, a qualquer momento a campanha vai para as ruas. Falta cinco dias para a eleição e até agora nada. Será que o PT regional descartou pedir votos em nossa cidade? Será que Dilma chega a 10 mil votos?

A besta do apocalipse A sessão de câmara desta terça-feira começou com Marquinhos na tribuna livre. Falou do problema da água e do vídeo apocalíptico que colocou nas redes sociais e teve o maior sucesso. Disse vem pedindo a tempos por medidas para economizar água e que a administração teimou em não ouvir. O vereador falou também da falta de alguns medicamentos simples e baratos na rede municipal.

Volume máximo O vereador Rafael foi o segundo a discursar, como sempre, eloquente como se falasse para uma multidão ou para vereadores meio-surdos. Retomou a falta de medicamentos e de insumos nas UBSs.

Samu Rafael denunciou, também, que durante a festa da Transamérica realizada no Recinto Agropecuário no último sábado, um equipamento do SAMU deixou a base para dar assistência ao show que reuniu mais de 30 mil pessoas. Informou que em dado instante uma mulher precisou ser socorrida pelo SAMU e faleceu antes de dar entrada no hospital, intuindo que como veículo estava distante da base, o atraso no atendimento poderia ser dado como motivo da morte.

Desguarnecidos? Para o vereador do PROS, o show deveria ter se preparado para oferecer atendimento médico e a secretaria da saúde não poderia ter encaminhado o SAMU para dar cobertura ao evento. Terminou dizendo que com a saída do SAMU do local, os participantes do evento também ficaram desguarnecidos.

Nem todo mundo O líder Maurício começou esclarecendo que o problema da água foi causado por uma retirada abrupta e volumosa do rio e que algumas empresas despejaram água com lodo, sem a decantação adequada, provocando, em função da baixa vazão, problemas no sistema de tratamento que acabou provocando o desabastecimento por seis horas. Afirmou que boa parte da cidade nem precisou administrar o problema.

Rápido no gatilho Mauricio explicou que o prefeito Paganini e o presidente do SAAE agiram rápido tanto na resolução do abastecimento como em relação aos agentes que provocaram a turbidez e a baixa vazão. Além disso, tomaram outras providências para que a cidade não voltasse a ficar desabastecida.

Farmácia popular Com relação aos medicamentos, Mauricio reconheceu alguns problemas no sistema de controle do almoxarifado, mas esclareceu que alguns medicamentos oferecidos pela Farmácia Popular a custo zero para a população não estão sendo adquiridos pela municipalidade mesmo. “Na farmácia tem, não custa nada, é do governo federal e é mais perto da casa das pessoas.” Ninguém fica sem esses remédios.

Ninguém ficou desassistido  Sobre o veículo do SAMU que ficou à disposição do show, Mauricio explicou que o evento tinha um médico responsável e estava aparelhado com mais dois veículos para atendimento das eventuais emergências. O posicionamento do veículo do SAMU, no local do evento, foi uma decisão da coordenadoria do sistema que entendeu que o evento oferecia maior risco.

Sobre a mulher que faleceu, considerou grave a relação feita pelo vereador. Não se pode dizer que uma pessoa foi a óbito porque o equipamento estava oitocentos metros distantes da sede.

Não socorre quem dorme O Regimento da Câmara Municipal foi o centro das discussões, novamente. Nesta terça-feira, uma propositura de Rafael Lopes teve o pedido de Ordem do Dia feito, primeiramente, pelo líder Mauricio. Mas Rafael queria justificar a proposta entendendo que era direito seu. Mas o regimento estabelece que a Ordem do Dia prevalece sobre o pedido de palavra do autor. Elias, o assessor jurídico, explicou que o vereador poderá falar durante a discussão da matéria e que a justiça não socorre quem dorme.

O termo Dormientibus non succurrit jus (O Direito não socorre aos que dormem) é uma expressão usada no meio jurídico para dizer que os pedidos devem ser formulados nos prazos adequados na forma da lei. Em nenhum momento o assessor Elias quis dizer que o vereador estava literalmente dormindo. Mas deve ter sido essa a interpretação do vereador ortopedista pela reação desproporcional.

Cabo eleitoral solitário O PSOL teve nessa eleição uma candidata itapirense a deputada federal. O objetivo principal era o cumprir a cota de colocar 30% de mulheres no pleito. Resultado, a candidata recebeu 89 votos. Apenas o eterno socialista Pedroso trabalhou para conseguir votos para a candidata, já o diretório que parece seguir a ideia de que eleição é um mero detalhe, pouco se esforçou.

Todos da oposição Mais dois partidos deixaram de existir segundo o SGIP - Sistema de Gerenciamento de Informações Partidárias, o PV, de Manoel Marques e de Toninho Bellini quando ele era prefeito de Itapira, e o PDT, de Cristina Gomes. 

 

Fonte: Da Redação do PCI

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