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Itapira, 22 de Janeiro de 2020
Notícia
30/08/2015 | Editoriais A Cidade: Paganini e a boa briga
Logo que o prefeito José Natalino Paganini assumiu o governo municipal viu pela frente as ruas esburacadas, problemas no sistema de saúde com longas listas de espera nos mais diversos procedimentos, dificuldades para a manutenção do aterro sanitário, pagamentos e férias em atraso et cetera e tal... Tudo como bem informou, na época, a imprensa itapirense.

Entre o final do ano passado e o começo deste ano a cidade enfrentou a maior epidemia de dengue da sua história que requereu recursos e trabalho incansável das equipes de saúde, vigilância sanitária, serviços públicos e até da guarda municipal, atuando nas ações corretivas e preventivas.

Enquanto a dengue era tratada como inimiga de guerra, a crise brasileira se alastrava, os recursos, principalmente os federais, se tornavam escassos e fazia a arrecadação municipal declinar.

Há quem diga que a administração municipal não anda boa e que Paganini vem se mostrando um governo fraco e sem iniciativas. Será que esse pensamento é justo?

O bom administrador não é aquele que se mostra eficiente quando os recursos jorram por todos os lados como ocorreu com o Brasil recentemente levando os orçamentos dos municípios, dos estados e da união crescerem bem acima da inflação. Naquele período a economia cresceu assustadoramente, quase duplicou o número de carros novos nas ruas e cerca de 35 milhões de pessoas ascenderam à classe média deixando a linha de pobreza, gerando consumo, renda e emprego.

É possível imaginar como seria um governo realmente fraco administrando Itapira neste ano de 2015?

O prefeito Paganini, além de enfrentar a dengue e conter a epidemia enquanto em outras cidades a doença continuou avançando, conseguiu trazer empresas para o município, ato que não acontecia por aqui há mais de nove anos, fazendo com que a relação admissão/demissão se mantivesse estável enquanto a maioria dos municípios brasileiros está enfrentando as consequências do desemprego desde março. Agora, na última semana, enquanto Brasília decidia que não pagaria o décimo-terceiro como se fazia desde 2006, no mês de agosto, Paganini antecipou da primeira parcela. Obviamente, para que os cofres públicos pudessem arcar com a saída extra de R$ 2,4 milhões e se transferisse para a conta dos servidores municipais exigiu-se muito esforço e planejamento. Esse gesto não é de prefeito fraco, muito menos falta-lhe iniciativa. 

A antecipação do 13º, além de beneficiar diretamente os funcionários públicos do município, oferece à economia itapirense uma significativa quantidade de oxigênio para que ela respire mais aliviada até o final deste ano.

É difícil prever a extensão e as consequências desta crise para o nosso município, mas ninguém poderá dizer que o prefeito da cidade não brigou para que ela fosse a menos danosa para todos, mantendo a maioria dos serviços em bom nível de atendimento. A história lhe fará justiça e, certamente, colocará os oportunistas que usam a crise em benefícios escusos nos seus devidos lugares, abaixo da linha de escolha do eleitor.
 
Fonte: Editoriais A Cidade

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