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Itapira, 31 de Outubro de 2020
Notícia
17/06/2012 | Luiz Santos: Espiritualidade missionária

 “Agora ponho em sua boca as minhas palavras.” (Jr 1. 9b).

Este ano a IPCI está edificando o ano eclesiástico sobre dois fundamentos: A espiritualidade e as Missões. Desejamos redescobrir e aprofundar as disciplinas espirituais a fim de que a nossa igreja faça uma experiência mais vibrante e gozosa na intimidade com Deus. Desejamos fazer este caminho de aprofundamento espiritual enquanto cristãos, de maneira individual e como comunidade de discípulos, como Igreja.

Entretanto, esta dimensão mais introspectiva, mais contemplativa do exercício de nossa fé não pode levar-nos a uma espécie de narcisismo espiritual, transformando a nossa Igreja num tipo de SPA religioso. Temos a obrigação em cultivar uma espiritualidade missionária, descentralizada, não conformista, uma espiritualidade encarnada na concretude histórica que se deixa interpelar pelos desafios do cotidiano, da cidade, da sociedade, da cultura. Uma espiritualidade desalojada do conforto dos bancos de nosso templo e inserida em seu contexto. Precisamos aprender uma espiritualidade de ida, de saída, do encontro com o outro. Espiritualidade sem missão é alienação.

Deverá haver ainda um equilíbrio entre o fazer e o ser. Não podemos nos enganar e cair no erro, melhor, na heresia do ativismo. Não podemos nos dar ao luxo de sermos tragados pela agenda, pelos acontecimentos, pelo fazer por fazer. As nossas ações concretas, quer no campo da assistência social, da promoção humana, do cuidado com o meio ambiente, quer na participação na construção da cidadania e etc. devem ser precedidas e acompanhadas de vida espiritual disciplinada e profunda.

O socorro aos pobres, as iniciativas de libertação social e promoção humana devem ter o seu nascedouro na leitura atenta e no estudo sério e comprometido da Bíblia. É ali que vislumbramos o projeto de Deus para o seu povo e a sua missão. É a partir das Escrituras e a partir do exemplo do próprio Senhor atestado em sua compaixão e em sua providência que descobrimos o nosso dever ético para com o próximo, o desvalido, o injustiçado e toda sorte de situação que avilta a dignidade humana. A Bíblia nos revela um Deus missionário que se deixa “tocar” pela dor do homem.

A leitura bíblica deve ser acompanhada da oração. É na oração que os sentimentos de compaixão, misericórdia e amor são aflorados em nossa alma e que sensibilizam nossos corações a ponto de sermos arrastados para as missões. É na oração constante, confiante, clamorosa que encontramos a solução para aqueles entraves humanamente insolúveis. Pela oração portas são abertas, obreiros são levantados, doações e contribuições suprem as necessidades, resistência e conforto são ministrados, inimigos são vencidos e dificuldades suplantadas. Sem espiritualidade, a missão é proselitismo.

Pensando nestas coisas é que convidamos a todos para fazermos neste ano uma experiência de sermos uma comunidade contemplativa na ação. Isto é, fazer da adoração a fonte e o ápice das Missões. Sem adoração não há como fazer missões e ao mesmo tempo é porque não há adoradores, ainda não o suficiente, é que fazemos Missões, para que este número seja completado com adoradores de todas as nações, raças, tribos e povos da terra. Adoração e Missões, enquanto durar a história da Igreja, são inseparáveis e nenhuma deve receber mais ênfase do que a outra em nossa vida. Os verdadeiros adoradores são autênticos missionários. Os grandes missionários são os que adoram em espírito e verdade!

Como anda a qualidade de sua vida interior? Como anda a sua frequência no quarto secreto? Como tem sido e que resultados você tem colhido como discípulo-missionário de Jesus? Você tem se esforçado pessoalmente para obedecer a Grande Comissão? Ser discípulo é seguir Jesus na Galiléia e no Tabor, na Judéia e na cruz, mas é também ir aos confins da terra, pois é para lá que Ele vai em Missão. Vamos juntos?

Reverendo Luiz Fernando

Pastor Mestre da Igreja Presbiteriana Central de Itapira

Fonte: Luiz Santos

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