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Itapira, 08 de Abril de 2020
Notícia
03/04/2015 | Panificadoras da cidade relutam em repassar aumento de custos ao consumidor

O dólar aumentou pelo menos 30% com relação ao real desde o começo do ano, afetando direta­mente diversos setores de atividade. Um dos que mais sentiram o impacto foi o ramo de panificação. Como a matéria prima elementar, a farinha de trigo, é um produto que no Brasil é quase todo im­portado, inevitavelmente seu custos se elevaram muito, assustando os co­merciantes do ramo.

O comerciante Flávio Anízio Pavinato, da Padaria São Jorge, uma das mais tradicionais em toda a região, conta que o atual momento econômico está obrigando os empresários do setor a se reinventar. “Infelizmente, não só preço da farinha subiu demais. Temos também o custo da energia elétrica que aumentou bastante. Tudo isso somado, nos vemos obrigados a nos tornarmos mais imagina­tivos para não onerar o consumidor final. Nosso estabelecimento sempre foi fundamentado na com­binação preço competitivo e qualidade. Não podemos agora, em decorrência de uma contingência desfa­vorável, jogar tudo por terra”, reiterou. Segundo ele, o preço do pão fran­cês continua inalterado, a R$ 7,50 o quilo há vários meses sucessivamente e, pelo menos por enquanto, não existe disposição de majorar este custo.

Na Padaria Pão Quente a situação não é diferente. Segundo um dos proprie­tários, Rômulo Miquelini Rodrigues da Cruz, de 27 anos e segundo afirmou há 23 frequentando o ambien­te de padaria, o preço da farinha subiu pelo menos 15% desde janeiro e nada foi repassado ao consumi­dor. “Estamos cortando nossos custos ao máximo para equilibrar a conta e não onerar nosso cliente. Se for para dar aumen­to, ele será generalizado porque tudo leva farinha” observou. Outro fator que segundo ele motiva uma maior cautela é a presen­ça de supermercados nas proximidades de seu esta­belecimento, onde o preço do pão francês vem sendo comercializado a R$ 6,50 o quilo. “A concorrência é forte. Precisamos ter cuidado”, avaliou.

Marilza Teresa Moreira, da Panificadora Massa Branca, no Jardim Soa­res , conta que que neste ano já foram duas altas no preço da farinha e que também lá pelo menos por hora não existe disposição de repassar estes custos ao consumidor final. “A gente vai empurrando enquanto der. A gente tem noção de que se for preciso aumentar o preço, o consumidor fatalmente vai chiar”, acrescentou.

Na Panificadora Luli, o cenário não é diferente. Luciana Aparecida Ferraz, uma das proprietárias, afirmou que o maior de­safio imposto pela atual situação diz respeito à manutenção da qualidade dos produtos que serve ao público. “Temos uma filosofia de trabalho onde só utilizamos farinha da melhor qualidade, sem acrescentar misturas oferecidas no mercado. Isso evidentemente causa impacto no nosso negó­cio se você for analisar o aumento dos custos. Es­tamos sim preocupadas”, esclareceu. Luciana relatou ainda que uma estratégia que tem lançado mão é negociar condições mais vantajosas com seu forne­cedor. “Como compramos bastante, é natural que o fornecedor seja mais cauteloso em repassar novos preços. Também para estes fornecedores a concorrência é grande. Isso ajuda a diminuir o impacto dos aumentos”, teorizou

Fonte: Da Redação do PCI

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