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Itapira, 14 de Dezembro de 2019
Notícia
17/06/2015 | dropes nº 402

O que é isso, rapaz? A sessão da Câmara Municipal desta terça-feira teve no expediente um fato inusitado. Constava na pauta uma emenda supressiva ao projeto complementar que estabelece o reajuste dos servidores do poder legislativo.  A emenda, de autoria da mesa diretora, por falta de algumas assinaturas não entrou em votação.

Pinga Todo mundo queria saber o que rezava a tal emenda supressiva. Segundo o que foi levantado pela coluna, a emenda suprimia um artigo que concederia uma espécie de bônus aos funcionários, além do reajuste que deverá seguir o aumento dos servidores, algo em torno dos 8%. O valor desse “bônus” não foi revelado, mas alguém disse que não era “dinheiro de pinga”.

Vacilou, entrou... É prática corriqueira nesse país, os funcionários do poder legislativo influenciarem os legisladores a aprovarem leis que os beneficiem. É por essa razão que os salários recebidos por esse grupo destoam da média dos valores percebidos pelos demais funcionários públicos. Itapira não foge à regra.

Máfia O problema é que essas pessoas servem vereadores, deputados estaduais e federais e senadores, representantes do povo responsáveis pela discussão e aprovação das leis que regulam as nossas vidas. Pessoas que usam os cargos, muitas vezes de forma criminosa, para obter benefícios extraordinários. Gente que se vale de informações obtidas em função do cargo para levar vantagens. Em alguns lugares, práticas mafiosas são constatadas.

É possível isso? A Constituição Federal estabelece que nenhum servidor público municipal pode receber mais que o prefeito. Por conta disso, nem todos recebem o aumento da categoria quando o salário do prefeito não é reajustado. Nesse caso, os servidores que ganham o teto o reajuste é zero e para os que estão por perto, são limitados ao teto e o reajuste acaba ficando menor.

Quanta preocupação, não? Como o prefeito Paganini abriu mão de aumentar o próprio salário por entender que o país vive uma grande crise, a arrecadação está despencando e o desemprego está crescendo, ao reajustar um salário que a maioria da população nem consegue mensurar seria uma ofensa. Pouca gente ficou sabendo, mas choveu solicitações para que o prefeito reajustasse o próprio salário. Será que essa gente estava preocupada com o bolso do Paganini?

Semana que vem Os vereadores evitaram comentar o caso e não deu nomes aos bois, mas diante do entrevero quase público, antes do início da sessão, circulou que alguns funcionários abusaram da condição hierárquica e agrediram, violentamente, com palavras alguns vereadores que se negavam a conceder o “bônus” desejado. A ação desses servidores foi tão violenta que os integrantes da mesa optaram por não colocar a emenda supressiva em votação, deixando para a próxima semana.

Para não crescer A ação desses funcionários não foi só desrespeitosa aos vereadores atingidos, mas à população que eles representam. Há quem tenha dito que esses vereadores perderam a noção de juízo e que a tentativa de extorsão não ficará barata. Entendem que o basta precisará ser bem dado para evitar que no futuro eles repitam a dose e metam a mão nos cofres públicos sem dó, nem piedade.   

Não vem não São esperadas algumas retaliações por parte desses servidores, principalmente aos ligados com a administração anterior, na tentativa de forçar a aprovação do que desejam. Pelo visto, dessa vez não vai funcionar.

Ô loco! Acontece que, segundo os corredores da câmara, os salários dos servidores da casa são altíssimos em relação à realidade itapirense. A maioria dos salários gravita em torno do teto (R$ 17,8 mil) e alguns funcionários, ganham mais que o prefeito na casa dos R$ 25 mil.

Em troca de apoio? Comentou-se, ainda, que reajustes estratosféricos teriam ocorrido na legislatura anterior, onde eles usaram os mesmos estratagemas, e que o último ex-presidente daquela época teria sido advertido pelo TCE a rever os reajustes, mas foi convencido pelos interessados a não fazê-lo.

Batalha Em conversa telefônica com este redator, o prefeito Paganini repudiou a tentativa dos servidores da câmara em forçar a barra para obter vantagens pecuniárias e garantiu apoio integral aos vereadores que estão enfrentando mais essa batalha.   

Quintal Já o deputado Barros Munhoz, também por telefone, disse que está habituado a enfrentar questões espinhosas como essa e declarou que esses funcionários arrumaram uma bela encrenca com ele e com o povo de Itapira. Afirmou que estudará o caso a partir dessa quarta-feira para reunir os subsídios para enfrentar essa gente que insiste em fazer de Itapira o quintal de suas casas.

Xô Satanás! Munhoz disse, também, que desde 1977 enfrenta os “chupins” que insistem em drenar os recursos públicos para engordar suas contas bancárias. Ele e o prefeito Paganini estarão sempre atentos a essas investidas do mal e avisa: o tempo que Itapira ficou desgovernada acabou em 2012, com o voto popular, e bradou: “Itapira não é mais a casa da mãe Joana!”

Enojado O deputado disse, ainda, que na sexta-feira, por volta das nove horas, através da Rádio Clube, dará nome aos bois, contará o salário que cada um recebe e todas as artimanhas que eles usam em benefício próprio: “verdadeiros absurdos contra o povo de Itapira”. Prometeu, ainda, que tudo será devidamente apurado e o assunto acabará na justiça. “Lamentavelmente, o povo ficará enojado com o que vai ouvir, mas Itapira não pode passar por isso!”, declarou.

Ecos da greve do ano passado Outra ação que movimentou a Câmara nesta terça-feira foi a presença de um grupo de professores da rede municipal, que capitaneado pela presidente do sindicado dos servidores, Cristina Gomes, munidas de cartazes, pediam que as faltas descontadas por conta da greve do ano passado fossem canceladas.

Reposição O grupo se reuniu com os vereadores e pediu a intercessão deles junto ao prefeito Paganini para que o desconto fosse reconsiderado alegando que as faltas foram todas repostas. Os vereadores se comprometeram em levar o pedido ao prefeito.

Confusão O prefeito Paganini, ouvido pela redação desta coluna, esclareceu que as faltas não foram repostas e nem teriam condições disso acontecer, já que nem todos os grevistas eram professores e que seria injusto oferecer a um grupo uma condição que outros grupos não poderiam usufruir. Ainda, segundo Paganini, os professores não repuseram as aulas. Acredita que eles estejam confundindo a complementação dos dias letivos previstos em lei com reposição.

Cantar vitória? Paganini disse ainda que essa confusão é fruto do desejo da presidente do sindicato dos servidores municipais em criar animosidade entre os funcionários e a administração depois da fracassada greve do ano passado e do reajuste automático, com base no IPCA, concedido este ano tirando-lhe a possibilidade de cantar vitória por pouca guerra.

Tiro no pé Para finalizar, Paganini comentou que estranha ouvir ou ler que ao conceder o IPCA aos servidores a administração tenha dado um tiro no pé por conta do índice de 8,17%: “Ué, ela achava que o reajuste seria menor? Ela queria que o reajuste ficasse perto dos 6%, só para poder brigar por mais meio décimo? Ela imagina que a administração não acompanhava as projeções sobre o comportamento da inflação? Ela esqueceu que o meu compromisso era no mínimo a inflação?”.

Mui amigos... Os vereadores oposicionistas aproveitaram a sessão desta terça-feira para parabenizar o prefeito Paganini pela decisão de desistir do Hotel Fazenda dizendo que se o prefeito ouvisse mais eles, essa decisão teria sido tomada no ano passado.

Turismo rural Para Paganini a decisão de entregar a fazenda aos proprietários não foi uma decisão fácil, pois sepultou um grande projeto, o de desenvolver mais um ramo econômico no município que é o Turismo Rural.

Explicou: “Essas pessoas não sabem o que falam. O Hotel Fazenda poderia estar consolidado se não sofresse a ação devastadora da administração anterior ao destruir a área agrícola produtiva, ao sugar até o sangue do hotel, ao fazer festas com o dinheiro do povo, levando ao fechamento definitivo depois de cinco anos dizendo que o hotel dava prejuízo.”

Restituição Ao ser questionado sobre os prejuízos que Itapira sofreu com a devolução da área, concluiu: “Itapira não será prejudicada com essa decisão, pois existe uma ação correndo na justiça e o ex-prefeito Toninho Bellini será responsabilizado pelo que fez e restituirá o prejuízo que provocou”.

Zona azul 1 O assunto Zona Sul não chegou a ser apreciado pelos vereadores, nesta sessão, mas foi comentado. A oposição questionou o festival de multas que vem sendo aplicadas aos motoristas descuidados. O líder Mauricio comentou que a licitação realizada pelo ex-prefeito Toninho Bellini foi declarada ilegal pelo TCE, pois apontou favorecimento à empresa que ganhou. Assim que a sentença for publicada, o prefeito Paganini será obrigado a cancelar o contrato.

Zona azul 2 Para o prefeito Paganini, independentemente da irregularidade cometida pela administração anterior, a organização do estacionamento rotativo na cidade é uma necessidade. Disse ainda, que apesar de algumas pessoas defenderem os infratores, aqueles que tentam estacionar sem pagar, tirando a vaga de outras pessoas, a multa é a única solução para garantir espaço para todos. Só é multado que tenta burlar a lei e depois pede para algum vereador da oposição criticar o sistema de multas.

R$ 3 milhões O prefeito Paganini acompanhado do vereador Juliano Agua Suco estará em Brasília, esta semana, para falar com o Ministro dos Esportes George Hilton onde cobrará a liberação dos cerca de R$ 3 milhões já aprovados. Como se sabe, Hilton é do PRB.

PRB jovem Juliano Feliciano teve a audiência confirmada pelo deputado Roberto Alves e levará para Brasília a informação de que as filiações ao partido estão indo de vento em popa e que oficializou, recentemente, a formação do PRB jovem em nossa cidade.

O Ronco do Bira Na noite desta terça-feira, o grande JP foi escalado para tentar resolver o problema da transmissão da sessão da Câmara. Ora estava com o radinho no ouvido, ora com o telefone celular orientando o estúdio, ora mexendo nos cabos e nos plugues, ora olhando o sistema interno, até o mestre Cebolinha foi acionado. E nada, de solução e de livrar o ruído da transmissão. Ficou para a semana que vem!

 

O meu negócio é voto, meu filho! O Bicudo da Shalon, que nunca falta,  ficou todo prosa, nesta terça, durante a sessão da câmara quando uma professora que participava da manifestação disse que tinha excluído um monte de gente da sua página no Facebook, mas o nome dele tinha sido mantido. “Tá vendo como sou querido?”, sentenciou para todo mundo ouvir.  


Fonte: Da Redação do PCI

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